segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Anseio










A espera não sabe que "não é"
Então insiste
Cambaleando caleidoscópicamente
Por toda a casa
Mas se você pergunta se quer alguma coisa
Ela responde: " - Nada".
Onde vê uma almofada ela se enrosca
Ronrona
E fica a tarde inteira
Uma fonte incessante escorrendo
pelas mesmas pedras
Ela dói em tudo aquilo que preenche
A espera não é um transbordar
Mas um derrame
No órgão inflamado que traz delicadeza
Permanecer é um dos cinco sentidos da espera
O outro é o silêncio, depois a memória e por fim um leve vagar
de neblina a escorrer pela areia
Onde o tempo torna-se mendigo e não age
A espera é prenhe de promessas que
não se cumprem
"Visage"
Um desafio mudo corrompendo a paisagem...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Agenda 2013 - Poema 1


Não preciso dos teus problemas
                    dos teus esquemas
                    dos teus dilemas

Derrisão
Excesso de compromisso é falta de paixão.

Eu risquei da minha agenda  tudo o que me fada
                                           não me faz falta
                                           o que me cala
                                           o que me pesa
                                           entenda meu sim
                                           (para mim) será
                                           teu não.
Não me diz respeito a tua covardia, a tua confusão.

Precisei abrir espaço para ambições pequenas,
Trocar as cores dos meus poemas,
Não gosto de rosas, quero açucenas!
O que seria enfim compreensão?
Quero dançar nos jardins do inimigo
Quero o pecado novo em um perfume antigo
Assumir - com força -minha contradição!