<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611</id><updated>2012-01-29T12:30:04.078-08:00</updated><title type='text'>Velut Luna</title><subtitle type='html'>Poesias.Memórias.Histórias.Estórias.Trechos de Diários. Eventuários de dias e noites rasgados do "torpe calendário".Segredos de um cofre fechado em uma sala lacrada. E sou eu em suspenso entre o Ser e o Nada.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>130</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4952386931745578130</id><published>2012-01-26T20:05:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T23:18:58.250-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zujfnP2ojQ0/TyIiVVrozRI/AAAAAAAAAeA/yqJ3oatAzv0/s1600/loboelua.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-zujfnP2ojQ0/TyIiVVrozRI/AAAAAAAAAeA/yqJ3oatAzv0/s1600/loboelua.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;Dois Cães Olham para a Lua.&lt;/span&gt;..&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Andando por uma velha trilha de cabras, á noite, dois cachorros praieros sem-raça-definida procuram um local sereno embaixo da árvore que fica no monte mais baixo, próximo á brisa do mar. Explica-se. Um deles é quase todo negro, tem pelos longos e crespos, mais alto e de patas finas, tem orelhas curtas porém meio decaídas - a esquerda ligeiramente maior que a direita - e sente muito calor. Já o outro, um pouco mais baixo e atarracado, tem pelo caramelo e curto, focinho mais longo,olhos mais proeminentes nutre apreço especial por aquela árvore - ele diz que é o cheiro da madeira, mas de fato não sabe bem porquê.Vamos chamá-los de Preto e Caramelo para facilitar, já que eles mesmos não se chamam assim.&lt;br /&gt;Preto olha para a lua, comove-se um pouco e uiva á plenos pulmões. Todos os outros cães acordam-se e latem também. Outros uivam de forma mais estridente ainda. Caramelo assusta-se e fala:&lt;br /&gt;-Esta louco! Acordastes todo mundo! Agora "eles" vão nos ver! "Eles" vão nos chutar daqui! "Eles"...&lt;br /&gt;-Ora, cale-se! Sempre devemos prestar reverência á nossa Grande Irmã Lua!&lt;br /&gt;-Irmã Lua? Ainda acreditas nestas fábulas de filhotes?Um ser fantástico que olha por nós e nos recompensa por nossas boas ações? Um ser que...&lt;br /&gt;Caramelo afina a voz para imitar uma cadela falando ao cachorrinho:&lt;br /&gt;-..."nos ama mais do que tudo e ao qual voltamos se formos bonzinhos e não nos esquecermos dela"? Ora, faça-me um favor! Olha a vida desgraçada que levamos! Os humanos nos escravizam, pisam, maltratam e nada podemos fazer para revidar.Se essa senhora lua existisse...&lt;br /&gt;-Blasfêmia!&lt;br /&gt;-"Filhotice!"&lt;br /&gt;Preto se acalma. Silencioso, olha para a lua e faz uma prece silenciosa para que perdoe a insolência do amigo. "-Ele é um bom cão"- diz preto-"Só um pouco limitado em sua sensibilidade..."&lt;br /&gt;Caramelo por sua vez, reflete sobre a grosseria. Preto é um bom amigo, e ele nada ganhará agredindo suas crenças. "Será mais fácil chamá-lo á razão argumentando." Caramelo começa imediatamente a falar:&lt;br /&gt;-A lua não é uma deusa. Não é nossa irmã. Na verdade, aprendi com os humanos que é apenas outro astro, como o sol ou a própria Terra que é onde nós estamos. Tão indiferente ao nosso destino como qualquer coisa que você vê a nossa volta. Nossas mães pedem para que acreditemos na lua para que não entremos em desespero ao conhecer a morte. Mas depois da morte não vamos "brincar nos campos da lua" como elas nos dizem. Na verdade nos morremos e nosso corpo é enterrado, se decompõe e se mistura á própria terra...parte dele será devorado por outros bichos...eu já desenterrei um outro cão e sei o que digo e...&lt;br /&gt;Preto dormiu.Ouviu parte do discurso e ficou muito triste com a possibilidade daquilo ser verdade. Tão triste que não quiz mais falar sobre aquilo. Preferiu ir dormir que era mais gostoso que ouvir aquelas "blasfêmias".Caramelo desistiu de argumentar e foi dormir&amp;nbsp; também.&lt;br /&gt;No outro dia, quando Preto acordou, encontrou o amigo com um pedaço de sanduíche e perguntou:&lt;br /&gt;-Onde você o conseguiu?&lt;br /&gt;Caramelo, meio magoado por seu amigo dormir no meio da explicação retrucou:&lt;br /&gt;-Com certeza não foi a "Senhora Lua" quem me deu.&lt;br /&gt;Preto fingiu não ouvir, caminhou um pouco e, seguindo o faro, logo descobriu um acampamento cheio de humanos. Foi lá, descobriu duas moças boazinhas que lhe deram carinho e sanduíches em troca de umas gracinhas que a vida nas ruas haviam lhe ensinado a fazer para agradar humanos. Mas depois, vendo que os humanos não lhe davam mais tanta atenção voltou para perto do amigo, que ainda estava lá, esfregando as costas na árvore - mesmo sem saber bem por que, ele sabia que assim demarcava que aquela era a "sua" arvore e de mais ninguém. Preto deita-se em silêncio.Olha o mar. E depois, deixa escapar a pergunta:&lt;br /&gt;-Você não acredita na "Senhora Lua"?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Nem no "Senhor Sol"?&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-Para você, o mar não esta falando nada...&lt;br /&gt;-Não.&lt;br /&gt;-E o que são estas coisas que vemos, então?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; São exatamente o que são e nada além do que nós vemos. O mar: um monte de agua. O sol e a lua: "pedras" gigantes e que brilham flutuando no céu.Capim, arvore, terra são...capim, arvore e terra...e quando morremos nada acontece. Morremos. Seremos comidos por outros bichos.Fim.E isso é ser racional. É se apoiar na evidência. É saber que não somos especiais neste mundo e que não existem "outros mundos".Veja que isto não nos diminui em nada, pelo contrário, nos liberta!Eu sei que você fica tristeem pensar que se nada disso existe, a nossa vida não faz sentido. Mas este pensamento é tolice! É o que nos escraviza numa vida de servidão absoluta e sem sentido! Se todos os cães pensassem assim como eu, nós não seríamos escravos dos humanos e...&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De repente Caramelo se levanta e começa a abanar o rabo, para imprimir eloqüência ao discurso. Vê a sombra do rabo e passa a persegui-lo. Perseguirá até cansar pois o rabo estará sempre a alguns centimetros do próprio focinho. Preto sorri vendo a cena - embora ele mesmo a tenha protagonizado algumas vezes, enquanto era filhote, é claro. Pergunta, com certa ironia na voz, que felizmente não poderá ser ouvida pelo amigo:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -O que esta fazendo?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; -Estou perseguindo este animal. Ele é implicante e se diverte em me provocar desde que sou pequeno mas, se eu me esforçar mais um pouco conseguirei agarrá-lo...ele é palpável. Eu o sinto! Eu o cheiro! Não é como a sua Lua que nunca falou com você! Responde, irritado.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Preto volta a deitar-se e a olhar para o mar,aliviado. Seu amigo é um tolo!Sorri, agora&amp;nbsp; feliz, e pensa-se melhor que o amigo, já que sua vida faz bem mais sentido. E sua morte também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(De Fabulário, livro &lt;i&gt;no prelo&lt;/i&gt; de Vasconcelos, Ginga. Se citar, referencia, ok?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4952386931745578130?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4952386931745578130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4952386931745578130' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4952386931745578130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4952386931745578130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2012/01/dois-caes-olham-para-lua.html' title=''/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zujfnP2ojQ0/TyIiVVrozRI/AAAAAAAAAeA/yqJ3oatAzv0/s72-c/loboelua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-6003791657204080429</id><published>2012-01-25T06:59:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T12:30:04.087-08:00</updated><title type='text'>On the hospital...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_Cfe580XMlI/TyAX2ATzr5I/AAAAAAAAAdw/7E9cMAyKzZ8/s1600/arvore+da+vida.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-_Cfe580XMlI/TyAX2ATzr5I/AAAAAAAAAdw/7E9cMAyKzZ8/s320/arvore+da+vida.jpg" width="239" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fala ao que me falta&lt;br /&gt;A falha&lt;br /&gt;a mancha&lt;br /&gt;o corte sangra&lt;br /&gt;meu avesso&lt;br /&gt;num espelho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me chama&lt;br /&gt;e despedaça&lt;br /&gt;em carne viva&lt;br /&gt;ponto-a-ponto&lt;br /&gt;sou eu mesma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gota-a-gota&lt;br /&gt;passam horas&lt;br /&gt;insanas&lt;br /&gt;serenas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que me abraça&lt;br /&gt;Me esvai&lt;br /&gt;Só me sobra&lt;br /&gt;Soçobrar ao pranto&lt;br /&gt;Ao qual não me permito.&lt;br /&gt;Meu céu é um forro manchado&lt;br /&gt;Onde ervas daninhas querem brotar&lt;br /&gt;das rachaduras - em toda a parte&lt;br /&gt;Algo se parte, se rasga, se perde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navego pela Rodovia da Morte&lt;br /&gt;Sou sua acompanhante em semi-leito&lt;br /&gt;Tudo aqui é antibiótico&lt;br /&gt;a comida, o ar, o sentimento &lt;br /&gt;Intoxicados com bastante capricho&lt;br /&gt;Admito,prima pela excelência esta senhora&lt;br /&gt;E pela janela,as paisagens me atravessam em vidro fosco&lt;br /&gt;Zona de guerra onde morre o horizonte&lt;br /&gt;sumariamente -diariamente&lt;br /&gt;executado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandonada a esperança&lt;br /&gt;a força, o orgulho, o brio&lt;br /&gt;convertem-se todos á suplicantes&lt;br /&gt;de joelhos.Sem forças, cabe á precisão&lt;br /&gt;sem prece.&lt;br /&gt;Todos lá, á porta, como cães.&lt;br /&gt;Te aguardam na saída onde não há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocifero contra a cruz&lt;br /&gt;Sabendo a pena...&lt;br /&gt;Mas não é nada.Nada.Nada.&lt;br /&gt;Gritos na madrugada&lt;br /&gt;Deixa para lá!&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-6003791657204080429?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/6003791657204080429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=6003791657204080429' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/6003791657204080429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/6003791657204080429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2012/01/on-hospital.html' title='On the hospital...'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_Cfe580XMlI/TyAX2ATzr5I/AAAAAAAAAdw/7E9cMAyKzZ8/s72-c/arvore+da+vida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3288144892209464282</id><published>2012-01-25T05:38:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T05:38:22.023-08:00</updated><title type='text'>Mil e Uma Ervas...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-faa4DRWd2Y8/TyAFvytUAaI/AAAAAAAAAdo/m-PXjRSdkRE/s1600/M%25C3%2583E+NATUREZA.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-faa4DRWd2Y8/TyAFvytUAaI/AAAAAAAAAdo/m-PXjRSdkRE/s320/M%25C3%2583E+NATUREZA.jpg" width="241" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Matei a morte á sombra do outeiro&lt;br /&gt;-Sabugueiro-&lt;br /&gt;Ouvi soprar o vento, mas só me veio a brisa&lt;br /&gt;-Melissa-&lt;br /&gt;Brisa vem do maro, ao faroleiro náusea&lt;br /&gt;-Sálvia-&lt;br /&gt;Marinheiro que nova busca inicia&lt;br /&gt;-Artemísia-&lt;br /&gt;Violeiro, língua de prata, coração de ouro&lt;br /&gt;-Chapéu-de-couro&lt;br /&gt;Não fosse por seu pai, ama-la ia&lt;br /&gt;-Maramia&lt;br /&gt;Mas se é a mãe que implica, então...&lt;br /&gt;-Arnica&lt;br /&gt;E é sempre assim quando a paixão inflama&lt;br /&gt;-Bardana&lt;br /&gt;Tudo é sonho, é anseio, delírio&lt;br /&gt;-Lírio&lt;br /&gt;Tudo se perde, nada se salva, só&lt;br /&gt;- a Malva&lt;br /&gt;Bem, mas o que é para ser, será&lt;br /&gt;-Cambará&lt;br /&gt;Por isso, meu bem, já vou, boa viagem&lt;br /&gt;-Tanchagem&lt;br /&gt;Sigo meu caminho, sem eira nem beira&lt;br /&gt;-Capim- cidreira&lt;br /&gt;Me encanta não ter um destino traçado&lt;br /&gt;-Anis-estrelado&lt;br /&gt;Levo pai e mãe no coração&lt;br /&gt;-Capim-limão&lt;br /&gt;E de você, o perfume e o carinho&lt;br /&gt;-Capuchinho&lt;br /&gt;Se tu queres vou, mas se não queres fico&lt;br /&gt;-Hibísco&lt;br /&gt;Sucesso e sorte, é o que lhe desejo&lt;br /&gt;-Poejo&lt;br /&gt;Homem- ou mulher - algum é uma ilha&lt;br /&gt;-Salsa- Parrilha&lt;br /&gt;E o que fizer com amor, meu bem, esta bem feito&lt;br /&gt;-Amor-perfeito&lt;br /&gt;Alto! Quem vem lá? Se é de guerra, fogo me sobra&lt;br /&gt;-Gincko Biloba.&lt;br /&gt;Mas se vem em paz diga lá, o que queres?&lt;br /&gt;-Hamamélis.&lt;br /&gt;E o que traz aqui um senhor tão distinto?&lt;br /&gt;-Absinto.&lt;br /&gt;Diga-me então, por que chora?&lt;br /&gt;-Amora&lt;br /&gt;Dinheiro é preciso? Espera...calma lá&lt;br /&gt;-Banchá&lt;br /&gt;Falta a boa sorte? Tente e não tema&lt;br /&gt;-Alfazema&lt;br /&gt;Mas se o que te vai mal é o coração&lt;br /&gt;-Dente de leão&lt;br /&gt;Nunca se sabe bem o que se quer, é fato&lt;br /&gt;-Unha de gato&lt;br /&gt;Mil e uma as artes do Inimigo, credo em cruz!&lt;br /&gt;-Alcazus&lt;br /&gt;Mas se a saúde sobra,a alegria é capim&lt;br /&gt;-Alecrim&lt;br /&gt;Siga lutando que a esperança nunca é vã&lt;br /&gt;-Hortelã&lt;br /&gt;É porque a fé é grande que tudo se adianta&lt;br /&gt;-Espinheira Santa.&lt;br /&gt;Me despeço agora que a manhã não vacila&lt;br /&gt;-Camomila&lt;br /&gt;Não me queira mal, lembra bem de mim&lt;br /&gt;-Jasmin&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3288144892209464282?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3288144892209464282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3288144892209464282' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3288144892209464282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3288144892209464282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2012/01/mil-e-uma-ervas.html' title='Mil e Uma Ervas...'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-faa4DRWd2Y8/TyAFvytUAaI/AAAAAAAAAdo/m-PXjRSdkRE/s72-c/M%25C3%2583E+NATUREZA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-7461842738984441245</id><published>2012-01-19T18:38:00.000-08:00</published><updated>2012-01-19T18:38:41.081-08:00</updated><title type='text'>O anjo no teatro.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-_ihmJGMwZME/TxjTkxBJjLI/AAAAAAAAAdg/rpb6D2HdnjA/s1600/Menina-O-Teatro-Magico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nfa="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-_ihmJGMwZME/TxjTkxBJjLI/AAAAAAAAAdg/rpb6D2HdnjA/s320/Menina-O-Teatro-Magico.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azul trôpega ensaiando - um de cada vez - pequeninos passos, segura a mão de sua mãe atenta. Pouco atrás, um pai ansioso e preocupado, entre bolsas e sorrisos condescendentes e certo ar de reprimenda dos críticos de arte - e são tantos! "-Trazer criança para assistir orquestra é principio de desastre", pensavam.&lt;br /&gt;Sempre que alguém dizia - "que lindinha"- seguia-se a pergunta trivialesca: "-qual teu nome?". Azul olhava - olhos enormes, de engolir inteira a pessoa - mas não respondia. A mãe dizia. E recebia de volta um certo ar de estranheza. &lt;br /&gt;Explicava: -"&amp;nbsp;O pai dela é argentino e quiz homenagear a tia, mulher de beleza e personalidade inesquecíveis..." Ah, tá! Então esta certo! Se era para homenagear a tia...&amp;nbsp;Ficava assim o não-dito pairando pelo ar e tudo por isso mesmo. Por vezes alguém comentava: "-Diferente...bonito..." E a mãe pensava: "-Beleza!" Muito embora soubesse que nesta semi-barbárie em que vivemos "diferente...bonito..." ora! Isso é só outra maneira de dizer uma ofensa!&lt;br /&gt;Tudo isso indiferente á pequena Azul, encantada com a imensidão que se lhe aparecia na cortina de veludo vermelho, tão vibrante, que tudo prometia e ocultava, pulsante e vivo.Como um coração. &lt;br /&gt;Em frente as cortinas fechadas, aparece um homem de terno e gravata borboleta de voz tonitroante, voz de imensidão grave e impositiva, maior até que a voz de seu pai. Azul não sente medo. Sua expressão facial diz qualquer coisa como "interessante". Azul desconhece a palavra mas ela esta lá, estampada em seu rosto.&lt;br /&gt;O homem alto de terno negro fala-fala. Ele diz: "-Om-dom-dom, dom-dom..." E segue a rima.&lt;br /&gt;Depois sai. E após, silêncio. Abrem-se as cortinas. Cláp-cláp-cláp. Aplausos. Ela imita o que todos fazem e alguns, que observam a cena, sorriem para ela. Azul pensa: "-Isso é bom!"&lt;br /&gt;Sob uma luz amarelo sol estão equilibradas muitas, muitas pessoas mesmo, também vestidas de preto, só que em grande maioria sentadas - há uma fila atrás em pé,&amp;nbsp;de estranhas mesas de madeira e brnquedos suspensos em varas, como no seu quarto- em semícírculo, todas olhando para um homem muito magrinho, muito alto, muito só no centro de todos, apertadinho em um tipo de fraque, que fazia desenhos no ar com uma varinha de condão. Varinha de condão é aquilo que as moças&amp;nbsp;mágicas usam nos livrinhos que ela gosta. Só que a dele, embora fininha e prateada, não tinha estrela na ponta. "-Deve ser porque ele é menino" -pensa Azul.&lt;br /&gt;Ao redor, tudo vibrava, apaixonava e sentia em mil cores e cariciantes sensações, que eriçavam qualquer coisa que ela nem sabia que havia embaixo da pele. Era a música, que lhe invadia de pronto trazendo a menina seu 1º estado de poesia.&lt;br /&gt;Neste momento ela para. E vê. E o que vê esta tão além da sua capacidade de entendimento que ela arregala os olhos com força, até não ver mais.&amp;nbsp; Seu pai percebe o espanto infantil e explica:&lt;br /&gt;-É um Anjo. Anjos são pessoas, só que tem asas, e são mensageiros de Deus com a missão de fazer o bem.&lt;br /&gt;A menina associa:"-Como as fadas..." Permanece em silêncio. Ainda sem entender do que se tratava.&lt;br /&gt;Olhava atenta para cima da ribalta de onde caiam pequenas gotas que brilhavam e pareciam pequenas estrelas de papel laminado, mas que nunca chegavam ao chão. E eram tão poucas e caíam tão lentamente quanto lágrimas de um choro ressentido.Olhava para o teto, onde não se viam mãos, sombras nem cordinhas - apenas o teto mesmo, de argamassa e concreto pintados.&lt;br /&gt;-É&amp;nbsp;o Anjo do Teatro - sunsurrou seu pai. Ele esta presente em todos os espetáculos e vê a todos nós igualmente, mas especialmente nas estréias ele tende a se emocionar. É quando vemos estas pequenas fagulhas da alma, pequenas estrelinhas prateadas caindo do teto sem jamais atingir o chão e, ao mesmo tempo, não conseguimos ver quem as faz cair.&lt;br /&gt;Azul não entendeu muito a explicação, mas ela estará lá, na sua primeira recordação de infância junto ao estado de poesia, seguido do mistério, o medo e por fim, certa esperança. A de que o Anjo do Teatro estivesse sempre ali, emocionando-se com todos os espetáculos de estréia. Azul não sabia de seu desejo, de um dia ver o Anjo e ele lhe dizer pessoalmente por que chorava nas estréias.Orava sempre por ele e pelos que se apresentavam, para que impressionassem o anjo e ele nunca abandonasse aquele Teatro.&lt;br /&gt;Azul hoje velhinha, alquebrada e só, lembraria sempre&amp;nbsp;daquele dia e do seu pai, que repetia o mito inventado&amp;nbsp;toda a vez&amp;nbsp;que voltavam ao teatro.&amp;nbsp;Talvez fosse para si mesmo, e não para ela, que contasse aquela historia. Mas não importava. Pois para as pequenas estrelas que até hoje via&amp;nbsp; a cada estréia&amp;nbsp;&amp;nbsp;jamais encontrou explicação melhor.Nem nunca teve interesse em procurar, na verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-7461842738984441245?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/7461842738984441245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=7461842738984441245' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/7461842738984441245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/7461842738984441245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2012/01/o-anjo-no-teatro.html' title='O anjo no teatro.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-_ihmJGMwZME/TxjTkxBJjLI/AAAAAAAAAdg/rpb6D2HdnjA/s72-c/Menina-O-Teatro-Magico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-1882400654594303476</id><published>2011-12-30T20:21:00.000-08:00</published><updated>2011-12-30T20:31:33.366-08:00</updated><title type='text'>Ultimas reflexões de 2011.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QzrqLlssozs/Tv6N8Vy3FwI/AAAAAAAAAdU/YSxgZU18Z1c/s1600/Imagens-de-Feliz-Ano-Novo-2012-7.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" rea="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-QzrqLlssozs/Tv6N8Vy3FwI/AAAAAAAAAdU/YSxgZU18Z1c/s1600/Imagens-de-Feliz-Ano-Novo-2012-7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O ano de 2011 esta quieto e contemplativo, no apagar das luzes, nos levando às últimas reflexões. O mundo se desdobra sobre si mesmo, cornucópia de perspectivas, reapresentando-nos fatos sobre fatos - uma tragédia, um massacre, um milagre aqui e ali, todos espalhados no chão da memória como velhas fotografias que se embaralham junto ás nossas próprias tragédias,comédias,&amp;nbsp;milagres e quotidianidades.Não, isso não é a Vida vista pela TV nem imitando a Arte. É só o fim do ano, que apesar de diferir em datas, é quase sempre o mesmo em toda a parte. Nós procuramos a verdade&amp;nbsp;e abraçamos a estética.&lt;br /&gt;Apaga as ultimas luzes, deita-se no escuro, olha para o teto como quem não pensa em nada. Tenta invocar um demônio que dê fim a este mundo, chorar baixinho pelo que não foi, invocar uma prece ou epifania, algo de alento ou redenção &amp;nbsp;mas...nada! As cadeiras já estão encima das mesas e todos os calçados arrumados junto á soleira da porta!&lt;br /&gt;Adormece neste dia 31 sabendo que no outro dia acordará totalmente renovado - como sempre!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Vos deixo, neste apagar das luzes com a Mercedes Sosa cantando Violeta Parra, que nos traz mais motivos ainda para agradecer:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5IVer"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5IVer&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-1882400654594303476?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/1882400654594303476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=1882400654594303476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1882400654594303476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1882400654594303476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/12/ultimas-reflexoes-de-2011.html' title='Ultimas reflexões de 2011.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-QzrqLlssozs/Tv6N8Vy3FwI/AAAAAAAAAdU/YSxgZU18Z1c/s72-c/Imagens-de-Feliz-Ano-Novo-2012-7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-822094902621433462</id><published>2011-12-27T20:22:00.000-08:00</published><updated>2011-12-30T20:13:33.146-08:00</updated><title type='text'>Cíclico.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7szHhguKDhQ/TvqZNy9nyCI/AAAAAAAAAdI/LM4wDzq8wO4/s1600/aurora+boreal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" rea="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-7szHhguKDhQ/TvqZNy9nyCI/AAAAAAAAAdI/LM4wDzq8wO4/s320/aurora+boreal.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Aurora Boreal, foto de Andy Keen&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;O poema cristaliza&lt;br /&gt;na rima&lt;br /&gt;Mas se liquefaz&lt;br /&gt;á temperatura do olhar&lt;br /&gt;de quem com ele se depara&lt;br /&gt;como num&amp;nbsp;espelho&lt;br /&gt;que&amp;nbsp;responde apenas&lt;br /&gt;para o que esta além &lt;br /&gt;-muito além- de si mesmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por fim se desfaz &lt;br /&gt;como nuvem,canção,ou prece&lt;br /&gt;perfuma, encanta, ilumina &lt;br /&gt;poliniza, refresca, destrói&lt;br /&gt;depois passa, &lt;br /&gt;trespassa &lt;br /&gt;e esquece!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-822094902621433462?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/822094902621433462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=822094902621433462' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/822094902621433462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/822094902621433462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/12/aurora-boreal-foto-de-andy-keen-o-poema.html' title='Cíclico.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7szHhguKDhQ/TvqZNy9nyCI/AAAAAAAAAdI/LM4wDzq8wO4/s72-c/aurora+boreal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-7038258329701053382</id><published>2011-12-26T13:38:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T20:01:57.132-08:00</updated><title type='text'>Despedida</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-oETeCS0Ogg8/TvjoUVq_hsI/AAAAAAAAAc8/gKXY6jAc1as/s1600/despedida2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="228" rea="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-oETeCS0Ogg8/TvjoUVq_hsI/AAAAAAAAAc8/gKXY6jAc1as/s320/despedida2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sirene já anuncia a hora de partida&lt;br /&gt;Devo - sem prazer nem pena - despedir-me&lt;br /&gt;Para o abraço de quem me espera mais além...&lt;br /&gt;Vou-me sem bagagem, peço-lhes um ultimo segundo&lt;br /&gt;de atenção.Para este pobre inventário-pois não sei se volto-&lt;br /&gt;que redigi ás pressas em forma de canção...&lt;br /&gt;Por favor, amigo, em Lá maior!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo ferino&lt;br /&gt;Carinho felino&lt;br /&gt;Palavras macias&lt;br /&gt;Para meus filhos e filhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afeto e dedicação&lt;br /&gt;Em partes iguais&lt;br /&gt;E a certeza de que soube honrar&lt;br /&gt;Meus ancestrais,&lt;br /&gt;Isto é para meus pais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para Ele que definitivamente&lt;br /&gt;ficará as sós,&lt;br /&gt;deixo a luz da da chama e &lt;br /&gt;e o frescor&amp;nbsp;sereno do&amp;nbsp;sonho&lt;br /&gt;de tudo o que fomos nós.&lt;br /&gt;Ficará contigo também um segredo&lt;br /&gt;E o cheiro em nossa roupa de cama.