sexta-feira, 12 de junho de 2015

Pergunta-me




Pergunta-me do Rio do Tempo, por onde corre
Dos números que escorrem na tela, onde se esconderam
Pergunta-me dos impérios de sal, para onde sopraram
E aquele destacamento perdido...como foi que morreram?

Dos homens célebres e das atrizes céleres...porque tão frios?
Dos poetas mortos e das paixões tão vivas...sempre inconstantes?
Dos discursos claros, dos teatros antigos...por que tão vazios?
Dos amigos queridos e dos sonhos passados...por que tão distantes?

Qual seria o nome daquele autor tão citado?
Qual a data de assinatura dos Tratados traídos?
Qual a tradução desta música de língua inventada?
Qual o caminho de volta para um amor perdido?

De tudo o que não sei e queres que desvele
De tudo o que te disse, mas espero que descubras
Fica a lógica...traçado de um desenho que desbota
Refém de uma luz que se revela nas horas mais escuras...

Enquanto eu busco e transbordo, como fonte de onde brota.
toda  a imaginação e cura, toda a certeza e a resposta
Moldando a argila-voz , macio fruto que se enraíza
Nas profundezas do coração, para quem nada disso importa...