segunda-feira, 22 de maio de 2017

Meu coração é uma cidade fantasma.





Uma cidade fantasma, onde a bússola é cega
com seus dias sépia e suas horas vagas
e a lua louca e assassina, derrama sua prata
por fábricas abandonadas, lares em ruínas.

A neblina evolando-se preguiçosa
Oculta e revela paisagens volantes,
-sede e memória- se perdem para sempre,
desabrocham etéreas, desaparecem misteriosas...

Uma cidade esquecida para uma vida desperdiçada
Onde chama minha voz, ecoa o nada!
Onde morre meu grito, se desdobram as esquinas!

Não existe mais sentido, não sei a resposta,
não sobrou ninguém, não encontro a saída,
quero voltar para casa, mas sei, estou perdida...