&lt;br /&gt;E sim,&amp;nbsp;as&amp;nbsp;saudades&amp;nbsp;daquela &lt;br /&gt;que para sempre te ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo meus escritos, minha dança,minhas preces&lt;br /&gt;E sobretudo minha sede e minhas febres&lt;br /&gt;Berço de agua pura,sempiterna nascente&lt;br /&gt;Tudo enfim que transbordar de meu coração&lt;br /&gt;Destino ás&amp;nbsp;minhas irmãs e meus irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo o que for de útil para aliviar&lt;br /&gt;A dor do parto de cada dia&lt;br /&gt;-Seja&amp;nbsp;a lembrança do&amp;nbsp;riso, do carinho, da receita, &lt;br /&gt;a piada suja ou&amp;nbsp;uma doce ironia-&lt;br /&gt;Para meu amigos sinceros até o fim de seus dias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para meus amigos falsos fica o meu perdão&lt;br /&gt;um leve sorriso em meus lábios,&lt;br /&gt;E ao menos uma boa recordação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo para meus inimigos declarados&lt;br /&gt;Para gente que me azucrina e me destesta&lt;br /&gt;Não viveram de meus restos? &lt;br /&gt;Fiquem pois com o que resta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E peço aos amigos,filhas e&amp;nbsp;filhos, se não for&amp;nbsp;demais&lt;br /&gt;Meu ultimo desejo: carinho, atenção e cuidados aos meus animais!&lt;br /&gt;E neste ultimo momento, na brevidade da despedida&lt;br /&gt;colham o ultimo olhar de quem lhes dedicou toda a vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-7038258329701053382?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/7038258329701053382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=7038258329701053382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/7038258329701053382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/7038258329701053382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/12/despedida.html' title='Despedida'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-oETeCS0Ogg8/TvjoUVq_hsI/AAAAAAAAAc8/gKXY6jAc1as/s72-c/despedida2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-2114369115563963835</id><published>2011-12-11T18:26:00.000-08:00</published><updated>2011-12-14T14:31:51.450-08:00</updated><title type='text'>A Arvore da Humildade.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-FogQ_nSrBbM/TukjvuEm25I/AAAAAAAAAcg/nwrTCn5yavw/s1600/7a43de1b.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://1.bp.blogspot.com/-FogQ_nSrBbM/TukjvuEm25I/AAAAAAAAAcg/nwrTCn5yavw/s320/7a43de1b.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;As mãos tímidas e finas, enlaçadas no colo de tornozelos cruzados em diagonal, faziam com que se curvassem os ombros da menina-mulher que os Deuses fizeram alta demais. Mas assim, encolhida na carteira ouvindo a professora com olhos arregalados com toda a atenção, parecia querer contrariar imposições da Natureza para ocupar o menor espaço possível e chamar o mínimo de atenção para si, ao mesmo tempo em que evitava o sono. Era compreensível.O seu curso universitário valorizava por demais a leitura e o pensamento, no entando, só encontrara três tipos de "pensadores" até então: os que flutuavam entre as nuvens, os que erguiam os punhos contra o céu e os que se encerravam em suas torres - temerosos e prepotentes. Para perceber outras nuances faltava-lhe mergulhar a fundo em livros e autores que nunca participavam de conversas e pretensões de corredor. Intuía, é claro, sua própria debilidade e por isso preferia cada vez mais a biblioteca.&lt;br /&gt;Encaminhava-se para ela - a Biblioteca Universitária - fluindo triste e distraída como um filete de agua da chuva que escorria pela calçada e os olhos baixos percebiam apenas isto, quando, de súbito, desviou a cabeça da possível pancada dolorida. Porque bem na entrada daquele prédio de aéreos e esvoaçantes intelectuais, crescera uma arvore que a natureza fez grande, mas que, por outro lado, encurvara seus galhos num ângulo quase impossível&amp;nbsp; como que para desenhar com eles um pequeno portão, pelo qual só passariam incólumes as crianças. Todos os outros teriam que baixar a cabeça e olhar para o chão.Mas por outro lado, se olhassem apenas para o chão-como ela mesma estava fazendo há poucos segundos atrás- também corriam risco de bater com a cabeça. Deu dois passos para o lado e parou. Viu todos, colegas&amp;nbsp; e outros alunos, professores, pós-doutores, muitos conhecidos e temidos por sua vivacidade e eloqüência, curvarem-se, um a um para poderem passar. Afastou-se um pouco e sorriu para um cacho de flores muito brancas e miudinhas, coalhado de pequenas abelhas e aspirou o suave perfume que delas emanava. E só naquele instante pareceu compreender alguma coisa sobre o que viera de início buscar naquele prédio de letras represadas em árvores mortas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-2114369115563963835?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/2114369115563963835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=2114369115563963835' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2114369115563963835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2114369115563963835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/12/arvore-da-humildade.html' title='A Arvore da Humildade.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FogQ_nSrBbM/TukjvuEm25I/AAAAAAAAAcg/nwrTCn5yavw/s72-c/7a43de1b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-2678934584124292795</id><published>2011-11-25T21:05:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T18:22:01.117-08:00</updated><title type='text'>A cereja do bolo.</title><content type='html'>E ainda por cima as cerejas...&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-s3kQoJEDD-Y/TtByTlyk6VI/AAAAAAAAAcQ/0zJR799dbkc/s1600/48209f754dfa4964369213ef360e9da3101ec222.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-s3kQoJEDD-Y/TtByTlyk6VI/AAAAAAAAAcQ/0zJR799dbkc/s1600/48209f754dfa4964369213ef360e9da3101ec222.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Acordar sobressaltada. Sanduíche sem presunto, pois que há muito não come mais mortadela. Colesterol alto. As crianças brigam para não acordar. Ela perde a paciência e começa a gritar.Sem querer acorda o marido dois minutos antes do despertador &lt;i&gt;dele&lt;/i&gt; tocar. Ouve o marido reclamar. Ouve um estampido e a queda de alguma coisa no segundo andar. "-O que será desta vez?". Pensa. Foi o barbeador. O jornal amassado. O café que não ficou passado á tempo. Vai direto - e sem comer de novo- para o trabalho. O beijo apressado. "-Bom trabalho ...querido...querida...bom trabalho!" Ouve as reclamações de todos - não tem presunto? - sem nada dizer. Há muito tempo. "-Não, não tem. Acabou-se. É pena." O carro está frio,custa a pegar.O menino bate na menina no banco de trás."-Querem se acalmar?" Queria cintos de segurança mais úteis, que amarrassem completamente os braços, como aquelas camisas de hospício. Sorri do próprio pensamento, mas não por muito tempo. Trânsito infernal. Chegou depois de bater o sinal. Olhar atravessado da coordenadora de ensino na escola dos filhos: "atrasada de novo?". Finge um sorriso. "Desculpe". Pensa: "ignorante!" Mas é ignorada. "Fechada" no sinal. Quase mortal. Grita pelo vidro: "panaca!" Ouve de volta: "D. Maria tá estressada?". Suspira. Pensa. Que nada! Gesticula com a mão e ...para! Engarrafamento. Liga o disc-play. "Just Another Day".Cantando alto e sonhando acordada. Novamente interrompida."Nome do filme...?"&amp;nbsp; Buzinada. Não ouve o que lhe xingam. Lembra a mãe: "não há de ser nada". Mas é.&amp;nbsp; Alguém que liga. Onde se enfiou o celular?Mas que naba! É a faxineira. Não poderá vir hoje...droga! Estacionei muito junto á calçada. Cadê "o &lt;i&gt;zona azul&lt;/i&gt;"? Ah, que se f...! O importante é que chegou mais cedo. Começa a arrumar a loja. Tenho que dar o exemplo. Já vai começar o desfile das &lt;i&gt;desanimadas&lt;/i&gt;. Uma a uma, todas vem chegando. Vem falando,falando,&lt;i&gt;fadando&lt;/i&gt;...Nada com nada.Mas ela também. Não conversa com ninguém. Fica na dela. Só no serviço se mostra interessada. E de novo! Lá vem ela! Novamente desleixada. Mais um batom emprestado...e desperdiçado. Nunca irá contar - nem às amigas - que cada batom emprestado e jogado na lixeira. Gostaria de jogar na lixeira as queixas do "Geral". Que liga e fala de quedas,quedas,quedas. Reuniões. Prazos. Um boçal! Que aparece uma vez por semana. E quando aufere lucro então...nem aparece. Cabe a ela distribuir os elogios que deveriam ser dados...pela empresa. E a promessa de aumento...esqueça! E no caso das "meninas"?"-Protele". É o que lhe responde "a voz da razão". A da emoção é irônica e diz "desapareça!" Mas terá que aguentar. Faz parte. Amanhã serão outras cobranças e ela sabe que deve inovar para motivar. E&amp;nbsp; que não é de sua responsabilidade...responsabilidade...responsabilidade...Merda! Liga as pressas. Dava para buscar a Valentina no coral da escola mais tarde? Não! Puxa, porque não é mais &lt;i&gt;organizada&lt;/i&gt;? Essa foi difíciil de engolir. Deve ser porque além de mim, organizo a sua vida e a das crianças&amp;nbsp; também, &lt;i&gt;ô babaca!&lt;/i&gt; Não disse. Pensa.Desce para o restaurante preferido. A comida já enjoou. Sempre a mesma.&amp;nbsp; É hora da sobremesa. Cortada. A dieta, lembra? É...a tarde hoje promete ser mais longa...trovoada. As nuvens estão pesadas. Não é incrível como parece que todos &lt;i&gt;desaprendem &lt;/i&gt;a dirigir na chuva? Aaaaaiiiiii! Não acredita! Multada! Como pagar, justo agora? As prestações...ai!As prestações. E lhe somem as idéias criativas- e não onerosas - para motivar a equipe- aquelas que pipocaram durante a tarde inteira! Mas deixa para lá! A reunião é &lt;i&gt;só amanhã&lt;/i&gt;...Sabe que levará mais tempo para chegar em casa. Não importa. Não pode esquecer de passar no mercado e comprar a ração do cão - acabou de novo! Qual a &lt;i&gt;segunda&lt;/i&gt; melhor marca? Não lembra. Não importa.Mas talvez &lt;i&gt;ele&lt;/i&gt; não coma! Ora, ora...é mesmo um cão bem cheio de vontades. Então que seja. Sera esta mesma! E para a familia...para a familia...lasanha congelada. Uma vez por semana...ora, não mata! Mas é o que vê em casa que não aguenta!&lt;br /&gt;Crianças grintando entusiasmadas. Gargalhadas.Enquanto as cerejas cintilam rolando como bolas de gude pelo chão da sala...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-2678934584124292795?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/2678934584124292795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=2678934584124292795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2678934584124292795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2678934584124292795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/11/cereja-do-bolo.html' title='A cereja do bolo.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-s3kQoJEDD-Y/TtByTlyk6VI/AAAAAAAAAcQ/0zJR799dbkc/s72-c/48209f754dfa4964369213ef360e9da3101ec222.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-6833505310136244738</id><published>2011-11-19T19:41:00.000-08:00</published><updated>2011-11-19T19:41:40.156-08:00</updated><title type='text'>Lua minguante.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fC_g-HprK0A/Tsh23bc6xlI/AAAAAAAAAcI/-yQp6SG-u-U/s1600/lua+reflexo+no+mar.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-fC_g-HprK0A/Tsh23bc6xlI/AAAAAAAAAcI/-yQp6SG-u-U/s1600/lua+reflexo+no+mar.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inexorável e lenta é a dança das estrelas&lt;br /&gt;Como o resguardo da semente na terra&lt;br /&gt;É a procura das raízes na profunda escuridão&lt;br /&gt;E o refluir da seiva na árvore que seca&lt;br /&gt;Mãos que se espalmam e dedos que puxam&lt;br /&gt;partejam a música no silêncio invísível&lt;br /&gt;Mas só a potencialidade jamais realizada&lt;br /&gt;Permanece pura,una,indivisível...&lt;br /&gt;Refluir é paz! É saber-se segredo&lt;br /&gt;Carícia leve das aguas na maré vazante&lt;br /&gt;O corpo que envelhece e o sol que vai se pondo&lt;br /&gt;Tão lindo e vibrante no azul do horizonte&lt;br /&gt;Pois nada do que é hoje será como doravante&lt;br /&gt;E como é bom lembrar de como era antes&lt;br /&gt;Desaparecendo lentamente na espiral do tempo&lt;br /&gt;Assim como tudo, e também nós mesmos&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Nos refazemos no quarto minguante...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-6833505310136244738?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/6833505310136244738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=6833505310136244738' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/6833505310136244738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/6833505310136244738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/11/lua-minguante.html' title='Lua minguante.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fC_g-HprK0A/Tsh23bc6xlI/AAAAAAAAAcI/-yQp6SG-u-U/s72-c/lua+reflexo+no+mar.png' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-6588407426960396913</id><published>2011-11-13T13:06:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T17:36:42.140-08:00</updated><title type='text'>Tédio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-r_z9M672Us8/TsAxOYiUZ8I/AAAAAAAAAb4/iMASLyaYoPk/s1600/tedio_segunda_feira.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-r_z9M672Us8/TsAxOYiUZ8I/AAAAAAAAAb4/iMASLyaYoPk/s1600/tedio_segunda_feira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Vivo sob a data de dois meses passados&lt;br /&gt;Os acontecimentos me agarram e me atravessam&lt;br /&gt;Indiferentes,esparsos,vagos...&lt;br /&gt;No tanto e quanto que não me interessam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta do que fui, do que não sei ou não conheço&lt;br /&gt;É esse vazio tão cheio de si,de lá na ré e mimimi&lt;br /&gt;E sobretudo, sinto falta de mim mesma,&lt;br /&gt;Para , sei lá! Dar uma volta, desfazer uns nós&lt;br /&gt;Tocar umas campainhas e sair correndo. Ao sol.&lt;br /&gt;Á esmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivo hoje como no mês retrasado&lt;br /&gt;Mas se isto fosse ontem, teria sido perfeito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-6588407426960396913?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/6588407426960396913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=6588407426960396913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/6588407426960396913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/6588407426960396913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/11/tedio.html' title='Tédio'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-r_z9M672Us8/TsAxOYiUZ8I/AAAAAAAAAb4/iMASLyaYoPk/s72-c/tedio_segunda_feira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-2591724154017410767</id><published>2011-11-12T18:34:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T17:38:22.941-08:00</updated><title type='text'>Nuala - Só mais uma foca...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/kjzNYKxT-Lw/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kjzNYKxT-Lw&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/kjzNYKxT-Lw&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: white; text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;b style="background-color: black; color: cyan; font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;A primeira coisa que devemos saber sobre as focas é que elas nunca tem nome próprio. Assim, a que vamos chamar de Nuala, na verdade é da "familia" Nuala.A compreensão delas sobre isto é muito simples. A primeira Nuala existente vive agora nas vinte Nualas remanescentes. E isso é motivo de muito orgulho, já que Nuala vive em um tempo muito difícil, em que a maioria das familias desapareceram. &lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;Nuala, diferente de outros filhotes, inclusive humanos, tem perfeita memória do tempo que passou na barriga da mamãe. Lembra de como doeu para nascer, que quase sufocou ao respirar o ar geládo do Ártico pela primeira vez, a sensação da arenosa da neve em sua pele, do gosto do leite e do sol - sim, para Nuala o sol pode ser apreendido por seus cinco sentidos, ou ainda, o sol tem gosto,cheiro,sabor,bela aparência e carícia ímpar - e, muito especialmente, do gosto do medo, que veio também com o sentido de estar sendo protegida, quando uma "sombra-vilã" apareceu em meio ao banho de sol matinal. Daquela vez, sua mãe a abraçou rapidamente com as patas dianteiras e jogou-se para agua. Papai-Nuala veio nadando logo atrás.&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;Nuala já conhecia o oceano, mas a alegria de sobreviver lhe fez explorar outras possibilidades em novas brincadeiras naquele dia. Uma de suas brincadeiras favoritas era soprar bolhas de ar e,depois, sair a persegui-las, como uma criança correndo atrás de bolhas de sabão. Até arriscou a afastar-se de seus pais um pouco mais.E quando a mãe-foca lhe chamou com seu canto tão ímpar e claro, tão "Nuala" de ser, ela atendeu. Subiram em um bloco de gelo á deriva, pai, mãe e filha, e ficaram ali, em silêncio, vendo a noite cair bem devagarinho e as infinitas estrelas despontarem como em nenhuma cidade humana se consegue ver mais.Foi quando, como todas os filhotes do mundo, Nuala sentiu crescer dentro de si uma pergunta, que logo imergiu quebrando o silêncio:&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;-Ficar no oceano é tão bom...por que não vivemos para sempre nele?&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;-Por que não pertencemos a ele.A natureza não nos fez peixes nem baleias. Nos fez focas, e nós temos dois mundos ao invés de um.&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;-Pertencemos á Terra, então?&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;-Também não...&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;-Então como...&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;-Escute. Você tem razão, em parte.Não pertencemos ao oceano, pelo menos não inteiramente,mas quando imergimos somos mais ágeis até mesmo que os peixes, habitantes naturais deste lugar. O oceano nos alimenta, nos faz rir, brincar, cantar e dançar, e foi para estas coisas que nós nascemos, afinal. O oceano é nosso mundo, nosso lugar especial, onde podemos ser nós mesmas,sem nunca sentir medo,dor ou cansasso.O oceano nos faz sábias, pois tudo o que precisamos saber ele nos conta. O oceano nos faz fortes, porque ele é força e nos exige que sejamos junto com ele e, logo, como ele. E nos faz lindas, pois tudo o que sente prazer e alegria é belo.No entanto, precisamos submergir sempre para respirar, e muito embora toda a foca já tenha sentido a tentação de imergir nele para sempre, só esse fato já nos diz que isso não é possivel.&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;-Mas...&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;-Mas nós também pertencemos á terra. Pertencemos á nossa familia. Aos nossos irmãos e irmãs.Na neve, nós somos desajeitadas, somos caçadas, ficamos frágeis, tudo é mais cansativo e doloroso. Mas nós voltamos sempre ao nosso lugar de origem, ao local onde nascemos, para tornarmos, umas ás outras, mais belas, mais fortes e mais sábias do que eramos no oceano. Por que o oceano nos diz quem nós somos, mas só na terra, na nossa costa natal, é que isso tem algum sentido. É na costa que nos casamos, temos nossos filhotes e voltamos para contar nossas histórias, que serão as historias de "Nuala", "TAkyr", "Ayassari", e também, a história de toda a Grande Familia Foca. Até que, em algum dia belo,se não formos caçadas ou devoradas antes, nossos corpos ficarão cansados e adormeceremos em alguma correnteza do oceano - como o fizemos tantas vezes antes-mas desta vez para não acordar mais. E o oceano, sabendo que nós não poderíamos ser inteiramente dele, nos arrastará para costa, onde o nosso corpo ficará, meio ao mar, meio em terra, exatamente como viveu.&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;-E aí...nós desaparecemos?&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;-Não. Nosso corpo permanece onde foi feliz, mas algo de nós permanece pulsante,brilha com ainda mais intensidade do que brilhava antes por trás de nossos olhos e retorna ao nosso verdadeiro lugar de pertencimento, que não é a terra, abrigo de nossas realizações, nem o oceano, abrigo de nossos sonhos.&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;-Onde?&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;Sua mãe ergueu as barbatanas e apontou para um grupo maior de estrelas, que parecia ter consigo um grande véu prateado, que recobria seu corpo imenso e meio gordinho, repleto de pontinhos luminosos. E sua mãe disse:&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;-Naquela correnteza nada "Nuala", agora para sempre, pois vê a si mesma em nós que conversamos sobre ela e sabe que pode ser feliz, cantar,brincar e sorrir nesse oceano mais escuro, mais doce também sem medo algum.Nós pertencemos a esta correnteza.&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;Nuala lembra deste diálogo agora, com sua filha em outro bloco de gelo á deriva. Hoje esta especialmente triste, pois consegue ouvir na costa a grande mortandade de suas irmãs pelo homem, que rouba parte de seus corpos antes de partir e não os devolve nem a terra, nem ao oceano. Ela se sente incerta se, incompletas assim, conseguem mesmo chegar ao "oceano de cima", mas procura acreditar que sim.Sua filha - também Nuala, como ela mesma e sua mãe antes dela e até seu pai - silencia diante desta mesma explicação, dada a tanto tempo,mas deixa escapar uma ponderação.&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;-Nuala sou eu na correnteza da vida...e Nuala é aq&lt;span style="background-color: purple;"&gt;&lt;/span&gt;uela, imersa na "correnteza de focas-estrelas-brilhantes",então...Nuala vive para sempre, em três mundos diferentes, e ao mesmo tempo!Como pode ser isso possível?&lt;/span&gt;&lt;br style="background-color: black;" /&gt;&lt;span style="background-color: black;"&gt;Uma estrelinha pequena parece precipitar-se do céu para terra, e Nuala sorri, meio que de susto, assim na terra como no céu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; Moral da Historia: É preciso saber fluir entre os "dois mundos", o do interior e o do exterior para realizar-se plenamente.É importante manter o sentido de que se faz parte de uma comunidade e é com ela que evoluimos.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-2591724154017410767?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/2591724154017410767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=2591724154017410767' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2591724154017410767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2591724154017410767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/11/nuala-so-mais-uma-foca.html' title='Nuala - Só mais uma foca...'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3058819162213171123</id><published>2011-10-28T19:24:00.000-07:00</published><updated>2011-10-28T19:24:21.837-07:00</updated><title type='text'>Sob as cinzas de um vulcão.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bwnxZtS0sfE/TqtjrRRcyQI/AAAAAAAAAbk/llyhCuwFM3k/s1600/vulcaoChile03.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="225" src="http://3.bp.blogspot.com/-bwnxZtS0sfE/TqtjrRRcyQI/AAAAAAAAAbk/llyhCuwFM3k/s320/vulcaoChile03.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eu sinto a chuva caminhar sob meus passos&lt;br /&gt;Sob as cinzas do vulcão aperto o cerco&lt;br /&gt;Ás ruas esquecidas do seu nome&lt;br /&gt;Eu sei que posso suportar...por mais um tempo&lt;br /&gt;E sei que devo resistir...só mais um pouco&lt;br /&gt;Mas meu silêncio é a sombra morna de um ciclone!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3058819162213171123?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3058819162213171123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3058819162213171123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3058819162213171123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3058819162213171123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/10/sob-as-cinzas-de-um-vulcao.html' title='Sob as cinzas de um vulcão.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-bwnxZtS0sfE/TqtjrRRcyQI/AAAAAAAAAbk/llyhCuwFM3k/s72-c/vulcaoChile03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-2391016422817129864</id><published>2011-10-19T11:11:00.000-07:00</published><updated>2011-10-19T15:49:32.257-07:00</updated><title type='text'>Aos meus amados cabelos em dia de chuva...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-IF913AnkHBg/Tp8L7CPKWcI/AAAAAAAAAbQ/d3SprHgpRsY/s1600/armadao.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="251" src="http://3.bp.blogspot.com/-IF913AnkHBg/Tp8L7CPKWcI/AAAAAAAAAbQ/d3SprHgpRsY/s320/armadao.