terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Volta ás Aulas





Com lápis, borracha,caneta
Eu sonho que sou livre
Eu penso que sou poeta
Entre ruínas e escombros
Estou semeando ilusões
Para recobrir meus assombros
E com recortes de revista
Dou nova a forma a cartolina
Disfarçando a solidão
Eu me faço um pouco artista...

Me perco em gráficos e tabelas
Vou me desfolhando em quimeras
Feitas de norma e de névoa
Um labirinto de caos
E do outro lado da linha
Vou desenrolando o novelo
Com carinho para que voltes
Que não se perca de nós!

E com cola e fita crepe
Vou remendando as coisas simples
Do nosso fazer quotidiano
E o que for pedra, vidro e corte
Eu faço algo assim, mais humano
E eu não sei bem se percebes
Mas sigo fazendo assim mesmo...

Não posso esquecer as minhas dores
Minha alma não fica em casa,
Nem guardado na gaveta
Deixei o meu sentimento,
Pois é com ele que eu teço
A luz, a cor e o movimento...
Que brilham e serpenteiam
E que lançarei pelos ares
O lugar a que pertencem...
A incerteza me fustiga
O cansaço me castiga
Mil demônios me perseguem
Para morder meus calcanhares
Mas não há o que me faça
Desistir dessa minha sina...

E com giz de cor e canetão
Criei um novo coração
Somente para dizer
-para você que não me vê-
Que ainda dá tempo para mais uma canção
Que ainda não perdemos nossa vocação
Que diferentes e estranhos, ainda somos irmãos
E que este Ano Novo pode ser o mais lindo
"Bem -vindo...que bom...bem vindo..."