terça-feira, 9 de setembro de 2008

...

Justa homenagem a um livro de minha infância e, ao mesmo tempo, um pouco do que sinto ao ler e ver certas coisas serem passadas na TV.
Como muito já foi dito sobre a questão, talvez só nos reste cantá-la em prosa e verso. Essa foi minha primeira tentativa e neste momento, quero deixar registrados meus sinceros agradecimentos ás Revista Veja,IstoÉ e Época, ao Datena e ao Hélio Costa.Parafraseio aqui Marlyn Manson (o cantor): "We are all stars in the dop show."

Salve o grande Chico Buarque, imortal entre os imortais.

Poeminha Classe Méia


Estamos cercados
Por todos os lados
De um lado O Morro
Do outro morro -de medo-
É dos fuzis que nós demos
(mas era só emprestado)!!!
Na mira, um Vale de Lágrimas
Lá encima ou
aqui embaixo
Escoltados na tentativa
de esconder o que
já não é segredo
(medo,medo,medo).

Pelo sol que nos mata sufocados
Estamos cercados
De vida que urge e ruge
- mais e mais forte que o medo -
E essa prole tão grande? Esse desespero!
Esse contraste
Com a esterilidade
De nossos dias em degredo.

E a sirene que faz alarde
De nossos lobos de fábula
Acusam as vestais (sem mácula?)
Na TV, Um Estado de Templo
E enfim devoram -e cospem!
Você, Chapeuzinho Amarelo!