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Vaga ansiedade na escuridão, acompanhada daquela sensação de já estar atrasada. "- O despertador não tocou?" Com relutância abriu os olhos e viu que o rádio relógio assinalava em vermelho neon com exatidão cristalina: cinco horas ...ainda. Poderia ser bom. Em tese, poderia ter dormido mais meia hora, mas ouviu a sonoridade lípida da chuva insistente e fina na janela, como dedos tambolilando no vidro, suave e incessante: tum-tum-tum-TUM. E o vento sul uivando pelas frestas,estremecendo vidros,batendo a porta da cozinha em compasso acelerado - pá-pá-PÁ-pá-pá... Suspira. Abre os olhos com força, enche o pulmão com ar frio e coragem pra sair debaixo das cobertas e levanta em um pulo. Só o gato espreguiça-se manhoso e mia descontente por ter sido empurrado dos pés da cama. Automaticamente ela desce para a cozinha e serve a ração antes de preparar um&lt;i&gt; sheik &lt;/i&gt;que será o seu café da manhã. Só esticará, ela mesma, seus ossos e articulações em frente á TV, onde a moça que traz o vídeo-aula de Yôga ordena que se espreguice antes de começar o alongamento. E é só lá pelo terceiro à&lt;i&gt;ssana&lt;/i&gt; que se parabeniza pela decisão de levantar-se da cama antes do despertador tocar, pois até então, dentro dela, parecia que tudo se encolhia, estremecia, colidia em explosão contra si mesma. Ela era a própria casa exposta em nudez contra a intempérie do vento sul. Mas agora, seu corpo parecia despertar em calor, luz radiante que como o sol levantava-se todos os dias por entre as modestos morros gêmeos-seus seios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A certeza de ter feito a coisa certa não era assim, inabalável. Era certo que haviam vinte minutos de adiantamento, mas a chuva trazia a promessa de extenso engarrafamento. Talvez, independente do que fizesse daqui para frente, o atraso fosse mesmo inevitável, mas decidiu apressar-se para o banho. Sacrificaria o café-da-manhã e a saúde em nome da boa aparência...mais uma vez. Corre para o banheiro, que ainda é mais frio e úmido que o resto da casa, e regula a temperatura antes de abrir a agua. Se despe apenas quando o vapor se adensa. "Agua-de-fazer-chimarrão" dizia sua mãe, e agora ela lhe escorre pelas costas queimando levemente a pele. Este banho matinal não terá nada da sensualidade morna e&amp;nbsp; prazerosa do banho noturno. É quase que automaticamente que acaricia o sabonete no rosto e o sabonete liquido dois que escorre pela esponja é esfregado com brusquidão contra a pele. Quando os dedos afundam no emaranhado da cabeleira vasta é que ela sente a enormidade da tarefa hercúlea. Tempo úmido significam mais nós que o comum. Mas o ritual segue, passo-á-passo, ainda o mesmo. Espalhar o condicionador por todo o cabelo, desligar o chuveiro - "ai-que-frio-meu-pai" - e desembaraçar os maiores nós só com os dedos, enquanto canta "Carta de amor" da Cássia Eller com a voz desafinada de frio.Faz isto para&amp;nbsp; demarcar os necessários cinco minutos, enquanto o cabelo absorve o produto. Apesar dos cuidados,alguns nós são simplesmente "irresolvíveis" e se enroscam pelos dedos, ferindo o esmalte e puxando o couro cabeludo em mini-beliscõezinhos que propiciam aquela sensação de dor-sob-controle. Ela se permite por segundos uma brincadeira de criança. Jogar os chumaços de cabelo contra as paredes criando um quadro expressionista em filamentos pretos contra o fundo de azulejo acinzentado. Pronto! Religa o chuveiro e agora, com o pente de madeira, desembaraça o restante dos cabelos. Olhando para as pontas, conclui que os cachos abundantes e negros que seguem bravios até a metade das costas ja adquiriram o formato correto. Desliga o chuveiro pensando que até que não foi tão demorado, e que ainda deve estar em tempo de chegar ao trabalho talvez com cinco minutos de folga. Apesar disso, é sem satisfação e até com violência que puxa a toalha de cima do box de vidro enquanto com a outra mão, torce o cabelo em uma única espiral para retirar o excesso de água. Enrola-o na toalha com o mesmo objetivo e passa a secar o corpo com outra toalha já previamente separada para isso, com pressa, quase que com desgosto por todos os pequenos defeitinhos que vê. Depois retorna ao cabelo. Há mais uma toalha seca, pequena, que servirá para amassar os cachos e retirar o resto de umidade possível. Depois, traça a risca no centro da cabeça -que até então mais parecia um caminho de ratos - penteia a parte de cima suavemente para não desmanchar os cachos da parte debaixo do cabelo e por fim, molda-os mecha por mecha novamente, acariciando um novo creme &lt;i&gt;leave-in&lt;/i&gt; que promete - e cobra - uma fábula. Sorri para o espelho embaçado que não lhe devolve o sorriso. Pronto! Agora tudo será mais rápido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Coloca a roupa selecionada na noite anterior e que geralmente fica dobrada encima do cesto de roupa suja, onde atira o pijama.O &lt;i&gt;make-up&lt;/i&gt; também é rigidamente automatizado por ser sempre o mesmo, e o motivo disso e que ela se maquia em semi-escuridão, com o espelho ainda meio molhado pelo vapor. Base, olhos bem marcados com lápis e delineador preto, a boca cor-de-rosa-algodão- doce-de-todo-santo-dia e o blush nas maçãs pálidas do rosto...já foram.Agora, passa o &lt;i&gt;gloss&lt;/i&gt; rosa por cima do batom e sorri novamente, mas desta vez o espelho lhe devolve o sorriso, ainda que meio torto pela agua que lhe ainda escorre pela sua - do espelho, não dela. Une os lábios, acaricia-os um contra o outro e constata a perfeita distruibuição da tinta-sabor-anilina-de-morango. Força uma pose de fotografia e diz em voz alta, ainda com o sorriso "x" pregado á face: "-Será um dia perfeito"! Quase acredita nisso. Segue em frente. Seguir em frente é quase um mantra, que alivia como um jato d'agua a ardência dessa luz e desse calor renovados no peito á cada manhã. Agora ela já abriu a porta e sente o impacto cortante do vento frio no rosto e leves pingos da chuva que parece ter "engrossado". O vento parece desafiar: "-Prossiga se for capaz, e enfrentará minha fúria" enquanto a chuva, mais tímida, convida a voltar para casa, para baixo das cobertas, para o calor e o aconchego do lar. Ela se equilibra no primeiro dos dois degraus que levam a calçada, á rua, ao trabalho diário e pensa para si mesma, falando com o vento como quem fala com um cão feroz, baixinho, quase mentalmente: "Amiga....calma...calma...." E ele parece que responde, uivando pelas esquinas magoado, mas então soprando suave e gélido sob o seu pescoço. O cabelo não é jogado bem para trás, espalhado pelo ar com força, como era o de sua mãe- de cabelos tão lisos - antes dela nesta mesma porta, mas vai inflando devagar e sem recuar um só momento, sem espalhar-se mas de modo compacto e numa sincronia de tempo perfeita se descontados os muitos fiozinhos que lhe voam do alto da cabeça. Falta pouco afora. Os cachos tão cuidadosamente arrumados estão completamente armados, formando um perfeito ângulo de 180º, como a lona de um guarda-chuva perfeitamente esticados sob as hastes de metal. A vantagem é que ela nunca precisa de guarda-chuva. Estica agora os pés, e se deixa flutuar pela rua, carregada pelo vento com a leveza de uma folha de outono.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-2391016422817129864?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/2391016422817129864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=2391016422817129864' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2391016422817129864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2391016422817129864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/10/aos-meus-amados-cabelos-em-dia-de-chuva.html' title='Aos meus amados cabelos em dia de chuva...'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-IF913AnkHBg/Tp8L7CPKWcI/AAAAAAAAAbQ/d3SprHgpRsY/s72-c/armadao.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-7397182929258538726</id><published>2011-10-15T20:45:00.000-07:00</published><updated>2011-10-15T22:11:19.037-07:00</updated><title type='text'>A lição da mamãe morcego...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-zLUFGdgJiIs/TppTTX9dvnI/AAAAAAAAAbI/jXR24fhoNt0/s1600/0%252C%252C36537861%252C00.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-zLUFGdgJiIs/TppTTX9dvnI/AAAAAAAAAbI/jXR24fhoNt0/s320/0%252C%252C36537861%252C00.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando voltou para casa quase ao amanhecer, com as patinhas cheias de frutos, a mamãe morcego encontrou seu filhotinho muito triste.&lt;br /&gt;-O que aconteceu, meu filho...&lt;br /&gt;Mas ele se encolheu, com os olhinhos vermelhor cheios de dor e não quiz falar nada, porém continuou soluçando e cobriu o rosto com as asas. Foi quando ela chegou mais perto, para lhe abraçar,que percebeu q alguns machucados, pequenos é verdade, mas que percorriam por todas as duas asas. O morceguinho estremeceu, não só de tristeza, mas sabendo que sua desobediência tinha sido descoberta. A mãe, mesmo com pena, endureceu a voz:&lt;br /&gt;-Você esteve lá fora, não foi?&lt;br /&gt;Ele se encolheu mais, mas ela foi chegando, envolvendo-o com suas asas,acaraciciando-o e, aos poucos, convenceu-o a contar tudo.&lt;br /&gt;-Sim, no cair da tarde saí da caverna,porque vi que escurecia e pensei que se não fosse longe não faria mal. Achei um ninho com filhotes de bem-te-vi em uma árvore aqui perto e quiz fazer amizade. Vi que eles estavam tentando aprender a voar e tentei ajudar, mas eles se encolheram de medo. Diziam: -"Sai! Passa daqui!Você é muito feio..." Tentei falar, convencê-los de que era amigo e acho que teria conseguido, mas daí chegaram os pais...e...e...&lt;br /&gt;-E bicaram você?&lt;br /&gt;-Sim, mas isso não foi o pior...&lt;br /&gt;O morceguinho finalmente olhou para a mãe e o que viu nos olhos dela foi aterrorizante. A fala era macia, mas escondia uma raiva imensa, que poderia ter conseqüências graves - ele ainda não sabia para quem. Mas, sendo um morceguinho inteligente, percebeu que ele mesmo tinha provocado isso com seu relato. Tentou diminuir a gravidade do caso:&lt;br /&gt;-Na verdade não foi nada...já passou...&lt;br /&gt;-A verdade! - Respondeu a mãe com toda a raiva represada.&lt;br /&gt;-É que...foi o que ele disse...que eu não era um pássaro e não podia me misturar com os pássaros. Que eu era um rato de asas, uma praga na terra...um ser amaldiçoado, que não é rato nem passaro e que atrai a maldição para quem me encontra. Que eu deveria conhecer meu lugar e viver afastado dos outros seres vivos. Eles me bateram na frente dos seus filhos e, enquanto fazia isso, dizia aos filhos para nunca falarem comigo, pois eu chupava sangue de animais indefesos e, quando crescesse, os devoraria vivos...é verdade, mãe? Eu sou um monstro?&lt;br /&gt;-Não, é meu filho!&lt;br /&gt;E explicou que eles realmente não eram passaros nem ratos, mas morcegos.Que diferente de ambos, podiam voar na mais plena escuridão, pois se localizavam pelo eco da própria voz.E, porque possuíam essa faculdade, eram, como a coruja, muito temidos e, por isso, ela pediu para que ele não fosse lá fora.Falou também que ele tinha primos que faziam isso de se alimentar de sangue e, estes mesmos, eventualmente podiam comer pássaros- mas toda a familia tem problemas, não é mesmo? Ainda assim, todos, inclusive os bebedores de sangue, eram essenciais á sobrevivência da floresta.&amp;nbsp; E, ainda muito abraçada nele, contou uma história, como sempre fazia antes de ele dormir, e&amp;nbsp; que explicava este ultimo argumento:&lt;br /&gt;-Sabe, isso já aconteceu uma vez, com outro morceguinho desobediente,há muito, muito tempo atrás quando os humanos ainda não existiam.Mas o resultado foi muito pior, pois ele entrou no ninho de um condor e foi assassinado, pelos mesmos motivos que os bem-te-vis atacaram você.E a mãe ficou muito, muito triste e indignada, e foi tomar satisfação. E os pais condores, orgulhosos e cientes de que eram muito maiores e nada tinham a temer da morcega-mãe ,repetiram exatamente as barbaridades que você disse: que eramos isso e eramos aquilo e mereciamos isso e mais ainda! De tanto desgosto, ela decidiu que não podia continuar vivendo naquele lugar. A morcega convenceu então seu clã a ir embora, e á noite todos partiram em revoada. Como nossa espécie não só vê mas ouve muito bem, pôde escutar os clamores de alívio e alegria de muitos animais, inclusive de alguns que consideravam amigos. Voaram por muito tempo, até que encontraram uma outra caverna, circundada de uma floresta ainda mais exuberante que a anterior.A caverna era ampla e sob ela um lago muito azul e cristalino, onde pequenos insetos viviam voando, portanto, nunca mais faltou comida.Um lugar, enfim, onde se não eram bem vistos, pelo menos eram deixados em paz. E o tempo passou ela teve outros filhos e foi muito feliz até o final da vida, mas...&lt;br /&gt;-O que aconteceu ao condor?&lt;br /&gt;-Bem, um dia, um tio do morceguinho morto contou que voou até lá, pois queria comer um fruto que só nascia naquela outra floresta e descobriu que o condor e todos os seus filhotes estavam mortos...e não só. Todos os outros animais estavam mortos: todos os passaros, os peixes, as capivaras e leopardos, as garças e os jacarés, todos os macaquinhos e também...as plantas. O lugar havia virado um deserto. Então o tio-morcego, curioso por saber o que havia acontecido, voou e voou até encontrar um animal conhecido daqueles outros tempos.Acabou avistando uma velha serpente que ainda vivia ali, embaixo de uma pedra, na caça de alguns miseráveis lagartinhos. E quando o tio-morcego perguntou o que havia acontecido, onde estava a floresta e por onde andavam os animais ela respondeu:"-Não é óbvio? O que aconteceu é que vocês foram embora. No início, não aconteceu nada. Mas pouco tempo depois, as árvores, as flores e os arbustos foram morrendo, e nenhuma outra planta nascia no lugar. As poucas que nasciam já não tinham a proteção das grandes árvores e o sol as queimava e matava antes de chegarem a maturidade. No final, nem a grama crescia mais e o resto foi questão de tempo...de que os animais carnívoros grandes se alimentam? De outros animais carnívoros e herbívoros.Se todos os que comem plantas morreram primeiro, os que comem carne morreram logo depois...quando já eram bem poucos.Pois sem a floresta, nossa casa e proteção,quase nada sobrevive...&lt;br /&gt;O tio morcego continuou sem entender, mas a serpente explicou: "- É que vocês, morcegos, tem uma missão muito especial.Toda a vez que saem para se alimentar de frutas, flores e grãos, espalham o precioso pólem, como as abelhas e os beija-flores fazem, mas em uma quantidade muito,muito maior...e como todos aqueles que fazem algo essencial, o fazem em silêncio e nunca contam vantagem disso, então ninguém, salvo alguns poucos animais que já haviam reparado sabiam deste fato. Por outro lado, como também se alimentam de insetos, não permitem que essas populações creçam muito á ponto de não sobrar mais nada do que for verde. Tentamos procurar vocês e chama-los de volta, e o condor morreu arrependido e queria muito o seu perdão. Pediu até que os encontrassemos mas...&lt;br /&gt;-...mas nós tinhamos ido para muito longe - pensou o tio-morcego, mas não disse nada. Mudou de assunto e continuou a falar de outras coisas, mais agradáveis como, por exemplo, o novo lar que seu clã havia encontrado. Por fim, convidou a serpente para vir morar neste novo lugar, mas ela recusou. Disse: "-eu já estou habituada, sempre vivi aqui..." O tio-morcego, sem encontrar mais argumentos, foi embora e contou para a mãe-morcega, que sentiu que,de certo modo a injustiça não só contra ela, mas contra todo o seu povo, havia sido sanada. E,no final da vida, pediu para que sempre passassemos adiante essa história, para que a gente nunca acredite quando nos dizem que nós somos feios e maus. Podemos ser considerados feios - isso é questão de gosto - mas somos essenciais na perpetuação da vida. Maldição não é nossa presença, é nossa partida...&lt;br /&gt;E o morceguinho dormiu tranquilo, e acabou sonhando com um dia mágico, em que voava junto aos pássarinhos filhotes que cantavam&amp;nbsp; no anoitecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Moral da história: Para além das aparências, mora uma verdade simples: todos temos um papel na vida, e freqüentemente, aqueles que tem mais importância são os que menos se gabam disso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-7397182929258538726?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/7397182929258538726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=7397182929258538726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/7397182929258538726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/7397182929258538726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/10/licao-da-mamae-morcego.html' title='A lição da mamãe morcego...'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-zLUFGdgJiIs/TppTTX9dvnI/AAAAAAAAAbI/jXR24fhoNt0/s72-c/0%252C%252C36537861%252C00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3771575759179156931</id><published>2011-10-14T21:23:00.000-07:00</published><updated>2011-10-14T21:44:06.583-07:00</updated><title type='text'>Outra vez.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6QQC9YAUolw/TpkJ5JSXZvI/AAAAAAAAAbA/50eC-Fzue1I/s1600/314054_270153983024527_100000897814961_848979_1601999144_n.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-6QQC9YAUolw/TpkJ5JSXZvI/AAAAAAAAAbA/50eC-Fzue1I/s320/314054_270153983024527_100000897814961_848979_1601999144_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;(foto doClandestine Insurgent Rebel Clown Army- CIRCA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes, a sutileza do gesto&lt;br /&gt;não basta&lt;br /&gt;E ás vezes, a boa intenção&lt;br /&gt;não conta &lt;br /&gt;Outra vez, só o silêncio grita a mágoa &lt;br /&gt;Quando a raiva já passou da conta.&lt;br /&gt;Ás vezes em que a revolta se espalha&lt;br /&gt;é sempre quando o calhorda se amedronta&lt;br /&gt;Mas não adianta nada corcovear a esmo&lt;br /&gt;Depois que o esperto - ou o tirano- monta&lt;br /&gt;Mas quando a necessidade bate a porta&lt;br /&gt;É que a amizade esquecida se encontra&lt;br /&gt;E se a gente nunca sabe o valor, até que perde&lt;br /&gt;Não sabe o quanto se perdeu, depois que ganha&lt;br /&gt;Só sei que ás vezes, a gente nem se reconhece&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;mas sempre é bom, quando a injustiça afronta&lt;br /&gt;Ás vezes, o tesouro está na palma&lt;br /&gt;De outras, onde a vista não alcança&lt;br /&gt;Outra vez, ninguém te dá o que merece&lt;br /&gt;E é tanta coisa que a mais ninguém espanta...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3771575759179156931?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3771575759179156931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3771575759179156931' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3771575759179156931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3771575759179156931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/10/outra-vez.html' title='Outra vez.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-6QQC9YAUolw/TpkJ5JSXZvI/AAAAAAAAAbA/50eC-Fzue1I/s72-c/314054_270153983024527_100000897814961_848979_1601999144_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-8773225121708310424</id><published>2011-10-07T23:07:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T12:48:57.921-07:00</updated><title type='text'>Dia da Criança.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-V9b-ErL0rBc/To_n9fGdk2I/AAAAAAAAAa8/35yOkpe75IQ/s1600/Dia_das_Crian%25C3%25A7as_Busca_Descontos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://1.bp.blogspot.com/-V9b-ErL0rBc/To_n9fGdk2I/AAAAAAAAAa8/35yOkpe75IQ/s320/Dia_das_Crian%25C3%25A7as_Busca_Descontos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Naquele tempo em que não queriamos ser amados, parecia tão mais fácil! Ao acordar ganhavamos um beijo, a mesa pronta com nosso café-com-pão, passavamos nossas manhãs com professores que tentavam destacar as nossas qualidades em detrimentos de nossas faltas e, ao voltar para casa era em múltiplos de dez que ouviamos a célebre frase:"- você é a coisa mais importante..." Todos queriam nos beijar, nos abraçar e prodigalizar carinhos, até a tia chata que nos apertava a bochecha até doer, e que mais tarde nunca mais o faria. Todos os nossos questionamentos pareciam tão interessantes e nossos comentários tão engraçados! Os animais falavam e as flores sorriam a nossa passagem.Quando adoecíamos, parecia que a familia inteira estava na beira da nossa cama. E quando nos machucavamos, podíamos gritar com vontade a nossa dor, que ainda assim, com lágrimas nos olhos, alguém nos dava um beijinho e dizia: "antes de casar sara". Quando erravamos era só pedir: "me desculpa", pois tudo estaria esquecido no momento seguinte. Um abraço no amiguinho resolveria quase tudo. Quando justificavamos nossas atitudes, todos os nossos argumentos eram avaliados com atenção. E "castigo" era uma semana no quarto repleto de brinquedos e livrinhos e "sem almoço" acabava significando um sem-número de lanchinhos contrabandeados fora de hora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Naquele tempo, em que nunca precisávamos nos sentir seguros, era tão mais simples! Nos levavam e traziam pela mão da escola, ou na garupa da bicicleta, ou no carro da mamãe e do papai, ou ainda, se alugavam os serviços dos motoristas de "combis escolares" ou "mini-vans". Os professores quase tinham ataques de pânico ao nos ver encima do muro, ou de uma árvore, ou correndo atrás de uma bola no meio da rua! E brincar de rapel no sofá da sala trazia a falta de ar e frio na barriga de quem estivesse a nossa volta!"-Você ainda me mata do coração" diziam, e nós gargalhavamos de volta!&amp;nbsp; Porque ser criança é correr, pular, deslizar sobre rodas (de skate, patins,rolimã ou bicicleta) e cair aos socos e tapas com os coleguinhas eventualmente, para ouvir ralhar a coordenadora de pátio, os tios, os "dindos" e naturalmente, os pais. "-Aluno não tem querer" dizia a diretora e o professor sabido.No entanto, como queríamos tudo e conseguiamos quase sempre! Era o desejo incessante de fazer barulho e criar confusões, problemas, riscos, desafios. Quando finalmente, quando iamos dormir, alguém nos contava histórias para colorir nossos sonhos e beijava nossa testa para selar nossos olhos contra os bichos-papões, o medo do escuro e outros fantasmas inconvenientes. Sempre viria alguém - geralmente pai,mãe ou avó - nos cobrir á noite contra o frio, nos salvar dos pesadelos com um pouco de leite quente com mel e acariciar nosso cabelo.No limite, dormir na cama entre os dois pais, único refúgio certo ás assustadoras tempestades.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; É...naquele tempo era bem melhor. Ninguém se preocupava em ser feliz! É que não dava tempo para procurar pela felicidade! Pois ao levantar pela manhã abríamos os olhos e víamos tantas coisas incompreensíveis e fascinantes, que não paravamos de perguntar: por que? por que? E tudo que nos instigava, na imensidão de seu mistério, poderia ocupar-nos em horas e horas de conversas que no final se esqueciam em meio a brincadeiras, que eram o enredo mesmo de todo o mistério. E nada pode ser tão sério como uma criança brincando: são perfeitas as casinhas de faz-de-conta, as trajetórias dos carrinhos, os exércitos rigidamente posicionados, os castelinhos de areia de acabamento impecável com palito de picolé e até...escovas de dentes! E ás vezes, mergulhados no silêncio do poente, nada. Só crianças conseguem pensar em nada, adultos muito dificilmente. Como então ser feliz?&amp;nbsp; Já não bastavam as horas rindo convulsivamente de algo copletamente sem sentido? E a dor, tão apaixonada e tão intensa, que sumia no momento seguinte como os chocolates ganhos na Páscoa? E os pequenos dramas quotidianos na escola, variações incessantes do mesmo tema com encerramento quase idêntico, despedida e promessa de se ver de novo, de se estar junto para sempre...É, a dor pode ser grande quando a gente é criança, a decepção amarga,a saudade apertada, a perda inconsolável porque amor de criança é sempre profundo! Mas em compensação o desânimo e a desesperança são tão raros que, numa criança, logo são vistos como sintomas graves de algo muito errado que não poderia estar acontecendo. Ser criança é ser sempre entusiasmo e maravilhamento! É, naquele tempo ninguém procurava ser feliz...por que será?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Eu sei que infelizmente nem tudo foi bem assim para todas as crianças no mundo.E que para muitas, houve frio, fome,desamor e desespero. Acho que foi porquê um dia a criança teve de morrer no adulto. Com isso,alguma coisa que se perdeu no meio do caminho inventou de decidir que o mundo pertencia apenas aos que envelheceram. E para estes o tempo passou, a criança morreu e o &lt;i&gt;adultescer&lt;/i&gt; mesmo não veio. É que maturidade mesmo é outra coisa. Para ser realmente adulto, há que lutar muito para conquistar o amor,a segurança, a brincadeira, o desafio, o riso e a felicidade até que um dia, quando menos esperamos, a criança que parecia morta, estica os braços, esfrega os olhos e renasce dentro de nós. E talvez chegue o dia em que possamos resgatar a infância de todas as crianças, para aquilo que lhes é natural.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-8773225121708310424?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/8773225121708310424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=8773225121708310424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8773225121708310424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8773225121708310424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/10/dia-da-crianca.html' title='Dia da Criança.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-V9b-ErL0rBc/To_n9fGdk2I/AAAAAAAAAa8/35yOkpe75IQ/s72-c/Dia_das_Crian%25C3%25A7as_Busca_Descontos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-8315389001816961370</id><published>2011-09-27T17:43:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T10:20:06.169-07:00</updated><title type='text'>O beija-flor e a Centopéia Manca!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-c59zkDzMgGc/ToJtTnPw59I/AAAAAAAAAa4/csH7lXsG71c/s1600/beija-flor_flavio-cruvinete-brand%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-c59zkDzMgGc/ToJtTnPw59I/AAAAAAAAAa4/csH7lXsG71c/s1600/beija-flor_flavio-cruvinete-brand%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #b4a7d6;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #b4a7d6;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #b4a7d6;"&gt;Certa vez, há muito tempo, vivia uma centopéia perneta no Jardim da Consolação. Parece que se alimentava exclusivamente de falar da vida dos outros. De sua boca jamais sairia algo que fosse útil ou relevante, ou ainda, um comentário no sentido de ajudar o próximo. Limitava-se a divulgar toda a informação que encontrava, muitas vezes distorcidos os fatos pela sua própria maledicência, comentava por comentar, enfim...tenho certeza de que o leitor ou a leitora conhece alguém assim. Mas esta centopéia parecia ter mesmo uma "regra de ouro": nunca e jamais conceder aos desafetos qualquer virtude. Assim, da formiga, ao invés de dizer "laboriosa" dizia "medíocre"; a cigarra, ao invés de "talentosa" dizia "tola" ou "fútil"; da borboleta, ao invéz de "bela" comentava "muda" ou, simplesmente "aborrecida"; e da joaninha, ao invéz de "criativa" ou mesmo "vaidosa e interessante", dizia "exibida". Pensando bem, estamos falando de uma realidade muito triste. Pois o que a centopéia tentava esconder do mundo inteiro, alardeando os defeitos e vícios alheios era simplesmente o quanto sentia-se infeliz e sozinha. Afinal, os deuses haviam lhe dado muitas pernas, mas quebrado duas, o que a tornava mais lenta,caminhando como que aos pulinhos.Sua familia morava longe e ela quase não tinha amigos- e quem poderia aturar isso por muito tempo? Ela praticamente nunca ia a lugar algum. E, talvez por isso mesmo, de todos os entes vivos que habitavam sua pequena existência, sua virulência recaía com maior fervor por sobre os seres alados. E o escolhido de hoje, no primeiro dia de sol ofertado pela Primavera, após um longo e chuvoso inverno, era o beija-flor por muitos considerado o mais belo. Por que? Para alguns, as penas multicores recendidas a cetim, e para outros era no movimento incessante que a velocidade de suas asas traduziam em um pequeno milagre: ele dançava até mesmo equilibrado no espaço. E para mim, sinceramente, a beleza do beija-flor reside justamente em descobrir a beleza das flores, nunca competindo com elas, simplesmente fechando sempre um par harmonioso. Pois seja rosa, jasmim ou amor-perfeito, ele sempre terá para cada uma uma dança única, especial. Infinita beleza, verdade e perfeição intoleráveis para a centopéia, que para cumprir seu intento, mal avistou o gordo e lustroso Besouro do Herbário - que havia acordado particularmente bem humorado e já havia decidido conversar com ela por um tempo, para exercício de caridade -&amp;nbsp; disparou um bom-dia apressado e nem lhe deu tempo de responder. Desandou a falar ininterruptamente:&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #b4a7d6;"&gt;-Olhe quem vem lá, de novo! Ui! De flor em flor, como sempre!Susurra suas mentiras para esta e para aquela, e com elogios melosos e adocicados convence a todas! Olha como se infla aquela Dália á sua menor aproximação! E aquela Margarida então? Só falta chorar ...hahaha Mas á mim ele não engana!&amp;nbsp; O que ele faz é bem simples: diz o que elas querem ouvir para arrancar-lhes o que tem de melhor! Não? Veja bem, então! Esta vendo? É exatamente como eu te digo!Esticou o bico e agora suga o néctar precioso de cada uma. Agora&amp;nbsp; já vai, imediatamente para outra, e recomeça tudo de novo,deixando-as, a cada dia que passa, mais tristes e vazias. E o que vai acontecer também é simples de prever; descolorir, &lt;i&gt;desperfumar&lt;/i&gt; e fenecer, aos poucos. Ele lhes encurta a vida e vai atrás de outras, mais jovens e belas, isso sim!&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #b4a7d6;"&gt;Mas o besouro, que da natureza do jardim tudo sabe, redargüiu simplesmente:&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #b4a7d6;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #b4a7d6;"&gt;"Do beija-flor se diz que é inconstante&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #b4a7d6;"&gt;Mas isso nunca foi bem assim&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #b4a7d6;"&gt;Um beija-flor ama a muitas flores&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #b4a7d6;"&gt;Mas sempre o mesmo jardim!"&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;i style="color: #e69138;"&gt;Moral da história: A tua maior qualidade é fatalmente teu pior defeito...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Do livro&lt;i&gt; "Fabulário" de Velut Luna&lt;/i&gt;, ainda no prelo)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-8315389001816961370?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/8315389001816961370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=8315389001816961370' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8315389001816961370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8315389001816961370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/09/o-beija-flor-e-centopeia-manca.html' title='O beija-flor e a Centopéia Manca!'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-c59zkDzMgGc/ToJtTnPw59I/AAAAAAAAAa4/csH7lXsG71c/s72-c/beija-flor_flavio-cruvinete-brand%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-7587270988733697182</id><published>2011-09-26T22:34:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T10:21:01.286-07:00</updated><title type='text'>Da inconstância.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hDJL4mJ5by4/ToFgCYdccII/AAAAAAAAAa0/ni3L985I3Fc/s1600/a-piscadela-thumb16002520.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://4.bp.blogspot.com/-hDJL4mJ5by4/ToFgCYdccII/AAAAAAAAAa0/ni3L985I3Fc/s320/a-piscadela-thumb16002520.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;b&gt;Num piscar de olhos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;b&gt;Troco as lentes&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;b&gt; Com que vejo o mundo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;b&gt;vinte vezes por minuto em&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;b&gt;150 milésimos de segundo...&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;b&gt;É, sou mesmo inconstante&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;E assumo!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-7587270988733697182?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/7587270988733697182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=7587270988733697182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/7587270988733697182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/7587270988733697182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/09/da-inconstancia.html' title='Da inconstância.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-hDJL4mJ5by4/ToFgCYdccII/AAAAAAAAAa0/ni3L985I3Fc/s72-c/a-piscadela-thumb16002520.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-6496766858565544780</id><published>2011-09-24T11:38:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T10:35:11.052-07:00</updated><title type='text'>Quando eu te deixar...</title><content type='html'>Quando eu te deixar&lt;br /&gt;Quero olhar para o teu céu sempre noturno&lt;br /&gt;Para saber que no final de tudo&lt;br /&gt;Tuas estrelas seguirão para sempre &lt;br /&gt;Em sua viagem clara pelas estações&lt;br /&gt;Incógnitas,distantes e para sempre...lá &lt;br /&gt;Sucedendo-se claras, de par em par &lt;br /&gt;Revezando em eras, desconhecidos os nomes&lt;br /&gt;de seus deuses esquecidos a dançar em paz&lt;br /&gt;Mas como não me vêem e não me alcançam&lt;br /&gt;Darei-lhes as costas por não saber rezar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu seguirei a pé, em direção ao mar&lt;br /&gt;Quando eu te deixar...&lt;br /&gt;Este teu mar alimenta vagas que se repetem&lt;br /&gt;É sempre o mesmo,mudo,claro e inerte&lt;br /&gt;E sua melodia, são temas que se voltam&lt;br /&gt;Sobre si mesmas, maldições sem cessar&lt;br /&gt;Ocultam na profundidade um teto de imãs&lt;br /&gt;Que colhem os raios dos teus cataclismas&lt;br /&gt;Cegas as bússolas, rasgados os mapas&lt;br /&gt;Como poderia eu neles me abandonar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas terei que...talvez um dia...mas hoje não...sei lá! &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Tqc_qYupEGE/Tn4jqiOv3qI/AAAAAAAAAaw/g1K0Mi0PAms/s1600/PQAAACOuDBX3f1BhT48LNvcHEphgBuOxyU21fq60PT2XDpy2EnWvqBw-BRPflP5DfdvfIo39YDwgq01DzulKhJdzX94Am1T1UE2yIr84zsSb8gL7RVXOTqpgZ_UY.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-Tqc_qYupEGE/Tn4jqiOv3qI/AAAAAAAAAaw/g1K0Mi0PAms/s320/PQAAACOuDBX3f1BhT48LNvcHEphgBuOxyU21fq60PT2XDpy2EnWvqBw-BRPflP5DfdvfIo39YDwgq01DzulKhJdzX94Am1T1UE2yIr84zsSb8gL7RVXOTqpgZ_UY.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Eu que me aventurei por teus vale e cultivei por sobre tuas colinas&lt;br /&gt;Eu que ouvi teus mistéirios em susurro, sob tuas paredes frias&lt;br /&gt;E me aventurei por tuas trilhas, desvendei teus precipícios&lt;br /&gt;Contemplo agora sobre eles... que caminho tomar?&lt;br /&gt;Teus tesouros ocultos sob cavernas labirinticas&lt;br /&gt;Prenhes de dragões e espadas luzidias...onde não poderei arriscar&lt;br /&gt;Seguirei em frente, ainda que incerta&lt;br /&gt;essa intenção de te abandonar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconheço ainda a fonte do teu veneno&lt;br /&gt;A mãe do ouro que aqui reside, em algum lugar&lt;br /&gt;E teus fantasmas ainda me ameaçam e chamam&lt;br /&gt;"Ajude-me, ajude-me a me libertar!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poderia eu te deixar?&lt;br /&gt;Mas onde quer que esteja a saída&lt;br /&gt;De teus caminhos torpes, tuas ventanias&lt;br /&gt;Eu gritarei então, no final destes dias&lt;br /&gt;Minha promessa de nunca mais voltar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-6496766858565544780?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/6496766858565544780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=6496766858565544780' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/6496766858565544780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/6496766858565544780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/09/quando-eu-te-deixar.html' title='Quando eu te deixar...'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Tqc_qYupEGE/Tn4jqiOv3qI/AAAAAAAAAaw/g1K0Mi0PAms/s72-c/PQAAACOuDBX3f1BhT48LNvcHEphgBuOxyU21fq60PT2XDpy2EnWvqBw-BRPflP5DfdvfIo39YDwgq01DzulKhJdzX94Am1T1UE2yIr84zsSb8gL7RVXOTqpgZ_UY.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-9095795764354237669</id><published>2011-09-15T13:12:00.000-07:00</published><updated>2011-10-04T11:13:16.625-07:00</updated><title type='text'>Da terrível gravidade.</title><content type='html'>Se subir os degraus&lt;br /&gt;as teclas branca-e-pretas&lt;br /&gt;o muro do jardim&lt;br /&gt;o pincel na palheta&lt;br /&gt;Sentirá&lt;br /&gt;Ao arrepio da pele&lt;br /&gt;o prenúncio da queda&lt;br /&gt;centrípta cripta laciva&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RT4QwoY7s80/TnJcK9vm8KI/AAAAAAAAAas/jpbbKwzIeLI/s1600/ponto+de+vista+4.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-RT4QwoY7s80/TnJcK9vm8KI/AAAAAAAAAas/jpbbKwzIeLI/s320/ponto+de+vista+4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;criptografada em pedra&lt;br /&gt;Girando sobre si mesma&lt;br /&gt;Ao som do inefável&lt;br /&gt;A Gravidade em sua plenitude&lt;br /&gt;Que lhe abraça&lt;br /&gt;Insuportável!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-9095795764354237669?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/9095795764354237669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=9095795764354237669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/9095795764354237669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/9095795764354237669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/09/da-terrivel-gravidade.html' title='Da terrível gravidade.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RT4QwoY7s80/TnJcK9vm8KI/AAAAAAAAAas/jpbbKwzIeLI/s72-c/ponto+de+vista+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-5645553624005436588</id><published>2011-08-17T12:43:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T12:43:27.164-07:00</updated><title type='text'>Procura-se uma casa:</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xRnZJpEmqxg/TkwZTL8_lDI/AAAAAAAAAac/4ioBzV7GMuM/s1600/festa2030905.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-xRnZJpEmqxg/TkwZTL8_lDI/AAAAAAAAAac/4ioBzV7GMuM/s320/festa2030905.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Jovem casal procura um lugar, para futura residência&lt;br /&gt;aprazível e ensolarado,emoldurado pela natureza&lt;br /&gt;relicário de memórias do que ficou para trás&lt;br /&gt;um refúgio para os guerreiros que vierem em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser generosa e ampla para que nela caibam&lt;br /&gt;pelo menos umas três ou quatro oficinas&lt;br /&gt;De poesias, canções,esperanças e sinas&lt;br /&gt;Estas são as mais essenciais.&lt;br /&gt;Mas deve ter,ao menos,um tanto que sobre&lt;br /&gt;para que cresçam as sementes de outras duas ou mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso esquecer que deve ter um jardim&lt;br /&gt;em que floreçam pródigas as curas e a beleza&lt;br /&gt;e também - se não for demais- &lt;br /&gt;local seguro e de aconchego para nossos animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma porta meio entreaberta&lt;br /&gt;para a contemplação dos mistérios&lt;br /&gt;Uma"Queen-size",em que caibam carícias e crias&lt;br /&gt;Uma cozinha bem grande, para refogar as tristezas&lt;br /&gt;Uma sala de estar, que comporte as nossas alegrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o íntimo apreço: som,imagem e graphia.&lt;br /&gt;E para escândalo público: contentamento e compreensão&lt;br /&gt;Nossos sonhos,tão pequenos,esses dão em qualquer cantinho&lt;br /&gt;de calidez e lealdade, como o nosso coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para ouvir junto com a poesia:http://www.youtube.com/watch?v=V_N4Jum5h2A&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-5645553624005436588?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/5645553624005436588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=5645553624005436588' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/5645553624005436588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/5645553624005436588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/08/procura-se-uma-casa.html' title='Procura-se uma casa:'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xRnZJpEmqxg/TkwZTL8_lDI/AAAAAAAAAac/4ioBzV7GMuM/s72-c/festa2030905.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3718454008650221751</id><published>2011-08-06T01:20:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T15:51:37.253-07:00</updated><title type='text'>As três corujas buraqueiras</title><content type='html'>Já era tarde, e o sol poente parecia mais comovente do que o habitual, pelo menos para as 3 filhotes de corujas buraqueiras, que&amp;nbsp; percebiam que o momento de partir finalmente se aproximava. Elas cresceram no mesmo ninho sendo assim, evidentemente, irmãs de sangue e criação. Vou nomea-las Tack, Teck e Tick.&lt;br /&gt;Tack disse: - Temos que sair deste buraco, naturalmente a noite, porque é quando enxergamos melhor. Quem se habilita a ir na frente? Ou será mais justo um sorteio? Se ninguém se habilitar, proponho que seja eu mesma, mas se preferirem sorteio...&lt;br /&gt;Teck disse: - Por que não voamos todas juntas? Os possíveis predadores teriam mais o que temer se estivessemos unidas. Por outro lado, ficaríamos mais visíveis a eles, é claro. O outro inconveniente é que espantaríamos mais rapidamente as possíveis presas. Mas sendo estas presas as primeiras, é lógico -pelo menos para mim - que&amp;nbsp; dificilmente obteríamos sucesso nas primeiras tentativas porém, ao contrário,estando juntas tornaríamos mais rápido e eficaz a nossa aprendizagem.Unidas, poderíamos aprender umas com as outras os melhores metodos para se caçar- já que mamãe não nos ensinou nada - pois aprenderíamos com os erros umas das outras -&amp;nbsp; estou sendo redundante,né? E falando na mamãe, teria nos facilitado muito a vida se tivesse trazido menos coisas e se empenhado mais em acompanhar nosso crescimento, mas se estivessemos juntas ela nos reconheceria em seu próprio vôo e...&lt;br /&gt;Tick não falou nada. Esticou as asas, inflou o peito e logo alçou vôo, com um longo suspiro. Suas irmãs,um pouco confusas com esta atitude, logo a seguiram&lt;br /&gt;Porém Tick estaria sozinha ao amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-6vDr1CXnk2A/Tjz5MwJ3y_I/AAAAAAAAAaY/4tofCTQ0yng/s1600/OgAAAPkad9qEyuTPC479mSZQdfaoeXmAk3OWibrMcf6GZ6vuPBf9bFo0FpS4QdeqjohK_BBvIZYKyBzBsAut5MNG6WIAm1T1ULYlckU5SaxCOwjZCuZOF6kCCowW.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://1.bp.blogspot.com/-6vDr1CXnk2A/Tjz5MwJ3y_I/AAAAAAAAAaY/4tofCTQ0yng/s320/OgAAAPkad9qEyuTPC479mSZQdfaoeXmAk3OWibrMcf6GZ6vuPBf9bFo0FpS4QdeqjohK_BBvIZYKyBzBsAut5MNG6WIAm1T1ULYlckU5SaxCOwjZCuZOF6kCCowW.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Moral da história: Não perca tempo com discussões inúteis, alce vôo rumo aos seus objetivos e fique consciente de que no fim, estarás sozinho, exatamente como no princípio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3718454008650221751?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3718454008650221751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3718454008650221751' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3718454008650221751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3718454008650221751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/08/as-tres-corujas-buraqueiras.html' title='As três corujas buraqueiras'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-6vDr1CXnk2A/Tjz5MwJ3y_I/AAAAAAAAAaY/4tofCTQ0yng/s72-c/OgAAAPkad9qEyuTPC479mSZQdfaoeXmAk3OWibrMcf6GZ6vuPBf9bFo0FpS4QdeqjohK_BBvIZYKyBzBsAut5MNG6WIAm1T1ULYlckU5SaxCOwjZCuZOF6kCCowW.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-5132029932869933178</id><published>2011-08-06T00:52:00.000-07:00</published><updated>2011-08-06T00:52:54.162-07:00</updated><title type='text'>O Inútil Luar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-y6_MkZqazQ4/TjzyyoCA2GI/AAAAAAAAAaU/SbvdQedwy8g/s1600/42-18123203.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="316" src="http://1.bp.blogspot.com/-y6_MkZqazQ4/TjzyyoCA2GI/AAAAAAAAAaU/SbvdQedwy8g/s320/42-18123203.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;por Manuel Bandeira&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...E embalde a Lua, ardente e terna,&lt;br /&gt;Verte na solidão sombria&lt;br /&gt;A sua imensa, a sua eterna&lt;br /&gt;Melancolia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-5132029932869933178?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/5132029932869933178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=5132029932869933178' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/5132029932869933178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/5132029932869933178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/08/o-inutil-luar.html' title='O Inútil Luar'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-y6_MkZqazQ4/TjzyyoCA2GI/AAAAAAAAAaU/SbvdQedwy8g/s72-c/42-18123203.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-2053069516964259006</id><published>2011-08-06T00:15:00.000-07:00</published><updated>2011-08-17T22:31:09.981-07:00</updated><title type='text'>Fechada para balanço!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-g6JAfRwSjM4/Tjzp4X-SWQI/AAAAAAAAAaQ/hycPeAtKvLo/s1600/Gangorra.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-g6JAfRwSjM4/Tjzp4X-SWQI/AAAAAAAAAaQ/hycPeAtKvLo/s320/Gangorra.jpg" width="256" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...sempre existe o perigo&lt;br /&gt;-é, claro- de se ficar preso&lt;br /&gt;ao passado. Mais cadeias,&lt;br /&gt;necessariamente, no futuro&lt;br /&gt;logo mais á frente! &lt;br /&gt;&amp;nbsp;Tanto ou quanto mais iminente!&lt;br /&gt;E o presente é uma tábua&lt;br /&gt;de salvação suspensa, &lt;br /&gt;entre estas duas correntes.&lt;br /&gt;Com o peso equilibrado&lt;br /&gt;Passo a perna ao paradoxo&lt;br /&gt;Para contemplar distante&lt;br /&gt;Todo o&amp;nbsp; risco calculado&lt;br /&gt;E se&amp;nbsp; mais para trás me projeto,&lt;br /&gt;tanto mais para frente é que me alço.&lt;br /&gt;Alcanço logo o sidéreo espaço&lt;br /&gt;Mas será tão difícil o momento&lt;br /&gt;De manter-me assim, presente!&lt;br /&gt;Capturar-me, no segundo exato,&lt;br /&gt;fora do tempo, á sós, em minha mente&lt;br /&gt;Por isto, sigo assim, balançando&lt;br /&gt;Para trás&lt;br /&gt;E para frente.&lt;br /&gt;É quando me fecho que vejo&lt;br /&gt;Na escuridão do cenário&lt;br /&gt;Paisagens várias em,&lt;br /&gt;meu próprio eixo&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;E no que me defino,&lt;br /&gt;o meu contrário&lt;br /&gt;Sou aberta e fechada,&lt;br /&gt;Sou escura e tão clara,&lt;br /&gt;Sou livre e mais cara,&lt;br /&gt;Uma gangorra quebrada,&lt;br /&gt;Feita de madeira rara&lt;br /&gt;Para subir ou descer&lt;br /&gt;Sempre a mesma escada!&lt;br /&gt;É chegado o momento&lt;br /&gt;Tomar impulso e chegar lá!&lt;br /&gt;Se estico as pernas&lt;br /&gt;bem para frente&lt;br /&gt;Jogo a cabeça mais para trás&lt;br /&gt;Escorre a tinta,&lt;br /&gt;dos meus pensamentos,&lt;br /&gt;Mais leve, mais longe&lt;br /&gt;Alto demais!&lt;br /&gt;Deito no regaço do poente,&lt;br /&gt;recebo os carinhos do vento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mudando, sempre em frente e ao mesmo lugar. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-2053069516964259006?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/2053069516964259006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=2053069516964259006' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2053069516964259006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2053069516964259006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/08/fechada-para-balanco.html' title='Fechada para balanço!'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-g6JAfRwSjM4/Tjzp4X-SWQI/AAAAAAAAAaQ/hycPeAtKvLo/s72-c/Gangorra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-2278283226337617471</id><published>2011-07-08T21:05:00.000-07:00</published><updated>2011-07-19T22:19:00.456-07:00</updated><title type='text'>Trançando.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TCeNBXX0V5M/ThfQaa6nBjI/AAAAAAAAAYk/KtHimo2sC1s/s1600/PQAAAGLiQJGxedTqi63IhvAZafNjRYhwilggj1WhfuIdtKDPSrAud7yMAC-foLefnt6QvkNe5RnJeVIDjqgEiIiY2c4Am1T1UL43BxFR9XUx3GretBZigHXmihOY.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-TCeNBXX0V5M/ThfQaa6nBjI/AAAAAAAAAYk/KtHimo2sC1s/s320/PQAAAGLiQJGxedTqi63IhvAZafNjRYhwilggj1WhfuIdtKDPSrAud7yMAC-foLefnt6QvkNe5RnJeVIDjqgEiIiY2c4Am1T1UL43BxFR9XUx3GretBZigHXmihOY.jpg" width="292" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: red; text-align: center;"&gt;Eu que me escondo por trás das flores&lt;br /&gt;de tocaia&lt;br /&gt;a espreita de meu nome perdido!&lt;br /&gt;Deparo-me com este homem de amores&lt;br /&gt;sem palavra&lt;br /&gt;E duvido!&lt;/div&gt;&lt;div style="color: yellow; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;.....&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: orange; text-align: center;"&gt;No inverno a amizade aquece&lt;/div&gt;&lt;div style="color: orange; text-align: center;"&gt;Enquanto a natureza esquece&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: yellow;"&gt;.....&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: lime;"&gt;É preciso mais que firmeza&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: lime; text-align: center;"&gt;sobrepondo, mecha por mecha&lt;/div&gt;&lt;div style="color: lime; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;o que mais se deseja&lt;/div&gt;&lt;div style="color: lime; text-align: center;"&gt;com o que um dia se quis&lt;/div&gt;&lt;div style="color: lime; text-align: center;"&gt;Mesclando sons,cores e influências&lt;/div&gt;&lt;div style="color: lime; text-align: center;"&gt;Sem deixar escapar o que é essência&lt;/div&gt;&lt;div style="color: lime; text-align: center;"&gt;É a verdadeira trança de raiz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: yellow;"&gt;......&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;O que eu quero? Ainda não tem nome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;Por onde vou? Não tem endereço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;O que eu sei? Faltam-me palavras&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;E é só o começo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: yellow;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;span style="color: yellow;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: yellow;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;Eu sei de uma coisa que você não sabe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: yellow;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;Mas queria muito me dizer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: yellow;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;Já você, quer me contar de uma coisa &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: yellow;"&gt;&lt;span style="color: cyan;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;Que, por gentileza, não quero saber.&amp;nbsp;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-2278283226337617471?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/2278283226337617471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=2278283226337617471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2278283226337617471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2278283226337617471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/07/trancando.html' title='Trançando.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-TCeNBXX0V5M/ThfQaa6nBjI/AAAAAAAAAYk/KtHimo2sC1s/s72-c/PQAAAGLiQJGxedTqi63IhvAZafNjRYhwilggj1WhfuIdtKDPSrAud7yMAC-foLefnt6QvkNe5RnJeVIDjqgEiIiY2c4Am1T1UL43BxFR9XUx3GretBZigHXmihOY.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-9129431368935311571</id><published>2011-06-25T21:37:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T21:37:45.216-07:00</updated><title type='text'>Memórias de uma criança de passagem.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fKUnKxdVVkY/Tga22iCw3DI/AAAAAAAAAYI/F8-AUAy9FIs/s1600/andrew-miksys-bus-window-no-4-lithuania-2001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="253" src="http://1.bp.blogspot.com/-fKUnKxdVVkY/Tga22iCw3DI/AAAAAAAAAYI/F8-AUAy9FIs/s320/andrew-miksys-bus-window-no-4-lithuania-2001.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;Foto de Andrew Miksys. "Bus Windows"&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Conforme já falado, os egípcios antigos e os Baladi acreditam que nossa existência terrena no oitavo mundo (ou a primeira Terra) está intimamente associada com nosso gêmeo siamês do sexo oposto, que habita o nono mundo (também chamado de 2ª Terra/terra).(GADALLA, Moustafa. Cosmologia egípcia: o universo animado, 2001, pag.99).&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E era só entrar no ônibus, arrumar a poltrona, ajeitar-me do modo mais confortável possível, arrumando espaço para minhas bolachas recheadas, saladinhos, livros e revistinhas em quadrinhos (sempre) e acomodar-me da melhor maneira possível, entre a excitação e o temor de saber que, por breve espaço de tempo, estaria por minha conta e risco. Engolir o espanto na velha surpresa das lágrimas represadas de minha tia, meu tio ou minha avó.Suspirar inquieta pelo silêncio que desejava e não desejava. A viagem levaria doze horas, mas eu era muito menor naquele tempo e, por isto, as poltronas pareciam menos incômodas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ano após ano as mesmas repetições: conferir pela enésima vez a autorização judicial para menores em trânsito, passar ao motorista dados fundamentais e telefones de emergência,ouvir a velha recomendação de "não falar com estranhos"com o assentimento cansado de quem não conseguiria cumprir a promessa.Quem não ia querer conversar com uma criança de sete, oito, nove, dez,onze anos...que viajava sozinha? De certo modo, isto era bom. Desfilaram, na poltrona ao lado, inúmeras pessoas que para mim eram personagens: o velho boaiadeiro do Mato Grosso, o jovem estudante uruguaio que havia deixado Montevidéu para estudar mas que, sem a familia saber, fazia malabarismo no sinal com malabares em chamas; a moça que tentava nova sorte em uma cidade mais bela e promissora como garçonete e que queria ser modelo (quase um clichê); o anarquista paulista que falava da minha cidade como quem fala de outro planeta; a senhora que tinha muitos cães contava suas proezas como quem fala de pessoas. Conversavam sobre muitas coisas: de suas vidas, seus sonhos, suas expectativas na partida e na chegada, prodigalizavam conselhos - afinal, era eu a criança - reinventavam suas próprias histórias de vida para lhes dar a aparência de um conto das Mil e uma Noites, que nunca teria fim, pois logo desembarcaríamos. Falavam como se estivessem sozinhas, e eu colhia as flores de suas intimidades com o desinteresse próprio das crianças, não interessando que formato tivessem, que aroma exalassem. Um confessionário que fosse um caleidoscópio gigante de paisagens e pessoas diferentes, anônimas, que muito dificilmente se reencontrariam. Meu trajeto, ano há ano, era praticamente o mesmo. E nunca reencontrei nenhuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pois uma das minhas mais antigas memórias é esta. Entrar no ônibus da TTL, partida de Pelotas com destino á Florianópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Uma das ilusões que tinha era a de poder reter na memória as paisagens que corriam de encontro a mim e na seqüência, me ultrapassavam. Os campos e açudes, a revoada das garças pela manhã, as montanhas- que aos poucos iam crescendo e que eu gostava de imaginar que eram outras paisagens que se entumesciam delineando seus contornos no fino tecido da terra, como fazem os corpos sob o lençol - as cidades sempre fantasmagóricas pela madrugada, as praias despertando no frescor da manhã, a placidez do gado e a verdura das pequenas plantações que iam pontilhando certo trecho do trajeto. Eu amava as barraquinhas de frutas a beira-da- estrada e&amp;nbsp; muitas vezes me perguntava como seria conviver com aquela imensidão e aquela solidão assim, quase inaudível, na ilusão enquadrada naquela janela dentro da qual eu observava o mundo. As imagens eram muito fugazes, tudo era muito rápido, e rever cada paisagem será sempre para mim um novo espanto, porque minha memória nada quiz, confundiu tudo com trapo imprestável e resto de tinta seca, insuficientes&amp;nbsp; para uma boa tela. Ao invés disto, lembro da intensidade de uma quaresmeira plantada na avenida tão cinza-concreta, dos losâgulos nas grades da janela de uma lanchonete na beira da estrada, da janela molhada de chuva que me encharcava de frustração e onde eu tentava com meus dedinhos criar desenhos e escrever o meu nome e o de minha mãe dentro de um coração,de um sorriso muito amarelado em que brilhava um dente que talvez fosse mesmo de ouro e da minha falta de coragem em perguntar. Naquela época, todas as minhas sensações tinham gosto, cheiro e sons próprios e, quando eu fechava os olhos, conseguia adivinhar-lhes as formas e até como reagiriam ao tato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em todos estes anos, pouca coisa digna de nota acontece quando estou em trânsito, e talvez por isto mesmo a estrada seja para mim um tipo de refúgio. Hoje, sou um tipo de animal que só sente segurança em campo aberto, emobra saiba apreciar o lar em seu verdadeiro significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas vamos ao acontecido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu tinha dez anos recém-feitos e era o ano de 1988, mês de julho.Estava indo ver minha mãe nas férias "curtas" em Florianópolis, e já haviam transcorrido praticamente umas quatro horas e meia de viagem, pois acabavamos de passar por Porto Alegre. Eu me lembro que ainda era início da madrugada, pois eu já havia desligado as miseráveis luzinhas que iluminavam meia página da "Bolsa Amarela" de Lygia Bojunga Nunes por consideração aos outros passageiros. Pensava na minha colega, que toda a vez que me via voltar de férias, perguntava: "viu a Mulher de Branco?" Ela deveria estar pedindo carona em estradas desertas, rótulas estranhas e curvas escuras, causando acidentes e assassinando pessoas sem deixar vestígios pessoas diversas que se tornariam objetos e instrumentos de uma mesma motivação: vingança. Nunca era lá muito claro o motivo pelo qual ela fazia isso, mas quem duvidava? Eu me frustrava, depois de tantas estradas, de nunca te-la visto!Mas a bruma fantasmal que se espraiava pelas paisagens estava bastante convidativa - pelo menos para a aparição de uma lenda urbana.Olhando pela janela não sei se adormeci. A Razão diz que sim, com absoluta certeza. Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Lembro-me perfeitamente do momento em que o ônibus parou na estrada. Parecia-se com o momento da troca de motorista ou, ainda, o desembarque de algum motorista que tivesse pego uma carona até aquele trecho da estrada, precisamente entre nada e lugar nenhum. Talvez algum novo passageiro que fosse "roubar" minha poltrona vazia, ao lado, onde eu deixara minha mochila e travesseiro extra, além do cobertor. Esperei que se abrisse a porta para tirar tudo rapidamente. Nada. Então voltei a olhar pela janela em busca de novas paisagens, da Mulher de Branco, de algo que fosse enfim belo e estranho como tudo o que habita&amp;nbsp; á noite. Foi quando uma soou ao meu lado uma voz muito grave e baixa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você poderia retirar suas coisas para que eu possa me sentar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Estranhei. O tipo de flexão verbal. Eu falava assim. Mas só conheci advogados e professores de português com tanta formalidade em momentos tão informais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Claro! - respondi, muito rápida. E pensei: "como ele entrou?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao contrário de todas as outras vezes, ficou em mim aquela vontade doida de puxar assunto, mas não queria arriscar. Eu havia acabado de completar os dez anos, o que iria dizer para a mãe? Ele era um HOMEM, MAIS VELHO E SOZINHO, um predador nato segundo minha familia. Me encolhi e observei. Eu era, naquele momento, um tipo de presa tão curiosa quanto esquiva. Por outro lado, dentro de toda a menina há uma potencial mulher que sabe aconselhar. Como se dissesse: "ora, você é uma menina viajando sozinha, não precisa se dar ao trabalho pois ele mesmo achará a situação curiosa e acabará conversando com você. E será como todos os outros, a revelar intimidades a uma criança desconhecida para passar as horas..." Então, com toda a calma - e até para conseguir mantê-la - pus-me a avalia-lo, enquanto ele arrumava uma mala no bagageiro de cima e, na seqüência, sentava-se ao meu lado: Aproximadamente 24 anos,1,85 de altura, 80 Kg aproximadamente, tez marron-negra, cabelos crespos cortados nada curtos (um black-power "domado"?), olhos grandes e expressivos escondidos em óculos um pouco estranhos encimados por sombrancelhas grossas, curtas e irregulares. Vestia-se mais como um estudante, camisa xadrez-vermelha-branca -e -preta, jaqueta de couro preta, calça jeans azul e tênis all star pretos.Perfume CKONE, meu preferido por ser o mesmo perfume que minha mãe usava quando eu tinha oito anos, mas que não conseguia encobrir completamente o cheiro de cigarro (eca!). Percebi que seus dentes, embora bonitos, eram levemente tortos e manchados de amarelo.UAU! Nem um policial faria melhor! -" E eu tenho apenas dez anos, nem minha mãe conseguiria descrever uma pessoa tão bem." Pensei, presunçosa. Foi quando ele tirou do bolso da jaqueta uns fones muito pequenininhos. Não agüentei e perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que é isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-"Foninhos" de um MP3.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ahn. Pensei: "ao chegar, vou perguntar para minha mãe o que é".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele esticou a mão esquerda e inclinou o pulso na direção do rosto para ver o relógio, de um modo um pouco brusco. E eu vi. Um sinal de nascença de forma ovalada, com aproximadamente 3 cm exatamente igual á minha. E ainda, no anular da mão esquerda, um anel de prata em forma de escaravelho que me trazia alguma familiaridade. Esse anel não é da minha mãe? Ela nunca usou, mas acho que já vi em seu porta-jóias...Aquilo me confundiu. Filha, neta e sobrinha única, toda a minha mentalidade havia sido habilmente forjada para acreditar naquilo que me distingüia dos outros. Eu já tinha formado como que uma personalidade que tinha por princípio certo caráter de excessão. E eu nunca havia visto alguém com uma marca igual a minha. E na minha confusão, nem percebi que agora ele é quem me olhava. Disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você me lembra alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sua irmã! Chutei, rezando que não fosse alguém falecido. Eu acreditava que lembrar alguém falecido era um mau-presságio, e na estrada isto poderia ser especialmente perigoso. Mas era mesmo uma indelicadeza dizer tal coisa. Ainda mais para alguém da minha idade pensei, severa..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não tenho irmãos...nem irmãs...só primos distantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pareceu retrair-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Na verdade não tenho familia próxima, venho ver minha avó que mora com minha mãe duas vezes por ano, em média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Parecido comigo, só que moro com minha avó e vou visitar minha mãe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para mim já foi assim também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Então você esta voltando, quando eu estou indo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O contrário também é verdadeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E riu. Eu demorei a entender a piada, mas comecei a rir também, como que por impulso, enquanto as paisagens ficavam mais montanhosas e pareciam "correr mais rápido" pela janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de certa pausa mais desconcertada que desconcertante, perguntamos coisas diferentes ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que você esta lendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O que você esta ouvindo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu lhe entreguei o livro e ele me entregou os tais "foninhos" que encaixei na orelha - um só - de modo bastante desajeitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Deixa que eu ajudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheci a voz do Renato Russo, mas não a música. Ele parecia "empacado" na primeira pagina, onde estava a dedicatória da amiga de minha mãe.Fez uma expressão estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;-Em que ano estamos mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que burro!" -Pensei! Mas respondi com aquele tipo de condescendência que só as crianças tem na voz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estamos em julho de 1988.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Anh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já leu este livro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Eu estranhei. Pensei que sua mãe ou seu pai não poderiam ter dado para ele um livro de menina. Ele sorriu, como que recordando algo, e mudou de assunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Acho que você iria gostar bastante do livro É proibido miar, do Pedro Bandeira. Talvez tenha na biblioteca da sua escola.Tinha. Eu o encontrei anos depois, como que me esperando na estante. Um dos meus livros preferidos na infância foi uma feliz recomendação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Depois disto guardou-se em silêncio. Um silêncio constrangido. Como alguém que acabasse de ouvir: "Não, você não é Napoleão Bonaparte. Você só esta louco". Para livrar-me do constrangimento que agora parecia invadir-me também, perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estranho, não conheço esta letra do Legião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É. "Metal contra as Nuvens". Ele ainda vai lançar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-E você já teve acesso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode-se dizer que sim...Sorriu enigmático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gostava que me tratassem como criança, mesmo sendo uma. Fiquei emburrada. Ele percebeu e, tentando disfarçar que era por condescendência, forçou&amp;nbsp; um sorriso alegre. Eu não compreendi até que ele lascou uma pergunta improvisada ás pressas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me empresta um dos foninhos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Ele não precisava pedir emprestado o que já era dele. Mas a delicadeza deu certo. Baixei a guarda e lhe entreguei.Á partir deste momento, a conversa começou a tomar um rumo meio estranho. Ele começou a contar a história de uma menininha que iria crescer, e lutar por grandes ideais, ter grandes amigos e alguns amores que ...parece que iriam ter algo importante a acrescentar á sua vida, embora mais da metade do que ele dissesse destes namoros parecesse uma grande tolice. Eu queria que a menina fosse veterinária. Que tivesse um carro conversível rosa-chiclete como a moto da Penélope Charmosa. Que viajasse o mundo cuidando de animais nos zoológicos. E que conhecesse O CARA, com quem se casaria e que seria quase que um complemento inacreditável á sua/minha própria história de vida inventada. A tudo ele assentiu sorrindo, mas de alguma forma eu sabia que ele estava mentindo. A estorinha não se desenrolava bem daquele jeito. Ele tentava o tempo todo alertar sobre coisas e pessoas dizendo que a fantasiosa heroína iria encontrar situações estas ou aquelas, e como agiria com correção e lealdade. Mas as descrevia de modo muito vago, e embora tudo parecesse muito bonito, a verdade é que eu não entendia quase nada. Parecia querer dizer para eu não ligar muito para as decepções, as traições, os problemas (especialmente os financeiros). Que tudo faria muito sentido no final. E eu queria ouvir o final da tal estória mas de verdade não consegui. Parecia não ter um na verdade. Adormeci, contra todas as recomendações, com a cabeça cheia de cachinhos e idéias confusas apoiada em seu colo, encolhida sob suaves carinhos de dedos longos e afilados nas pontas. Ele também devia ter o hábito de roer as cutículas, pois seus dedos não eram muito parelhos - novamente e exatamente como os meus. Mas pouco antes de dormir, segurei uma das mãos e virei a palma para cima:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Vou lhe mostrar uma coisa que minha madrinha me ensinou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E emudeci. Meio sonolenta, acabei dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Bem...você tem bastante vocação para a confusão, isso sim! É impulsivo, muito bravo, mas de caráter constante e leal. Terá 4 grandes amores, dois filhos e...terá que escolher entre dois destinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Já me disseram isso. Pareceu sorrir mas eu não vi. A verdade é que eu queria fruir ao máximo daquele momento, pois me parecia que nunca mais voltaria a me sentir tão... protegida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; "Sua palma...como eu!" - O ultimo pensamento que tive antes de entrar em um sonho confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E adormeci. Quando acordei o dia já estava alto. O ônibus já ia parando. E ele já não estava lá. Minha mãe me recebeu com seu grande sorriso e evidente alívio no olhar - era sempre assim. Mas eu estava pensativa. Ele não ia para Florianópolis? Pensava. Onde saltou? Como não senti ele saindo da poltrona? Só interrompi esse fluxo constante de perguntas quando minha mãe perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Onde esta seu casaquinho vermelho? Olhei para a cintura onde obviamente não estava, e abri a mochila para procurar, embora sem esperança. Disse enfim, com calma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O moço deve ter levado por engano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Que moço?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei em silêncio. Minha mãe percebeu que algo só poderia estar errado e voltou ao ônibus para perguntar ao motorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O senhor não me disse que ela viajou o tempo todo sozinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;-Sim...quero dizer...eu acho que sim, mas é que eu dirijo, não fiquei olhando sua filha todo o tempo! E então peguntou, desconfiado: - Por que? Aconteceu alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe pareceu cair em si. Olhou para mim em busca de uma resposta. Respondi, com o máximo de serenidade possível, embora&amp;nbsp; com a cabeça imersa em dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Esta tudo bem, mãe. Não aconteceu...nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me puxou. Seguiu andando com o passo duro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Nunca mais minta para mim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não sou mentirosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela sabia que eu não era. De verdade. E confiou no tempo, para que a história viesse á tona, senão com lógica, ao menos com inteireza. Minha mãe seguiu em frente ao longo dos anos, comigo pela mão, confiante na justeza da vida e que nada havia me acontecido de mal, afinal de contas. Mas o dia de conhecer a verdadeira história daquela viagem não chegou. A vida nunca é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O anel de escaravelho brilha na minha mão esquerda sob o teclado, enquanto escrevo este pequeno relato e me pergunto se é realmente possível que, em outro lugar, o mesmo esteja acontecendo. Um gêmeo masculino a viver a minha vida, em todos os tempos e agora mesmo, enquanto escrevo. Um rapaz estranho que um dia, confuso, conseguiu mesmo que sem querer, escapar por uma brecha e se encontrar 23 anos antes, em um improvável trecho da estrada. E se pudesse ser possível tal narrativa, será que agora mesmo ele esta feliz com as escolhas que fizemos? Em algum momento quis ser tão somente um tranquilo e reservado veterinário a viajar de zoológico em zoológico? E para onde nos conduziriam todas as escolhas que não fizemos? Uma estrela no céu parece acender-se com mais clareza ao amanhecer junto á lua cheia. Isso é o que parece, mas sabemos que não é assim. Em algum lugar entre esta estrela e a estrada - serpente devoradora de sua própria cauda - reside a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-9129431368935311571?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/9129431368935311571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=9129431368935311571' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/9129431368935311571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/9129431368935311571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/06/memorias-de-uma-crianca-de-passagem.html' title='Memórias de uma criança de passagem.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fKUnKxdVVkY/Tga22iCw3DI/AAAAAAAAAYI/F8-AUAy9FIs/s72-c/andrew-miksys-bus-window-no-4-lithuania-2001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-8379981388621824775</id><published>2011-06-22T22:41:00.000-07:00</published><updated>2011-06-22T22:41:41.265-07:00</updated><title type='text'>"A" Inverno.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uTcouJUkjuM/TgLO33aVfHI/AAAAAAAAAYE/x6VTLR8chI0/s1600/semente.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-uTcouJUkjuM/TgLO33aVfHI/AAAAAAAAAYE/x6VTLR8chI0/s320/semente.jpg" width="242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inverno é fêmea. Uma moça que anda pela cidade como que perdida.&lt;br /&gt;Seu olhar alça a mira em pássaros e gentes, mas que quando fita a ninguém reconhece.&lt;br /&gt;E segue cantando baixinho o que não se pode entender -para alguns é uma prece antiga e para outros uma invocação sem endereço.&lt;br /&gt;Vestida de branco como noiva esquecida no altar, não sabe dos ventos que a seguem - tão inclementes!&lt;br /&gt;E que tudo ao seu redor será assim. Mas ela ignora&lt;br /&gt;Com seus pés deslcalços e gelados atravessa mares e montanhas, rios, vales, países e continentes, sem encontrar abrigo.&lt;br /&gt;Pergunta, de vez em quando, bem baixinho: "tem alguém aí? "&lt;br /&gt;E as mulheres lhe batem com a porta. &lt;br /&gt;E as crianças lhe atiram pedrinhas.&lt;br /&gt;E os animais todos, em sua presença, crispam a pele e mostram as presas, mais ferozes que de costume.&lt;br /&gt;Nenhuma casa lhe dará abrigo, então ela espia pelas janelas e aproveita-se das vitrines para tentar embelezar-se.&lt;br /&gt;Anda em busca de fogueiras, candeeiros e festas, rondando os braseiros e as risadas. As assembléias e as revoadas. As canções e as madrugadas.&lt;br /&gt;E até aos desejos febris de tão impossíveis...ela ronda.&lt;br /&gt;A ceia esta servida, em todas as casas, mas tudo será cinza em suas mãos.&lt;br /&gt;Calam-se as gargalhadas em sua presença. &lt;br /&gt;Por tudo isto, há dias em que se compadece de si mesma. Torna-se imensa, anfitriã e patrona!&lt;br /&gt;Põe-se a girar em si mesma, gargalha e uiva como louca, parteja relâmpagos ao som dos trovões, espalha cinzas e granizo.&lt;br /&gt;Toma para si seus anseios, torna-se redemoinho em exuberância cataclísmica, uma tirana esquecida em profunda aflição, relembra os nomes perdidos e realiza -se em trágica celebração.&lt;br /&gt;Para enfim,desfalecer de cansaço e nostalgia. Aquieta-se.&lt;br /&gt;Sumindo translúcida ,calma e liquida, desfaz-se espreguiçando-se pelo chão.&lt;br /&gt;E onde ela jaz serão espalhadas as sementes de verão... &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uTcouJUkjuM/TgLO33aVfHI/AAAAAAAAAYE/x6VTLR8chI0/s1600/semente.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-8379981388621824775?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/8379981388621824775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=8379981388621824775' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8379981388621824775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8379981388621824775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/06/inverno.html' title='&quot;A&quot; Inverno.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-uTcouJUkjuM/TgLO33aVfHI/AAAAAAAAAYE/x6VTLR8chI0/s72-c/semente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-9009037567935554339</id><published>2011-06-16T00:10:00.000-07:00</published><updated>2011-06-16T00:10:00.190-07:00</updated><title type='text'>Jardim Secreto.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Yptcoi_spjo/Tfmrh1m_9II/AAAAAAAAAYA/w357ddx_uK4/s1600/casulo02.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-Yptcoi_spjo/Tfmrh1m_9II/AAAAAAAAAYA/w357ddx_uK4/s320/casulo02.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As vezes penso que sei cozinhar&lt;br /&gt;Refogo alho e atrasos ao trabalho, &lt;br /&gt;Caneta, cadernos,cebolas e junto á prazos,&lt;br /&gt;planilhas e pimentões&lt;br /&gt;Sirvo tudo na travessa da canção retemperada&lt;br /&gt;com meu coração cortado em fatias pequenas&lt;br /&gt;Acompanhado de um bom poema&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vezes penso que sou só uma criança&lt;br /&gt;Perdida na cidade -edifício de mil andares&lt;br /&gt;onde há monitores de pátio-policiais&lt;br /&gt;Admiro como o Sistema é perfeito&lt;br /&gt;Não á brecha na troca de guardas&lt;br /&gt;Cada um carrega no nome o seu crachá&lt;br /&gt;me escondo atrás da cortina, no 5º andar&lt;br /&gt;outras crianças virão,enfim, para me enturmar&lt;br /&gt;As cameras não podem me captar, mas sem meu número-senha &lt;br /&gt;para poder pegar a merenda,e agora? &lt;br /&gt;É hora do recreio que já vai acabar&lt;br /&gt;(porque é tão pouco o tempo?)??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes penso que vale a pena tentar&lt;br /&gt;E que paixão que destrói e maltrata&lt;br /&gt;servirá para fazer poesia (ou conhecer novos bares)&lt;br /&gt;onde encontrarei outros heróis entre as garrafas&lt;br /&gt;empoeiradas - tudo o mais seria derrisão&lt;br /&gt;Onde se esconde o amor,menino tímido&lt;br /&gt;que percebe que este assunto &lt;br /&gt;não é para a sua idade?&lt;br /&gt;Você tem mesmo para onde voltar?&lt;br /&gt;Por onde se perdeu o seu jardim secreto?&lt;br /&gt;Do que ele foi feito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu tive a certeza de que nunca mais seria perfeito... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-9009037567935554339?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/9009037567935554339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=9009037567935554339' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/9009037567935554339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/9009037567935554339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/06/jardim-secreto.html' title='Jardim Secreto.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Yptcoi_spjo/Tfmrh1m_9II/AAAAAAAAAYA/w357ddx_uK4/s72-c/casulo02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4066784525655934688</id><published>2011-06-15T17:22:00.000-07:00</published><updated>2011-06-15T23:13:34.644-07:00</updated><title type='text'>Eclipse Total 15/06</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xJ8p5Uls4sU/TflI9BNazfI/AAAAAAAAAX8/pTIAByEsYWw/s1600/eclipses%25C3%25A3opaulo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://2.bp.blogspot.com/-xJ8p5Uls4sU/TflI9BNazfI/AAAAAAAAAX8/pTIAByEsYWw/s320/eclipses%25C3%25A3opaulo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Fascínio&amp;amp;Perigo&lt;br /&gt;Se o perdão é um risco&lt;br /&gt;O pecado será abrigo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4066784525655934688?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4066784525655934688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4066784525655934688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4066784525655934688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4066784525655934688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/06/eclipse-total-1506.html' title='Eclipse Total 15/06'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xJ8p5Uls4sU/TflI9BNazfI/AAAAAAAAAX8/pTIAByEsYWw/s72-c/eclipses%25C3%25A3opaulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-226737495886325750</id><published>2011-05-30T21:34:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T14:34:40.751-07:00</updated><title type='text'>Além do lago.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fEXKhs9g_ng/TeRtSP5QiqI/AAAAAAAAAX4/HEawLGQbkPQ/s1600/mulher-sentada-no-balanco-sobre-o-lago-do-cisne-bfe87.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-fEXKhs9g_ng/TeRtSP5QiqI/AAAAAAAAAX4/HEawLGQbkPQ/s320/mulher-sentada-no-balanco-sobre-o-lago-do-cisne-bfe87.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;i&gt;Riscando o céu&lt;br /&gt;Na superfície do lago&lt;br /&gt;Atiro longe a pérola&lt;br /&gt;E o que for sapo, pula fora,&lt;br /&gt;Salta por pouco,&lt;br /&gt;E porco não sabe nadar!&lt;br /&gt;De fato só o que&lt;br /&gt;transcende&lt;br /&gt;o saudoso dito popular&lt;br /&gt;Será por assim dizer eterno&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Se eternizara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia tecer um novo&lt;br /&gt;Livro de Profecias&lt;br /&gt;só com o que não quero lembrar.&lt;br /&gt;O ladrar dos cães que me atiçavam&lt;br /&gt;contra o muro&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Susurros através dos espelhos&lt;br /&gt;Frases feitas à me ver &lt;br /&gt;estilhaçar.&lt;br /&gt;Perseguir a perfeita simetria,&lt;br /&gt;afazia&lt;br /&gt;por ser e estar logo atrás&lt;br /&gt;Síntese transluzidía&lt;br /&gt;agonia&lt;br /&gt;Entre o dominio e o impulso&lt;br /&gt;Sentir o pulso do quasar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço passos no escuro&lt;br /&gt;talvez seja o destino,que quer me encontrar&lt;br /&gt;deslizo na ponta dos pés, ao centro do lago&lt;br /&gt;Silêncio! Quero ouvir a música que vai tocar...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: magenta;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;i style="color: magenta;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-226737495886325750?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/226737495886325750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=226737495886325750' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/226737495886325750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/226737495886325750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/05/alem-do-lago.html' title='Além do lago.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fEXKhs9g_ng/TeRtSP5QiqI/AAAAAAAAAX4/HEawLGQbkPQ/s72-c/mulher-sentada-no-balanco-sobre-o-lago-do-cisne-bfe87.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-7605308673313109627</id><published>2011-05-26T17:17:00.000-07:00</published><updated>2011-05-26T20:31:39.507-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="background-color: magenta; color: #3d85c6; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;O Monte de Vênus é perto do Mundo da Lua&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você gravita por ele &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Enquanto minha mente flutua.”&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: magenta; color: #3d85c6; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: magenta; color: #3d85c6; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Paula Taitelbaum. &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--ZmXHXjJlRs/Td7tVaqPTyI/AAAAAAAAAX0/wPCspUwJ1lg/s1600/20100311023552%25211863_Alexandre_Cabanel_-_The_Birth_of_Venus.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="185" src="http://1.bp.blogspot.com/--ZmXHXjJlRs/Td7tVaqPTyI/AAAAAAAAAX0/wPCspUwJ1lg/s320/20100311023552%25211863_Alexandre_Cabanel_-_The_Birth_of_Venus.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt; Alexandre Cabanel_tela em óleo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="background-color: magenta;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-7605308673313109627?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/7605308673313109627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=7605308673313109627' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/7605308673313109627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/7605308673313109627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/05/o-monte-de-venus-e-perto-do-mundo-da.html' title=''/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/--ZmXHXjJlRs/Td7tVaqPTyI/AAAAAAAAAX0/wPCspUwJ1lg/s72-c/20100311023552%25211863_Alexandre_Cabanel_-_The_Birth_of_Venus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4584425308458010926</id><published>2011-05-20T23:36:00.000-07:00</published><updated>2011-05-31T16:20:14.385-07:00</updated><title type='text'>Amor por Adoção - A História de Um Coelhinho (baseada em fatos reais)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SJ6gujDNZkk/Tddcl7euXoI/AAAAAAAAAXk/XfYj3V_e-yg/s1600/6731281-large.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="170" src="http://3.bp.blogspot.com/-SJ6gujDNZkk/Tddcl7euXoI/AAAAAAAAAXk/XfYj3V_e-yg/s320/6731281-large.jpg" width="230" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu nome é Bubbles, e com apenas um mês de idade posso dizer, sem titubear, que passei pelo pior momento de minha vida. A morte de minha mãe.Como diria o poeta, mãe não deveria morrer nunca, mas a minha se foi quando eu estava completando sete dias de existência.Meus irmãos já haviam perecido da mesma doença, pois ela já estava muito enfraquecida para cuidar de todos. Eu os vi sendo levados pela mão dos humanos e desaparecerem. Tive medo, mas não por que pudesse acontecer comigo. Pensava nela o tempo todo, e nesse pensamento havia sim algo de egoísta. Como sobreviver sem ela? Era como se eu já soubesse de alguma forma que minha mãe também partiria. Assim, em seu último dia de vida, estavamos só eu e ela na caixinha que nos servia de abrigo.Me lembrarei para sempre como a noite parecia fria e escura, e de como eu sofria com calafrios constantes enquanto ela sunsurrava, meio dormindo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-"Mammaaaaa..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Não! Não sei se estou pronto ainda. Deixem-me lhes contar do que mais quero ter na memória. Quero lembrar para sempre dela no primeiro dia em que a conheci. Para mim, ela era o ser mais lindo que havia para ser visto.E quando ela dizia - "O jardim lá fora é tão bonito"- eu não contestava, mas pensava comigo: "Não pode ser melhor que você, nem mais belo". Seu pêlo brilhante e macio era de um cinza muito intenso, como o céu do dia em que nasci. Tinha também uma voz bem fininha e tilintante como um sino (eu só vim a saber o que era um sino alguns dias depois) que ecoava dentro da minha mente com muita força,ainda que, de outro modo, muito suave mesmo. A primeira coisa que ouvi quando emergi de sua barriga para a Luz - No-Mundo foi:- "Bem vindo, esta é a vida!" Ela rompeu com seus proprios dentes o invólucro que me protegia, e então a primeira coisa que vi foi seu sorriso imenso. Em seguida, me lambeu e eu fui ficando bem limpinho e quentinho, o que me trouxe aquele tipo de sentimento que se tem de que esta tudo bem, tudo no seu lugar. Talvez seja a Paz. Para mim, que vinha da Escuridão e passei pela Dor, a sensação foi de alívio. Quanto carinho!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E que diferença de seu último momento, este que recordo agora com tristeza!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Ela queria que eu me alimentasse o máximo possível, não parava de me pedir isso. Eu mamava.Mesmo quando seu leite parecia estar cada vez mais frio. Com o passar das horas, parecia que ao fundo de cada mamada, eu sentia um travo amargo. Seu corpo, tão imenso, também perdia em força e calor. Seu pêlo estava desbotado e sem vida. Seus olhos-quando os abria- pareciam também sem brilho, perdidos em algum lugar distante. Eu sentia que a amamentação iria exaurí-la. E parava. Dizia que estava "cheio". Que não queria mais. Lambia e mordiscava, para fingir que continuava mamando,sorria com afetação, tentava preservar-lhe distraindo-a. Era inútil. Ela exigia. -"Beba um pouco mais..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;De repente pareceu despertar. Foi algo assim, repentino, levantando a cabeça e arregalando os olhinhos castanhos (como os meus) exatamente do mesmo modo que fazia quando ouvia um trovão e, mesmo assustada, tentava acalmar a mim e á meus dois irmãos: "-Não tenham medo,estamos em abrigo..." Mas seu coraçãozinho batia tão rápido quanto o nosso. Não esquecia de completar "-...há um mundo fora desta casa, deste teto,muito lindo e cheio de coisas saborosas que vocês em breve vão querer experimentar. Mas quando estiverem lá, saibam, ao ouvir este barulho, que é a hora de correr para qualquer lugar onde o céu se esconda." Isto é, um teto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mas naquele dia eu não ouvi nenhum trovão. Seu terror parecia algo maior embora seu coraçãozinho batesse tão fraco. Ela disse:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-"Preste atenção e repita muitas vezes para você mesmo o que eu vou lhe dizer, palavra por palavra. Amanhã estarás só. Você não poderá me ver nunca mais. Mas quando você falar com o coração, eu poderei escutá-lo. Eu nunca lhe falei da Grande Coelha, a Mãe que criou tudo o que existe.&amp;nbsp; A injustiça e a violência não foram criados por ela e a enojam. Eu tinha mesmo muito para lhe contar..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-"Outra hora mãe, estas tão fraca!" E ela sorriu, para me acalmar. Confesso. Quando lembro deste sorriso, dói muito e eu me odeio! Penso em tudo que eu poderia ter feito. E também, no que deveria ter me recusado a fazer. Tudo o que faria com que ela estivesse aqui hoje. Mas ela foi mais forte - em sua imensa fragilidade - e seguiu falando sem minha permissão e sem que eu pudesse interromper.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-"Você ficará bem, a Grande Coelha diz isso. Não conhecerá as histórias que todos os coelhos conhecem, ganhará novos irmãos, muito diferentes de você, passará por uma experiência que até de mim é desconhecida. Entre todos nós, coelhos, você será sempre diferente, pois vai passar por uma aventura que poucos de nós viveram. Mas terá que ser forte, muito forte para enfrentar o Terror que há de vir muito em breve. Não fuja! E não lute! Mesmo que sinta que vai morrer, fique bem quietinho e fale comigo com o coração, estarei ao seu lado e te darei todo o apoio. Filho, eu estou partindo...prometa que vai aceitar...a grande aventura...o amor..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-"Mamãe..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tentei gritar para chamar os humanos, que talvez pudessem fazer alguma coisa, mas eles não vieram. Eles não são como nós, minha mãe já havia me dito. Ouvem os gritos em nossa garganta, isso era certo. Mas esses gritos nada significam. Eles não ouvem as palavras de nosso coração, nem mesmo quando estamos em desespero. Guinchei para a escuridão, mas de repente tive medo. Estava muito quieto. Silêncioso. Na verdade, minha mãe já devia estar morta. Mas eu quis me enganar, pensando que estava só dormindo. Seu corpo estava quente ainda, eu me aninhei e tentei imaginar que meu corpo projetava calor - como o Grande Coelho, que é também o Sol-&amp;nbsp; e que ela se beneficiava e isto fazia com que a sua saúde voltasse.&amp;nbsp; Naquela noite, sonhei com isso e sinto que de algum modo era verdade. Eu e ela, no centro da grande Estrela -do -Dia, e que, depois que escurecia, se tornava a Grande Coelha Branca, enrolada em torno de si mesma - e, também, em torno de todos os coelhos que já existiram e que virão a existir - em seu sono profundo. Ela que só aparece para nós á noite, muito alta e imensa em grandeza. E mamãe estava lá! Seu sorriso se abria na forma de um lindo jardim - que eu só viria a conhecer de fato muitos dias depois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No outro dia, os humanos já haviam levado minha mãe. Me tiraram da caixa e pareciam atarefados em outra peça da casa. Eu ouvia eles falando alto e, embora pudesse ouvir alguém soluçando em nítido pranto,em minha tristeza eu quis culpá-los de tudo. Afinal, eu chamei tanto! Por que não vieram? Demorei a me dar conta que também estava fora da caixa. Sozinho, numa grama lisa e amarela, que tinha o cheiro da morte. Em mim. Em todo o ar. Mas não sentia nada. Nem frio. Nem calor. No entanto, ainda me feriam as imagens que ainda restavam na memória. Eles  - os humanos - alegres com nosso nascimento, traziam todos os dias cenouras e outros alimentos de que ela gostava. Prodigalizavam- lhe carinhos. Ela retribuía pensando deles só coisas boas. Enfim, toda lembrança machucava, enquanto eu ainda me perguntava: "Por que?" "Por que?".Nada. Tudo estava confuso.Nada estava certo e nem em seu lugar devido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Foi quando a vi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nós, coelhos, temos uma segunda memória que é a memória que todos os coelhos tem em comum. Desde o primeiro que pulou sobre a terra virgem, até o último que tentará cavar- sem sucesso- uma terra calcinada e dura.&amp;nbsp; Ela nos avisa das tempestades antes que o céu escureça. E também o que é bom e o que não pode ser nunca comido, por mais apetitoso que pareça. E esta memória me avisava."-Este ou esta é um tipo predador e quer sua morte, que será também seu alimento." Eu me encolhi. Mas não pulei. O medo era grande demais, pesava sobre meu corpo, travando minhas patas de todo o movimento. Fechei os olhos bem apertados enquanto ouvia o horrível ser se aproximando, e aquilo parecia durar muito tempo. Lembrei das palavras da minha mãe, e foi como se ela ainda estivesse comigo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"-Seja forte, não tenha medo."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Aguardei até um pouco ansioso pela dor que viria de ser devorado assim, ainda meio vivo, que é como os predadores não-humanos preferem nos devorar. E nesse momento, eu confesso que fui fraco. Pois tentei fugir. Não adiantou. Os dentes abraçaram meu pescoço e eu senti que tinha sido erguido no ar. Entretanto, não veio a dor. Ela puxou com seus dentes afiados - e eu sabia que eram afiados - exatamente da mesma forma que minha mãe, que tinha dentes tão perfeitinhos, faria! Embora ainda esperneasse e tentasse lutar com todas as minhas forças, aquilo me deixou desconcertado. Será que morrer devorado seria assim, dor sem sofrimento, uma nova Paz? Foi quando ela me falou, em uma língua diferente, mas que meu coração conseguiu traduzir:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-"Caaaalmmmma, muita calma! Você vai conhecer meus outros filhotinhos, que serão seus irmãozinhos, mas tem que ficar muito quietinho. Sabe, nós gatos temos uma outra memória..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;E parou.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;-"Queridos, lhes apresento seu novo irmão-coelhinho..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Em princípio, ninguém deu lá muita atenção. Procuravam a teta mais túrgida e macia. Quando ela&amp;nbsp; se deitou e me colocou assim, encima dela, e eu pude vê-la melhor .&amp;nbsp; Olhei bem no fundo dos olhos dela., procurando por algum sinal. "-Amor!" -Pareciam dizer: "-Inimiga!" Eu pensava. E tudo se misturava. Mas eu não me mexi, fiquei ali quietinho tentando entender onde ficava a razão entre sentimentos tão contraditórios. Ela aproveitou minha indecisão com sua esperteza felina, me lambeu e terminou por me convencer&amp;nbsp; a me aproximar dos seus filhos .No seu ronrom eu sentia seu carinho que tinha o misto de um outro sentimento. Talvez -lembrando agora- fosse um pouco de pena. Não sei dizer. Pois o que me dominou naquele momento foi algo mais forte do que eu. FOME! Não apenas de leite e calor, mas também de lambidas e irmãozinhos. Logo estava com eles, disputando um espacinho enquanto ela me supria prontamente de carinho. Reparei que quanto mais a gente mamava - eu fiquei bem embaixo de todos, para me aquecer - mais alto era seu ronrom. Outras diferenças apareceram. Sua língua era áspera, seu leite tinha um gosto diferente (e muito gostoso), e a nova familia era mais ruidosa, mas isto com o tempo passou a ser divertido para mim. Me senti algo protegido, seguro mesmo entre as feras mais carniceiras. Foi algo assim tão imenso. Tão inexplicável! Pareceu também tão natural amá-los: em primeiro lugar por retribuição e depois, por eles mesmos. Especialmente ela. Tão diferente e ao mesmo tempo, tão parecida com minha primeira mamãe. É algo que não se saberá nunca como dizer. Não há palavras. Como explicar? É como se eu conhecesse minha mãe - agora outra - pela primeira vez, só que todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Moral da História: O nosso medo do diferente não deve nos impedir de viver a grande aventura do amor,que sempre envolve riscos, mas sempre vale á pena! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/UL3JN4F8_Bg/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/UL3JN4F8_Bg&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/UL3JN4F8_Bg&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Conto que tem por base o link acima, e que está no prelo para ser editado no livro &lt;i&gt;"Fabulário&lt;/i&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4584425308458010926?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4584425308458010926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4584425308458010926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4584425308458010926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4584425308458010926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/05/amor-por-adocao-historia-de-um.html' title='Amor por Adoção - A História de Um Coelhinho (baseada em fatos reais)'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-SJ6gujDNZkk/Tddcl7euXoI/AAAAAAAAAXk/XfYj3V_e-yg/s72-c/6731281-large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-2121076402437404952</id><published>2011-05-20T21:46:00.000-07:00</published><updated>2011-05-21T23:13:35.650-07:00</updated><title type='text'>Mãe-Mar,Horizonte,Navio,Estrela.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-H6d7d2VwDyE/TddDOtb2eHI/AAAAAAAAAXY/sJrZinpYrX4/s1600/MAE.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-H6d7d2VwDyE/TddDOtb2eHI/AAAAAAAAAXY/sJrZinpYrX4/s320/MAE.jpg" width="277" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Houvi dizer, certa vez, que todo o homem e toda a mulher devem ter dentro de si uma Ítaca e um navio. Uma interpretação possível, entre tantas. é a de que todos nós temos que acreditar num porque partir e por quem voltar. Para a maioria das pessoas - e para os psicólogos yungianos, um tipo bem específico de pessoas que reproduzem um conjunto de crenças bastante difundido e bem aceito hoje em dia - cabe ao Pai, no mito e na vida, conferir-nos um conjunto de valores que farão valer á pena o momento da despedida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em cada mulher e cada homem, quer seja correspondente de guerra ou representante de vendas, comissário de bordo, pesquisador internacional, assessor político ou representante empresarial, há um peito onde ecoa passo-a-passo a pergunta: "Estou &lt;i&gt;indo &lt;/i&gt;bem, papai?" Em todos, homens e mulheres que, na soleira da porta, antevêem metas e tabelas enquanto recebem um beijo solene do conjugê ou um abraço do filho pequeno, ao se despedir enfim, da família, sair pela porta e dobrar a esquina  para o quotidiano brutalizante e rotineiro o pensamento: "Estou indo..."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ítaca permanecerá. Bastião da resistência em nossa memória, esteio de nossas angústias, aguentará firme sob cerco, expoliada, vilipendiada e agredida, enolindo em seco o pranto óbvio, correndo riscos cada vez maiores, seguirá tecendo e des-tecendo suas manhas e ardis, as tramas de nosso próprio destino, enquanto aguarda pelo nosso retorno. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E nós, filhos e filhas náufragos, seduzidos, enfeitiçados,desarmados, desamados,desalmados,vitoriosos por vezes e amaldiçoados por todas as conquistas enquanto seguimos em frente entre protestos,aplausos,vaias e melancolias várias. Entre Sila e Caríbdis precipitando-nos no abismo dos enganos, a mó que nos refaz e realimenta ano após ano, e por vezes nos faz adormecer em seu abraço de sereia. É neste momento que seu grito irrompe os céus, despertam os seus, e lá esta Ela, sempre pronta e inteira. Para nos redimir e acolher, apesar de nossas tantas traições.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Porque o mistério da Mãe é ser ilha, mas residir no horizonte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ela é única excessão á toda Lei. A própria Justiça á Mãe se curva, mas vinga-se engedrando uma nova contradição á própria regra. A História lhe dá as costas. O Homem, este assexuado anjo, vive de suas idealizações. E por isto mesmo, não haverá quem lhe desculpe os erros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Na maternidade gritam em demasia ou choram de menos. E á partir de então, seguem-se as renúncias e as humilhações, nas escolas, cátedras, empregos mal pagos, sonhos abandonados revisitados em seu avesso no semblante da prole tão aquém de suas expectativas. Serão proscritas para sempre de uma existência livre e autônoma.Repetem para si mesmas: "nunca mais sozinha."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Há mães que desconhecem partos, mas nenhuma desconhece a dor e nem os riscos. E nesse doar-se infindo sempre haverá algo incompreensível, mesmo para o poeta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mãe, depois que morre, vira estrela. Em trânsito e distantes, suas palavras ausentes quando os céus se fazem turbulentos, brilham em toda sua luz. Fazem de nossa Ítaca o próprio céu. Elevam mais para o alto todas as bandeiras, que se inflam ao seu abraço. Tornam impossível o retorno á mesma terra&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-2121076402437404952?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/2121076402437404952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=2121076402437404952' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2121076402437404952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2121076402437404952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/05/mae-marhorizontenavioestrela.html' title='Mãe-Mar,Horizonte,Navio,Estrela.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-H6d7d2VwDyE/TddDOtb2eHI/AAAAAAAAAXY/sJrZinpYrX4/s72-c/MAE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-8619014326104793159</id><published>2011-05-20T00:47:00.000-07:00</published><updated>2011-05-30T21:36:33.330-07:00</updated><title type='text'>De ventania e prece!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-CMX5FOUbVBI/TdYb2CArTkI/AAAAAAAAAXQ/xDyhwbteTOQ/s1600/ventania.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-CMX5FOUbVBI/TdYb2CArTkI/AAAAAAAAAXQ/xDyhwbteTOQ/s320/ventania.jpg" width="306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Olhos cerrados e&lt;br /&gt;a escuridão me encerra&lt;br /&gt;Não ter no escudo aço&lt;br /&gt;que reflita como espelho&lt;br /&gt;o meu inverso,máscara&lt;br /&gt;ocaso contrário&lt;br /&gt;Ao meu desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os sons lá fora&lt;br /&gt;em prontidão de &lt;br /&gt;ataque - desespero.&lt;br /&gt;Frágil cristal a luz &lt;br /&gt;que me aquece mas eu não vejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como perdi minha espada?&lt;br /&gt;Brincando com minha sombra.&lt;br /&gt;As lanças estão quebradas...&lt;br /&gt;E o machado duplo que eu tinha&lt;br /&gt;Pesava nas minhas costas&lt;br /&gt;Deixei-o...acho que era...não&lt;br /&gt;sei bem onde...&lt;br /&gt;Acho que já não importa.&lt;br /&gt;Eu rezo para o que &lt;br /&gt;não consigo entender&lt;br /&gt;mas de súbito vêm&lt;br /&gt;e me encontra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais além da prece o silêncio&lt;br /&gt;E como soprasse o vento&lt;br /&gt;Foi como se eu desse conta &lt;br /&gt;de sacudir as árvores&lt;br /&gt;para ver cair as maçãs podres,&lt;br /&gt;Destroçar abrigos,&lt;br /&gt;despetalar as flores&lt;br /&gt;farfalhar as folhas&lt;br /&gt;como saias de outro tempo&lt;br /&gt;Eu quero girar&lt;br /&gt;Dentro de mim, fora do eixo!&lt;br /&gt;Para carregar em minhas&lt;br /&gt;transparências&lt;br /&gt;sementes ainda úmidas&lt;br /&gt;De outras paisagens...&lt;br /&gt;novos desenhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A oração se cala&lt;br /&gt;Num verbo em suspenso&lt;br /&gt;Insustentável leveza&lt;br /&gt;Nem pena nem culpa&lt;br /&gt;Só a dor lacera&lt;br /&gt;inevitável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-8619014326104793159?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/8619014326104793159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=8619014326104793159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8619014326104793159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8619014326104793159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/05/de-prece-em-vento.html' title='De ventania e prece!'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-CMX5FOUbVBI/TdYb2CArTkI/AAAAAAAAAXQ/xDyhwbteTOQ/s72-c/ventania.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-8519092409879033442</id><published>2011-04-30T23:47:00.000-07:00</published><updated>2011-05-01T00:23:52.908-07:00</updated><title type='text'>Eduardo Galeano, sempre ele!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-5KCcTz0-MuE/Tb0KfA5eSII/AAAAAAAAAWk/2MFj7RyUODY/s1600/brasileiro-e-um-povo-trabalhador.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 243px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-5KCcTz0-MuE/Tb0KfA5eSII/AAAAAAAAAWk/2MFj7RyUODY/s320/brasileiro-e-um-povo-trabalhador.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5601645039452047490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Segundo mês que me obrigo a postar o trecho de uma obra deste Mestre! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os EUA apagaram a memória do 1º de Maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chicago está cheia de fábricas. Existem fábricas até no centro da cidade, ao redor de um dos edifícios mais altos do mundo. Chicago está cheia de fábricas, Chicago está cheia de operários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar ao bairro de Heymarket, peço aos meus amigos que me mostrem o lugar onde foram enforcados, em 1886, aqueles operários que o mundo inteiro saúda a cada primeiro de maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Deve ser por aqui – me dizem. Mas ninguém sabe. Não foi erguida nenhuma estátua em memória dos mártires de Chicago nem na cidade de Chicago. Nem estátua, nem monolito, nem placa de bronze, nem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro de maio é o único dia verdadeiramente universal da humanidade inteira, o único dia no qual coincidem todas as histórias e todas as geografias, todas as línguas e as religiões e as culturas do mundo; mas nos Estados Unidos o primeiro de maio é um dia como qualquer outro. Nesse dia, as pessoas trabalham normalmente, e ninguém, ou quase ninguém, recorda que os direitos da classe operária não brotaram do vento, ou da mão de Deus ou do amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a inútil exploração de Heymarket, meus amigos me levam para conhecer a melhor livraria da cidade. E lá, por pura curiosidade, por pura casualidade, descubro um velho cartaz que está como que esperando por mim, metido entre muitos outros cartazes de música, rock e cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cartaz reproduz um provérbio da África: Até que os leões tenham seus próprios historiadores, as histórias de caçadas continuarão glorificando o caçador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-8519092409879033442?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/8519092409879033442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=8519092409879033442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8519092409879033442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8519092409879033442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/04/eduardo-galeano-sempre-ele.html' title='Eduardo Galeano, sempre ele!'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5KCcTz0-MuE/Tb0KfA5eSII/AAAAAAAAAWk/2MFj7RyUODY/s72-c/brasileiro-e-um-povo-trabalhador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4576669828826994874</id><published>2011-03-30T17:21:00.000-07:00</published><updated>2011-04-15T15:51:30.591-07:00</updated><title type='text'>Outono, um estado de espirito.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-khSa3LN1ICQ/TZPJSd8PfAI/AAAAAAAAAWE/ual4K_wnA9I/s1600/outono4.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 274px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-khSa3LN1ICQ/TZPJSd8PfAI/AAAAAAAAAWE/ual4K_wnA9I/s320/outono4.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5590032881609047042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outono esta&lt;br /&gt;Soubemos pela brisa fria&lt;br /&gt;que trouxe a boa nova do oriente&lt;br /&gt;soltos seus cabelos castanhos&lt;br /&gt;perfumam o ar iridiscente&lt;br /&gt;outras notas iluminam a canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria a essência de cadernos&lt;br /&gt;novos e velhas notícias&lt;br /&gt;que faz estremecer as janelas&lt;br /&gt;como o vento sul?&lt;br /&gt;Ou são as escolas túmidas com seus&lt;br /&gt;gritos de alegria&lt;br /&gt;enquanto os hospitais se enfeitam&lt;br /&gt;para abrigo da dor?&lt;br /&gt;Há um vago senso de melancolia&lt;br /&gt;Na lição que se esqueceu da cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros tons sacros e inclementes... &lt;br /&gt;O outono estica suas unhas e rasga&lt;br /&gt;em vermelho nosso pôr-do-sol&lt;br /&gt;Anoiteço imersa em memórias sépia&lt;br /&gt;tecendo calêndulas e agapantos-&lt;br /&gt;novos sonhos,novos prantos-&lt;br /&gt;Enquanto a lua brilha clara sob a chuva fina&lt;br /&gt;E as pessoas são como suas roupas&lt;br /&gt;Algumas nos parecem muito quentes&lt;br /&gt;Outras muito frias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As folhas de plátano secas &lt;br /&gt;são a Anunciação da Noite.&lt;br /&gt;Ontem pratearam sua pele negra&lt;br /&gt;na lua cheia; hoje mensageiras das &lt;br /&gt;estrelas a recordar-nos promessas de verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o coelho que passa na pressa&lt;br /&gt;não nos trouxe os chocolates&lt;br /&gt;Pois que já é tarde, muito tarde!&lt;br /&gt;A calidez do lar prenuncia amargura&lt;br /&gt;E você se perde entre as promessas das ruas&lt;br /&gt;Pois para o mal que o sustenta, nunca haverá cura.&lt;br /&gt;Em todo êxtase arde uma secreta agonia,&lt;br /&gt;e é assim que uma história encontra seu fim&lt;br /&gt;E as noites agora serão para os dias!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4576669828826994874?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4576669828826994874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4576669828826994874' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4576669828826994874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4576669828826994874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/03/outono-um-estado-de-espirito.html' title='Outono, um estado de espirito.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-khSa3LN1ICQ/TZPJSd8PfAI/AAAAAAAAAWE/ual4K_wnA9I/s72-c/outono4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3689266715905485020</id><published>2011-03-22T20:42:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T21:50:29.030-07:00</updated><title type='text'>Uma homenagem ao dia da poesia.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-4QVgOwFT0Oo/TYl8EDWu9fI/AAAAAAAAAV0/wOBMu7eIvlU/s1600/Mulher%2Bescrevendo%2Bcarta%2B%2528LINDO%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 262px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-4QVgOwFT0Oo/TYl8EDWu9fI/AAAAAAAAAV0/wOBMu7eIvlU/s320/Mulher%2Bescrevendo%2Bcarta%2B%2528LINDO%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587133221791790578" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A poesia que vem á nós!&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a poesia visitou nossa cidade&lt;br /&gt;Não quis alarde nem fanfarras&lt;br /&gt;Pediu ás estrelas para que emudecessem&lt;br /&gt;Pediu aos animais que não se excedessem&lt;br /&gt;ao vê-la passear pela multidão invisível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornou como  a um Lar Perdido &lt;br /&gt;Envolta em névoas de sonho, perfumes de adeus&lt;br /&gt;Encoberta sua translúcida luminosidade&lt;br /&gt;Com o capuz das lendas.&lt;br /&gt;Disfarçou o seu rosto com palavras serenas&lt;br /&gt;E com o manto da fantasia encobriu suas promessas&lt;br /&gt;Suaves vagas transparentes de inquietação&lt;br /&gt;Traíram enfim a sua presença!&lt;br /&gt;Derrotada se deu a conhecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando abre muralhas e cancelas, &lt;br /&gt;convida-o a entrar e conhecer&lt;br /&gt;a imensidão solitária e infinita&lt;br /&gt;do céu que se ama e se mata&lt;br /&gt;em abismos profundos enquanto multiplica&lt;br /&gt;Você pensa flutuar em êxtase e silêncio&lt;br /&gt;enquanto Ela diz:-"Tu és A Liberdade", &lt;br /&gt;Agora olhe em volta: encerrado estás para sempre&lt;br /&gt;onde jamais serás encontrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando abre suas asas  de marzipã&lt;br /&gt;você se rende á pior das batalhas&lt;br /&gt;Aquela de quem ninguém sai vencedor.&lt;br /&gt;Onde a Glória e a Honra encombrem seu rosto&lt;br /&gt;E baixam os olhos ao ver-te&lt;br /&gt;Lá esta ela e diz:"-Você é o Amor"!&lt;br /&gt;Olhe agora para as suas mãos  molhadas de sangue&lt;br /&gt;ouça os gritos que jazem pela trilha aberta por teus passos&lt;br /&gt;eles talham o leite materno e a madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando ela derrama sua luz pelos subterrâneos&lt;br /&gt;Reencontra seus órfãos sedados e sedentos&lt;br /&gt;Precipita-se dos telhados onde dança&lt;br /&gt;o pulsar de mil quasares.Esquece-se e desliza&lt;br /&gt;Derrama-se em agua fresca, prolifera-se maná&lt;br /&gt;Com seus olhos de piedade sofrida, sunsurra:&lt;br /&gt;"-Tu és a Bondade!" E quando olhares em volta&lt;br /&gt;não reconhecerás a ninguém nem a ti mesmo.&lt;br /&gt;E os espelhos refletem o Vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia então retira-se triste e pesarosa&lt;br /&gt;atrás de si ouve-se rangerem os dentes&lt;br /&gt;e um aflito desejo de que volte, volte,volte...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3689266715905485020?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3689266715905485020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3689266715905485020' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3689266715905485020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3689266715905485020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/03/uma-homenagem-ao-dia-da-poesia.html' title='Uma homenagem ao dia da poesia.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4QVgOwFT0Oo/TYl8EDWu9fI/AAAAAAAAAV0/wOBMu7eIvlU/s72-c/Mulher%2Bescrevendo%2Bcarta%2B%2528LINDO%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-1729020527137269702</id><published>2011-03-21T20:52:00.000-07:00</published><updated>2011-03-21T21:02:55.703-07:00</updated><title type='text'>Elas levam a vida nos cabelos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ZrxcS_dfWA4/TYgfYjTshDI/AAAAAAAAAVE/MACUbv4iUso/s1600/2483877912.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZrxcS_dfWA4/TYgfYjTshDI/AAAAAAAAAVE/MACUbv4iUso/s320/2483877912.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586749844408271922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;De Eduardo Galeano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais negros que crucifiquem ou pendurem em ganchos de ferro que atravessam suas costelas, são incessantes as fugas nas quatrocentas plantações da costa do Suriname. Selva adentro, um leão negro flameja na bandeira amarela dos cimarrões. Na falta de balas, as armas disparam pedrinhas ou botões de osso; mas a floresta impenetrável é o melhor aliado contra os holandeses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de escapar,as escravas roubam grãos de arroz e de milho, pepitas de trigo, feijão e sementes de abóbora. Suas enormes cabeleiras viram celeiros. Quando chegam nos refúgios abertos na selva, as mulheres sacodem as cabeças e fecundam assim, a terra livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publico este lindíssimo conto de Eduardo Galeano em homenagem á duas datas especiais. O Dia da Mulher passado dia 08/03 e o Dia Contra a Discriminação Racial no dia 21 de março.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-1729020527137269702?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/1729020527137269702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=1729020527137269702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1729020527137269702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1729020527137269702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/03/elas-levam-vida-nos-cabelos.html' title='Elas levam a vida nos cabelos.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ZrxcS_dfWA4/TYgfYjTshDI/AAAAAAAAAVE/MACUbv4iUso/s72-c/2483877912.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3071139531159988017</id><published>2011-03-20T15:16:00.001-07:00</published><updated>2011-03-22T21:57:28.488-07:00</updated><title type='text'>Homenagem á Super Lua 19/03/2011</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-EIqEOrtkaVA/TYl9r45nUnI/AAAAAAAAAV8/ECL2DS3E1ug/s1600/LUA-CHEIA%2B%25281%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 144px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-EIqEOrtkaVA/TYl9r45nUnI/AAAAAAAAAV8/ECL2DS3E1ug/s320/LUA-CHEIA%2B%25281%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587135005691695730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-a0mR-CVwI6c/TYl3hR4y2dI/AAAAAAAAAVk/jBSa9qUGc3k/s1600/pitre_through_a_moonlit_dream1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 255px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-a0mR-CVwI6c/TYl3hR4y2dI/AAAAAAAAAVk/jBSa9qUGc3k/s320/pitre_through_a_moonlit_dream1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587128226350815698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-qrC0lshbqwo/TYZ-GB3FNII/AAAAAAAAAU8/0RUJt7aOlME/s1600/bruxa-a-voar.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 306px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-qrC0lshbqwo/TYZ-GB3FNII/AAAAAAAAAU8/0RUJt7aOlME/s320/bruxa-a-voar.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586291029843457154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-qhKbHT2DPIY/TYZ9txETr1I/AAAAAAAAAU0/yDHqffrRPaw/s1600/SuperluaAdriBunn5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-qhKbHT2DPIY/TYZ9txETr1I/AAAAAAAAAU0/yDHqffrRPaw/s320/SuperluaAdriBunn5.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586290613018668882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-V0mJtNxorok/TYZ9i9YerNI/AAAAAAAAAUs/-PW5AwQN2Cc/s1600/SuperluaAdriBunn3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-V0mJtNxorok/TYZ9i9YerNI/AAAAAAAAAUs/-PW5AwQN2Cc/s320/SuperluaAdriBunn3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586290427345939666" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-b7m_XmrqmKk/TYZ9br5lCYI/AAAAAAAAAUk/nUN4Eh7Qlw0/s1600/SuperluaAdriBunn2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-b7m_XmrqmKk/TYZ9br5lCYI/AAAAAAAAAUk/nUN4Eh7Qlw0/s320/SuperluaAdriBunn2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586290302393846146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-LnHzpy59mMU/TYZ9UsEg0_I/AAAAAAAAAUc/2u39oZAqqao/s1600/SuperluaAdriana.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-LnHzpy59mMU/TYZ9UsEg0_I/AAAAAAAAAUc/2u39oZAqqao/s320/SuperluaAdriana.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586290182180623346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Todas as fotos de Adriana Bunn.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3071139531159988017?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3071139531159988017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3071139531159988017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3071139531159988017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3071139531159988017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/03/blog-post.html' title='Homenagem á Super Lua 19/03/2011'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-EIqEOrtkaVA/TYl9r45nUnI/AAAAAAAAAV8/ECL2DS3E1ug/s72-c/LUA-CHEIA%2B%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3135094945636895583</id><published>2011-03-20T14:40:00.000-07:00</published><updated>2011-03-22T21:05:42.101-07:00</updated><title type='text'>O que você faria se as palavras aprisionassem a sua alma?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-pykAhfwnEAY/TYlxj8UPiPI/AAAAAAAAAVU/o_I2A61j9vA/s1600/OgAAAH3KbwTAgADV5yOjsNnLnQso7FJxzuHsmD9fKQCQB6fRP42_VxJXIXrkhhuqMwJqywZwt2x9NsQaRLx9eqKU1tsAm1T1ULM7YR--08uTCPvAc0uLomdr157k.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-pykAhfwnEAY/TYlxj8UPiPI/AAAAAAAAAVU/o_I2A61j9vA/s320/OgAAAH3KbwTAgADV5yOjsNnLnQso7FJxzuHsmD9fKQCQB6fRP42_VxJXIXrkhhuqMwJqywZwt2x9NsQaRLx9eqKU1tsAm1T1ULM7YR--08uTCPvAc0uLomdr157k.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587121675030202610" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta para o Concurso do site "O Livreiro"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procuraria atraí-las - as palavras - com aquele tipo de Silêncio onde aquela minha alma constumava resguardar-se, porém agora saudosa de mim mesma.Onde restasse Nada permaneceria então imersa na escuridão, a espera de novos acontecimentos.&lt;br /&gt;Talvez assim elas mesmas me procurassem. Mas o que poderia eu dar-lhes em resgate, senão vagas insones a propagar-se pelo espaço a depositar aos seus pés flagelados ecos de memórias sem mais importância. A palavra não poderia mais reconhecer a si mesma,assim decomposta em sua ultima sílaba. Eis um certo jeito de dizer "Não", erguer o espelho e fazer com que reflita o beco sem saída em que se meteu voluntariamente o carcereiro.&lt;br /&gt;Talvez se apercebessem do meu truque. Em uma ultima tentativa aproveita-me ia do fato de estarem assim próximas para estender as mãos - ainda que de modo autômato - e como puro autoreflexo acariciá-las em seus desvãos, seus códigos mortos, seus pontos cegos e secretas ignomínias.É possível que assim se pusessem a rir, abrindo-se em sépalas de luz e fragrâncias insuspeitas.Talvez sobrevivesse e emergisse, renascida e liberta no Jardim dos Anseios com as mãos ainda manchadas, luminescentes e algo estáticas de antigos pesadelos em tinta.&lt;br /&gt;É, seria uma possibilidade fossem estas palavras pétreas e eternizadoras, pois tudo o que se serve da grafia também carrega a Marca da Condenação. Por outro lado, talvez fosse tudo em vão. E se fossem estas palavras vãs e levianas? Neste ultimo caso,em um final não-alternativo, um corpo já desalmado bebe cicuta, sem memória sequer do que ou quem lhe trouxe de arrasto até esse momento. Pela História esquecida e pla Palavra Amaldiçoada perdem-se Corações e Mentes, aprisionam-se as Almas. Quantos já não morreram assim, proscritos e exilados em uma Solidão Anônima? Neste caso, ninguém nunca poderá dizer que terá valido de Nada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3135094945636895583?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3135094945636895583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3135094945636895583' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3135094945636895583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3135094945636895583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/03/o-que-voce-faria-se-as-palavras.html' title='O que você faria se as palavras aprisionassem a sua alma?'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-pykAhfwnEAY/TYlxj8UPiPI/AAAAAAAAAVU/o_I2A61j9vA/s72-c/OgAAAH3KbwTAgADV5yOjsNnLnQso7FJxzuHsmD9fKQCQB6fRP42_VxJXIXrkhhuqMwJqywZwt2x9NsQaRLx9eqKU1tsAm1T1ULM7YR--08uTCPvAc0uLomdr157k.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-1303285709938830442</id><published>2011-02-21T15:09:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T21:37:35.133-08:00</updated><title type='text'>O espetáculo eterno e fascinante!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-INJBliNg4AA/TWdEHgUXRII/AAAAAAAAAUM/_nQBcPQRHqM/s1600/129_45-imagem-palhaco.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 242px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-INJBliNg4AA/TWdEHgUXRII/AAAAAAAAAUM/_nQBcPQRHqM/s320/129_45-imagem-palhaco.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5577501559246767234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;E eu queria continuar me enganando e que fosse lindo para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era criança gostava de ir ao circo. Quero dizer, mais ou menos. Eram tantos motivos que condicionavam meus gostos que o significado de real apreço me veio tardiamente, foi algo meio pós-adolescente a pergunta: "tá, mas eu gosto disso mesmo?"&lt;br /&gt;O circo era a novidade, o entusiasmo, a alegria dos parentes e o gosto pelo inusitado.E alguns pensamentos acerca daquilo que eu viria a assistir guardava comigo mesma, para não "empatar" o barato de quem revivia a infância com a desculpinha inocente de me levar. Você deve estar se perguntando: mas como alguém pode gostar "mais ou menos" de circo? Algo tão lindo, tão grandioso e ao mesmo tempo tão popular? Que pessoa mais chata, essa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeitavel público, temos a honra de apresentar neste picadeiro,o cronograma de uma sensibilidade estilhaçada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa o desfile de justificativas:&lt;br /&gt;Eu achava o palhaço triste e deprimente. Suas piadas eram sujas e pesadas. Seus trejeitos bruscos e sua fisionomia escárninha traduzia crueldade e mesquinharia á maior parte do tempo. Mais tarde descobri que boa parte das crianças tem medo de palhaços, que até existe uma palavra para isso: "coulrofobia". Alguns arriscam perceber neste medo algo que houvesse resistido em nossa psique como instinto ao longo das eras, a memória atávica que nos remete ás origens do "clown" inocente, quando, em cultos remotos,já esquecidos e um tanto sangrentos, deidades que especulavam junto aos humanos com forças caóticas, ígneas e catárticas -Loki, o Deus Nórdico e Bacco, o greco-romano, só por exemplo- faziam "travessuras" e "brincadeirinhas" que poderiam terminar tragicamente. Mas estes - todos sabem- não trazem apenas malefícios e confusões. Trazem movimento e mudanças necessárias, desmascaram falsas estruturas, denunciam o ridículo quotidiano e a hipocrisia. Como o Bobo da Corte Medieval, outra origem remota.Será só isso mesmo? A própria etimologia da palavra palhaço denuncia preconceitos de classe da época medieval.Segundo o Wikepedia: Palhaço: termo possivelmente derivado do italiano omino di paglia, ou "homem de palha")[1] E mais abaixo: vem de pagliaccio (omino di paglia, ou "homem de palha"). Isso remonta à pessoa humilde do campo que chega à cidade grande e, muitas vezes, não consegue emprego. Isso até hoje não tem graça nenhuma. É, eu não tenho medo de palhaço mas até hoje acho seus espetáculos mais perturbadores do que propriamente divertidos, a maior parte do tempo a risada que dou é algo assim, meio condicionada, nervosa, como que para alívio da tensão.Uma espécie de "rir para não chorar"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º)Eu detestava os domadores de animais e torcia por eles - os animais- a maior parte do tempo.Tigres, leões e elefantes, na minha fantasia infantil, se revoltavam e esmagavam os domadores impertinentes e arrogantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º)Eu sentia angústia ao ver os engulidores disso e daquilo e contorcionistas no estertor dos músculos. Pensava que, no final, aquilo devia doer á noite, quando eles fossem se deitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4º)Mas o que eu detestava mesmo eram "mulheres barbadas", "konga, a mulher-gorila", "homens escamados" e outros mais, atrações geralmente pertencentes á circos e parques de diversões mais modestos, e que me levavam a um sentimento de solidariedade com a gratuita humilhação alheia. Conheço o argumento contrário, e é verdadeiro dizer que desde que foram proibidos de atuar em espetáculos, ficaram sem emprego e vivenciaram uma realidade ainda mais cruel. É algo a se pensar, o que é pior: expôr para humilhar...e pagar o preço? Ou jogar para baixo do tapete para que morra em descaso e inanição? Nos dias em que escrevo, retira-se o anão (por exemplo) do circo e vê-mo-lo novamente no "Show do Ratinho" ou, ainda, em algum "reality show".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me leva á segunda questão. Adianta mesmo proibir alguma coisa, aqui ou alhures? E antes que alguém venha me apedrejar com a máxima: "estou de saco cheio do politicamente correto", quero dizer que isto não é um manifesto. Estou simplesmente afirmando que não gostava de tais espetáculos e quando falo de detalhes que me desagradavam por ferirem minha sensibilidade, sei que esta última é coisa muito relativa.Comento impressões pessoais, sabendo que jamais poderíam ser universalizadas.E pelo que conheço do histórico do circo, tudo isso já foi muito mais cruel - especialmente no que tange á exposição de "criaturas bizarras".&lt;br /&gt;Por outro lado,também reconheço a importância histórica e social do circo. Reconheço, inclusive, que vem funcionando como importante ferramenta de inclusão de crianças carentes, por exemplo. Pessoalmente, me lembro de gostar de muitas outras apresentações também:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º)O mágico era um enigma fantástico, e diferente da maior parte das crianças eu não queria saber quais truques de ilusionismo eles tinham usado. Isso quebrava a "magia da coisa". E eu queria continuar me enganando e que fosse lindo para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º)Eu adorava os trapezistas, e pensava: que delícia deve ser voar assim, em balanços e cordas suspensos no ar, dançando ao ritmo das luzes e músicas troantes e candentes. Parte de minha alma ia com ela, e mais de uma vez tive sonhos que me levavam de volta a este momento - embora eu saiba que não faz o menor sentido ter pena da contorcionista e aclamar a trapezista - a força e as dores nos tendões devem ser praticamente as mesmas, senão maiores.Você sabia que a mais perigosa das atividades na verdade é a de malabarista? Crianças nem suspeitam disto!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;3º)E os meus preferidos desafiavam a morte de peito aberto e dando risada! Atiradores de facas e "O Globo da Morte" eram para mim, os espetáculos mais aguardados. Claro que residia aí algo de angustiante, ás vezes eu ficava pensando quais seriam as dificuldades daquela profissão, se eles sentiam medo, se algum deles tivesse uma "síncope" (fosse o que fosse essa palavra que poderia matar alguém de repente, dentro do meu entendimento infantil do mundo), e realmente acontecesse alguma coisa grave, que matasse ou aleijasse, por exemplo.Tudo isso antes de eles entrarem. Mas tudo dava certo, e eu os admirava com todo o meu ardor infantil sua invencível coragem frente á morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso só para citar os espetáculos mais óbvios.Mas veja bem, qual o objetivo da coisa toda? Era para ser divertido, engraçado, realizar nossas fantasias, nossa fome e sede de brilho e apoteose de luz e som após atravessar dias e dias pelas áridas dunas altas e cinzentas da rotina?Era para ser o espetáculo eterno e fascinante do ser humano na sua busca e superação dos seus limites? Vamos ao circo para ver super-humanos, e encontramos tudo o que já foi visto ao longo dos milênios, com um travo final amargo de tortura e dor? Por que voltamos, nós todos, e levamos nossas crianças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me leva a um outro assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu era adolescente, gostava de ir á audiências públicas. Quero dizer...mais ou menos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-1303285709938830442?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/1303285709938830442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=1303285709938830442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1303285709938830442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1303285709938830442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/02/o-circo.html' title='O espetáculo eterno e fascinante!'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-INJBliNg4AA/TWdEHgUXRII/AAAAAAAAAUM/_nQBcPQRHqM/s72-c/129_45-imagem-palhaco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-5419254600974832436</id><published>2011-02-09T19:44:00.000-08:00</published><updated>2011-02-20T22:04:15.086-08:00</updated><title type='text'>Nostalgia.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-UDU791uyrLY/TWIAWtVDQJI/AAAAAAAAAT8/A2xQe2XKt68/s1600/01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 238px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-UDU791uyrLY/TWIAWtVDQJI/AAAAAAAAAT8/A2xQe2XKt68/s320/01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5576019678763106450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que pouco antes de morrer, cada um de nós terá uma recordação quadro-á-quadro de toda uma existência em frações de segundo. E apesar de minha prodigiosa memória canceriana- que, reconheço, trouxe-me mais mágoas  e decepções do que antídoto para os ocasionais contratempos criados por memórias assim, mais "criativas" - penso que deve ser este momento algo aterrador. A imensa insignificância de cada um de nossos atos estará posta em evidência se relacionado ao tempo, esteja este tempo assim escrito, em letra minúscula, ou em letra maiúscula, Tempo (exponeciado assim á deidade e/ou categoria filosófica, ás vezes penso que tanto faz).A ignorância não é propriamente uma benção, mas um vício. Mas o esquecimento, se definido como a maravilhosa faculdade de obliterar e recriar o acontecido, este é redentor. Retirar-nos isto ás vésperas da despedida final não deve ser mais que um ato de crueldade última d'A Inevitável.&lt;br /&gt;Mas sua gêmea inseparável parece ter criado um outro artifício para trazer-nos a lembrança, quadro-á-quadro, de qualquer período da existência que gostaríamos de esquecer. Este é o reencontro.&lt;br /&gt;Escrevo na estação privilegiada para tais acontecimentos. O solstício de Verão, tem neste país, a marca de ser uma celebração familiar, e os índices de suicídio explodem nestes momentos, mais ainda que na lua cheia. Ratos, baratas, morcegos,cobras, formigas e "aleluias", todas as espécies se comprazem em sair de suas tocas em busca de alimento e abrigo na sua casa - no caso das "aleluias",o seu quarto vira necessariamente um refúgio de amor nos dias de chuva, mas nem sempre é você quem se diverte. A não ser que considere divertido ver "formigões de asas" esvoaçando á sua volta, como um enxame a rir-se de sua inútil atitude de tentar espantá-las. Telas. Poderíam ser a solução, mas quem suporta uma paisagem quadriculada em verde? &lt;br /&gt;Se os "irracionais" querem passar as férias na sua casa, nós, bichos estranhos, saímos todos da toca e refugiamo-nos nas ruas,praças, praias e bares &lt;span style="font-style:italic;"&gt;á lá fresca&lt;/span&gt;, e reencontramos velhos amigos, adversários e inimigos de outrora. E eles trazem consigo novidades e recordações. E nós os regalamos com o mesmo tipo de aperitivo. Sentimos pesar sobre nossa nuca os olhos do passado, a espreitar-nos, a medir nossas conquistas, ás vezes a diminuir nossos méritos e, em outras, a comemorar nossos planos.O que se esconde sob cada sorriso, cada abraço, cada frase de efeito assim jogada á esmo, só nós sabemos. Mas anotando cada palavra, desenhando cada gesto, medindo e pesando cada pensamento e sentimento nosso esta o implacável inquisidor que é a consciência de cada um. &lt;br /&gt;O sol é como nossa consciência: na missão de tudo vivificar, é ditatorial,imperativo e implacável.Há algo de exaustívo neste exercício constante de foice e saudosismo, e há prazeres surpreendentes também. Nossos silos estão cheios, nosso apetite esgotado, e o céu se acinzenta, vergando sob o peso de nossas novas promessas.Diz o ditado: "semeadura opcional, colheita obrigatória". E o Verão é a estação da colheita.&lt;br /&gt;Os Festivais de Colheita são, desde sempre, os mais animados e se você se inclui entre aqueles que tem tudo a celebrar e agradecer, eis o momento de aproveitar ao máximo. Porque é o máximo que será de nós exigido - daí esta sensação de exaustão, acrescido é claro, pelo calor do clima.&lt;br /&gt;Antes de sair e convidá-lo  novamente para dançar sob a doce chuva vespertina ou as apaixonadas tempestades de verão que são nossos sonhos e desejos,e que alimentarão sob a terra os próximos rumores que traremos, gostaria de deixar inscrita minha confissão, quiçá a última deste ano que se inicia: houve um certo momento em que, na varanda, meus amigos conversavam sobre Tudo e Nada, e quais seríam os rumos destes novos e antigos acontecimentos, enquanto eu me preocupava tão somente com meu jardim, regando-o com carinho enquanto relembrava dissabores e promessas, aquecida ainda por abraços e sorrisos colhidos no caminhar diário. Percebi novas flores, que nunca havia cultivado e pensei nos amigos que o acaso me trouxe e carregou num lampejo, como a memória da Morte promete fazer algum dia.E senti a maravilha e a estranheza de estar viva com dolorosa força.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-5419254600974832436?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/5419254600974832436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=5419254600974832436' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/5419254600974832436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/5419254600974832436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2011/02/nostalgia.html' title='Nostalgia.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-UDU791uyrLY/TWIAWtVDQJI/AAAAAAAAAT8/A2xQe2XKt68/s72-c/01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-5359098842997799411</id><published>2010-12-14T23:57:00.000-08:00</published><updated>2010-12-23T15:53:30.861-08:00</updated><title type='text'>Escrita na Água</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TRPg8dGkyWI/AAAAAAAAARc/udszDRQrvks/s1600/86.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 197px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TRPg8dGkyWI/AAAAAAAAARc/udszDRQrvks/s320/86.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554030094686931298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia dezenove de dezembro&lt;br /&gt;ainda é março.&lt;br /&gt;Sigo jogando um xadrez &lt;br /&gt;de cores torturadas&lt;br /&gt;salmão, azul- petróleo,&lt;br /&gt;verde- água,magenta, prata...&lt;br /&gt;Enquanto mantenho-me insone&lt;br /&gt;E a espreita de um novo&lt;br /&gt;lance do adversário&lt;br /&gt;Tenho a sensação de estar ganhando&lt;br /&gt;na mesma medida em que algo vai se&lt;br /&gt;perdendo...&lt;br /&gt;As muralhas com que cerquei&lt;br /&gt;as torres&lt;br /&gt;Não me dão chance de um novo movimento&lt;br /&gt;Cavei um fosso&lt;br /&gt;Cavei um poço&lt;br /&gt;Tornei-me a água&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero consstruir um manifesto em imagem, &lt;br /&gt;de cores puras intensas e escuras, &lt;br /&gt;de beleza clara&lt;br /&gt;Reveladas em platina, &lt;br /&gt;rara luminescência&lt;br /&gt;Em nome de algo que desconheço&lt;br /&gt;e que me escapa. &lt;br /&gt;Tudo o que me cerca reflete-se&lt;br /&gt;em meu rosto. &lt;br /&gt;Por isso só, me desconheço.&lt;br /&gt;Vou seguindo em torno do que me &lt;br /&gt;ultrapassa, justamente por ser assim&lt;br /&gt;imenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como montanhas em cadeia que se erguessem&lt;br /&gt;ondas crescendo, quebrando-se&lt;br /&gt;com toda a força esmagando a tudo &lt;br /&gt;na planície rasa.&lt;br /&gt;Eis o Vale da Morte &lt;br /&gt;Estou aqui!&lt;br /&gt;Ninguém pode me responder&lt;br /&gt;Não ouço nada!&lt;br /&gt;Inundo e transbordo&lt;br /&gt;Derramando as tintas todas&lt;br /&gt;pelas bordas de cal branca&lt;br /&gt;Paginas e paginas &lt;br /&gt;em que se desfazem as palavras&lt;br /&gt;Tudo se corrompe, ou se absorve&lt;br /&gt;evanesce...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que será que ainda espera de mim, &lt;br /&gt;aquele que já não me reconhece?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-5359098842997799411?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/5359098842997799411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=5359098842997799411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/5359098842997799411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/5359098842997799411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/12/dia-dezenove-de-dezembro-ainda-e-marco.html' title='Escrita na Água'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TRPg8dGkyWI/AAAAAAAAARc/udszDRQrvks/s72-c/86.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3686912271529187447</id><published>2010-12-09T19:06:00.000-08:00</published><updated>2010-12-23T11:04:34.427-08:00</updated><title type='text'>Lua vermelha.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TQGZdeH-NaI/AAAAAAAAARM/j1hiZzHLj4w/s1600/red-moon.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 211px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TQGZdeH-NaI/AAAAAAAAARM/j1hiZzHLj4w/s320/red-moon.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5548884947478918562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Imagem de Elisabeth Lacunza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias e noites enovelados sobre si mesmos. Um dia. Uma noite. Mais um dia.E mais uma&lt;br /&gt;noite.Próximos - dia e noite- mas não definitivamente diluídos.Como dois gatos.Um tao, sempre perfeito.Dormia.Acordava.Era dia.Chorava.Dormia.Pesadelos.Acordava.E era noite.&lt;br /&gt;Em um momento de fúria por não conseguir dormir tão pesadamente quanto achava que merecia, começou a arrancar tufos de cabelos. E os olhos estavam tão inchados que as lágrimas ardiam como lava e queimavam a pele."Ainda há de chorar lágrimas de sangue"-era um dito repetido de sua avó.Olhou para a palma.Agua. Ainda era água. Ainda era dia. Metade da manhã do terceiro dia, e no quarto seria obrigada a retornar a vida normal.&lt;br /&gt;Parecia ter se passado mais tempo, na verdade. &lt;br /&gt;Só dois dias. E duas noites. Ele tinha ido embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Porque você quiz"-disse uma vozinha zombeteira, nitidamente feminina, dentro dela.&lt;br /&gt;"- Porque ele não me deixou nenhuma escolha"- respondeu em voz alta para a cozinha &lt;br /&gt;bagunçada.&lt;br /&gt;Esse interlúdio foi bom porque lhe deu a chance de pensar em outra coisa. Era&lt;br /&gt;engraçado. Passar-se-ão os séculos dos séculos, mas as vozes que teimam a aconselhar &lt;br /&gt;submissão sempre serão femininas. Não só as que vivem dentro de sua mente. Fora&lt;br /&gt;também. Como se feminilidade tivesse alguma relação com falta de orgulho.De &lt;br /&gt;auto-estima.Passeia pela casa. Bagunça e sujeira por toda a parte, é o que ela &lt;br /&gt;vê. Sobe para a biblioteca. Quando se vê perdida, sem saber o que fazer, não abre a &lt;br /&gt;Biblia porque se convenceu a muito tempo que entre a Biblia e o Salão da Dona Vera &lt;br /&gt;não havia muita diferença. Conselhos de consensso. De perdão. Ou, ainda, de guerra &lt;br /&gt;total e irrestrita. Mas algo dentro de si sempre soube:excesso de violência é depravação, leu isto em algum lugar. Então ela vai em busca da etmologia da palavra que mais lhe faz falta:&lt;br /&gt;Honra s.f:1-sentimento de dignidade e honestidade moral.2 marca de distinção; homenagem 3.graça,privilégio (dá-me a honra de acompanhá-lo?) 4 castidade&lt;br /&gt;pessoal da mulher 5 motivo de admiração e de gloria...&lt;br /&gt;Parou de ler.Para a mulher, honra e castidade eram o mesmo. Sorriu com desprezo. A &lt;br /&gt;vozinha feminina em sua mente redaguiu ao óbvio ataque: "então, segundo você, a &lt;br /&gt;Biblia, só  por exemplo, deve ter sido escrita por mulheres..." É verdade.Suspirou.&lt;br /&gt;A Biblia foi escrita &lt;span style="font-style:italic;"&gt;para&lt;/span&gt; mulheres.E os dicionários repetiam - cada vez mais - os acordos de senso comum. De qualquer forma independente do que digam Biblias, homens,Livro Sagrados ou Códigos Penais e de Conduta -e as outras mulheres inclusive- nunca ninguém conseguiu realizar nada disto muito bem. "O leite de um homem é o veneno de outro". Se bem que, na época em que vivemos, as coisas ficaram tão difusas que até o contrário disto existe: mulheres que criam discursos glória e teias de arrogância em torno de si, mas que na atitude são decididamente mais vergonhosas e....rastejantes do que suas avós jamais admitiriam.&lt;br /&gt;"-Teias de arrogância" - repetiu para o vazio na sala.&lt;br /&gt;Talvez ela também tenha se tornado uma prisioneira delas.Via balançar-se pelo lustre&lt;br /&gt;uma gorda aranha e ao seu redor, um finíssimo círculo de renda prateada. Foi o que &lt;br /&gt;bastou.Começou por quebrar o silêncio. Heavy Metal ou Musica Árabe? Heavy Metal &lt;span style="font-style:italic;"&gt;e &lt;/span&gt;música árabe. E Lady Gaga, é claro! "-See my pokerface!"Uhúúúúuuu!!! Vestiu um shorts,uma sandálias havaianas e começou pelo banheiro. Agua, detergente, kiboa pura, lustra móveis, mais agua e baldes e escovas.Uns passinhhos e três giros com careta para o espelho. Três vassouras e um rodo. Batendo a cabeça e pulando &lt;span style="font-style:italic;"&gt;á lá &lt;/span&gt;Zack de la Rocha."-Fuck you, I wont do what you tell me!" Abria gavetas, passava querosene. Arrancava panelas e teias do lugar, não sem quebrar algumas coisas, arredando os móveis e se assustando com alguma eventual barata. O pó voava e flutuava em torno de si, refletindo pequenas fagulhas de pôr do sol quando chegou ás escadas. "Wiii laakón habibi, salimoune-allllaaaiiii..." Sujeira. Sujeira. Sujeira. Três sacas de lixo foram para a porta. E foi só quando chegou em seu quarto - que propositalmente deixou por último -que se permitiu parar um pouco. Deu um suspiro de alívio e acendeu um cigarro."Aqui o negócio vai ser pesado, vou até trocar de música"- pensou. Trilha de filme: "Assassinos por natureza". Berrava com Diamanda Galás: "Sex is violence...'cause youuuu mannnnnn!" Armários, gavetas.lavadora em alta pressão no colchão amado que já rangera as molas de alegria. "-Tome isso! Tchááááááá!"&lt;br /&gt;Quase tudo terminado. Foi quando começou a dedicar-se a um trabalho mais delicado. Bijoux e jóias verdadeiras. Confundidas, desbaratadas e sem par. "Tem que estar por aqui". E cata.Seleciona e separa. Agrupa os semelhantes. Os que se encontram, são guardados.Os quenão, vão se embora para o lixo, junto com os quebrados. Um a um, uma por uma, e a tarefa última consome horas.&lt;br /&gt;Não encontrou. Que estranho. Nada embaixo da cama. Retorna ao banheiro. Passeia pela&lt;br /&gt;sala, de um lado para o outro e lá estão. Um par de brincos e pulseira que não&lt;br /&gt;serviram, e aguardavam encima da mesa para que mandasse fazer alguns ajustes.&lt;br /&gt;Ouro. Era o ultimo presente: "Lixo!"- do pensamento ao ato.&lt;br /&gt;"Agora sim!" São quase dez da noite, e o que sente deve ser algo parecido com o que o maníaco sente após o surto paranóide. Precisa comer alguma coisa, mas na geladeira não há nada que preste. Liga e pede uma pizza. E como comer pizza sozinha é muito triste, abriu uma garrafa de vinho e acendeu uma vela. "Feliz Desaniversário". Usava essa palavra em um sentido diferente de Alice no País das Maravilhas. Sabia que á partir daquele dia passaria a contar os dias, os meses, talvez os anos que se passaríam na ausência dele. "Fazem três dias...duas semanas...quatro anos...é, terminamos." Faz uma careta. Até o vinho parece amargo no fundo da taça. Pensa "a noite esta muito quente, é uma pena ficar em casa". Toma um banho gelado. Faz uma maquilagem simples que, por isso mesmo, leva horas."Maquilagem - a mais bela maneira de mentir" - dizia sua amiga Josiane.Talvez a única que seja bela. Todas as outras que se lembra são feias. Por que não liga para as amigas e...? Aperta-se em um corpete justo demais e quase morre de asfixia para vestir as calças. Não, melhor não. Horas e horas de confissões indigestas não lhe farão melhor. Veste a aliança de prata que usava antes de conhecê-lo, num compromisso consigo mesma, e tem um ultimo pensamento: "Honra e força hoje, amanhã encontrarei admiração e glória mas esta noite sou uma predadora novamente!"&lt;br /&gt;Olha para o céu, e vê um suave crescente vermelho sangue.Seria ela a princesa das lágrimas de sangue. Acha que não. Sorri de volta, pois gosta de pensar que lá encima uma vovó encantada lhe sorri com seus dentes vermelhos ensaguentados na carne crua da caça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3686912271529187447?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3686912271529187447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3686912271529187447' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3686912271529187447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3686912271529187447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/12/lua-vermelha.html' title='Lua vermelha.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TQGZdeH-NaI/AAAAAAAAARM/j1hiZzHLj4w/s72-c/red-moon.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-2383253439694232117</id><published>2010-12-01T18:53:00.000-08:00</published><updated>2010-12-11T22:51:28.001-08:00</updated><title type='text'>Atire a primeira flor.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TPcM4TI212I/AAAAAAAAARE/hmM1C28ueMI/s1600/scrapsweb_flores_e_rosas-331624.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 301px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TPcM4TI212I/AAAAAAAAARE/hmM1C28ueMI/s320/scrapsweb_flores_e_rosas-331624.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5545915627479684962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Nordestisto&lt;/span&gt; não é gente, faça um favor á nação e mate um nordestino afogado.Todo o gaúcho é veado. Todo o carioca é folgado. Todo o paulista é um Jeca Tatu em terno importado. Bandido bom é bandido morto.Todo o Corinthiano é ladrão. Negão? Pobre e fedorento. E já diz o ditado, branca para casar, mulata para trepar e negra para trabalhar. Ôpa, tem índio por aqui. E indio gosta é de tomar a terra que é dos outros, e dizer que é dele. E beber tudo o que encontra e encher a cidade de lixo humano.Indigente, traduzindo: quase gente. Outro mendicante eterno é o cigano. Todo o cigano é ladrão e embusteiro.Rouba criancinhas e vende até a mãe. Como os judeus. E como saber a diferença entre um judeu e um árabe? Os dois vendem a mãe, mas o judeu não entrega. Por árabe entenda também os turcos, tá? Por isso que vivem se matando. E como são sujos...Como os Chineses, raça cruel.E os coreanos e os alemões (?!)Que vivem xingando e chorando. Igualzinho aos "carcamanos" &lt;span style="font-style:italic;"&gt;tutti buona genti, per tutti latri&lt;/span&gt;. Muito diferentes dos japoneses, inteligentes mas frios e de pinto pequeno. Mas verdade seja dita,todo o branco é estúpido, desalmado e cheira azedo.E ninguém que tenha senso de honra dependeu de branca para nascer. A degenerescência da &lt;span style="font-style:italic;"&gt;raça&lt;/span&gt; começou com o movimento hippie. E todo mundo sabe que o hippie é um fracassado. Como o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;emo&lt;/span&gt;.Você gosta de MPB? É elitista e maconheiro. Música clássica? Velho tradicionalista ou nerd.Conservadores e "passadistas" também os que gostam de música regionalista.Coisa de gente atrasada e sem futuro. Já ser "nerd" não é lá muito melhor, quero dizer, um alienado anti-social!Que gosta de música eletrõnica. Que gosta de rave (ô-ôu, outro farrista drogado)!Aliás quem gosta muito de pop e elechtro é bicha, já notou? Mas também conheci uma bicha que gostava de jazz.Morreu de Aids, é claro! Jazz, Soul, rithm 'n blues? Pseudo intelectual que gostaria de ter nascido norte-americano. Você gosta de sertanejo? Que bosta, hein? Coisa de caipira sem-cultura... Já se você curte rap é marginal.Se você curte funk é vagabundo ou vadia.E se você gosta de pagode é os dois - marginal e vagabundo.Outra certeza é que se você é rockeiro curte drogas. E se você é metaleiro, então, é tudo junto:fracassado,marginal, drogado e promíscuo. Dá para ver de longe porque todo marginal tem tattoo.E é pobre.&lt;br /&gt;Na real, pobre, ignorante é só atraso, tem mesmo é que morrer. Por exemplo, o problema do trânsito, o que é? Incentivo fiscal para todo pobretão mal casado sair barbarizando nas estradas.Mas por outro lado também acho que todo o rico empresário também tem que morrer, porque "são tudo uns ladrão" a sangrar o dinheiro da nação (até deu rima, só não faço um samba porque isso é coisa de malandro).Na verdade, se você teve sucesso é porque é medíocre, puxa -saco e vendido. Como um &lt;span style="font-style:italic;"&gt;pelego&lt;/span&gt; costuma ser, aliás. E quem é pelego? Quem não concorda politicamente comigo, óbvio.Defina seu lado, olhe em volta e só encontrará inimigos.Mas sejamos ainda mais realistas. Um adolescente de direita não tem coração, mas um velho de esquerda não tem cérebro. Adolescente de esquerda? Baderneiro, isso sim! E todo baderneiro faz um curso (universitário) de segunda categoria. E todo baderneiro que faz um curso universitário de segunda categoria é um maconheiro.E o maconheiro é uma praga social. Tudo isso poderia ser endireitado já desde criança. Chinelo canta, moral avança. Nada como uma boa surra para curar homossexualismo aos cinco anos de idade. Mas só Deus - e talvez, castração quimica- para curá-los depois dos vinte. E por falar em Deus, você não acredita? Que horrível, hein? Aliás, você não tem religião, ou você só não é católico? Puxa, que triste para você... qualquer que seja a resposta. Porque o Deus para o qual você reza, eu não o reconheço!&lt;br /&gt;Solução para tudo isso? Trabalhe, fique rico, faça por merecer!Doença é para os fracos! Não acredito em depressão. E se você é negro, pobre e doente? Não sei, quem sabe foi algo que fez noutra vida, né? Uma só não basta para justificar a desgraça. Você é a favor do aborto? Gosta mesmo é de matar criancinha! Ainda ontem era comunista que gostava -se bem que era para comer, deve ser diferente, né? Pois então, por que você não quer mesmo deixar nascer? "Olha, eu sou contra o aborto, mas a favor da esterilização em massa..." Hein? Cada coisa que se vê. E se vier? Quem paga as contas e dá o que comer? Mas a vida continua, só alegria! E além do mais podia ser pior,mais difícil e mais caro, podia ser menina...Porque ter filha menina é pior que ter filho homem. Já começa que homem que come todas é fodão, mulher que dá para todo é puta.É puta toda a mulher que: fuma, bebe,tem tatoo, tem filhos solteira, tem carreira profissional, ganha mais que tu, foi mimada pelo pai, sai com o cabelo molhado para ir trabalhar e usa o dinheiro que ganha para ir a festas. E não existe ex-puta. Nem ex-veado. Nem ex-feminista. E toda a feminista é: machorra, gritona, metida a inteligente e ruim de cama.Maioria de sapatonas. Por outro,no extremo oposto, lado tem a mulher bonita: burra e fútil, mas gostosa. E o homem bonito: otário e veado e ruins de cama também.Por que será que para eles a equação não se realiza do mesmo modo? E o bonito e rico? Playboy cuzão.Tipinho perigoso este...&lt;br /&gt;E sabe por que você não sabe e eu sei? Porque tenho nível superior. É a minha área, o meu curso...Sabe com quem esta falando? Para você, é doutor. É excelentíssimo. É deputado. Senador. Prefeito.Vereador.Por gentileza senhor,se nem tudo o que é ouro reluz, o ultimo a sair, apague a porta e feche a luz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observação:&lt;br /&gt;Já existe um texto na internet com este título. Não quiz modificar o título do meu texto porque ele traz um sentido crítico a tudo o que escrevi abaixo deste - se ninguém percebeu, nada disso traduz o meu pensamento. Mas coloco abaixo o texto - que eu desconhecia antes - que também tem este título, devidamente referenciado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ATIRE A PRIMEIRA FLOR&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rosemary Sadalla&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tudo for pedra... atire a primeira flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tudo parecer caminhar errado, seja você a tentar o primeiro passo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto, acenda você a primeira luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traga para a treva você primeiro a pequena lâmpada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso. Talvez não na forma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de lábios sorridentes, mas na de um coração que compreenda, de braços que confortem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a vida inteira for um imenso não, não pare você na busca do primeiro sim, ao qual &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tudo de positivo deverá seguir-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ninguém souber coisa alguma e você souber um pouquinho, seja o primeiro a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ensinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando por aprender você mesmo, corrigindo-se a si mesmo. Quando alguém estiver &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;angustiado, a procura nem sabendo o que, consulte bem o que se passa. Talvez seja em &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;busca de você mesmo que este seu irmão esteja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, portanto, você deve ser o primeiro a aparecer, o primeiro a mostrar que pode ser &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o único e mais sério ainda, talvez, o último.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a terra estiver seca que sua mão seja a primeira a regá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a flor se sufocar na urze e no espinho, que sua mão seja a primeira a separar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o joio, a arrancar a praga, a afagar a pétala, a acariciar a flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a porta estiver fechada, de você venha a primeira chave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o vento sopra frio, que o calor de sua lareira seja a primeira proteção e primeiro &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abrigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o pão for apenas massa e não estiver cozido, seja você o primeiro forno para &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;transformá-lo em alimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não atire a primeira pedra em quem erra. De acusadores o mundo esta cheio. Nem por &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outro lado, aplauda o erro, dentro em pouco a ovação será ensurdecedora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu. Sua atenção primeiro para aquele &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que foi esquecido, seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tudo for espinho atire a primeira flor, seja o primeiro a mostrar que há &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;caminho de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendendo que o perdão regenera, que a compreensão edifica, que o auxilio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;possibilita, que o entendimento reconstrói. Atire você, quando tudo for pedra, a &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;primeira e decisiva flor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://marlivieira.blogspot.com/2010/04/blog-post_09.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-2383253439694232117?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/2383253439694232117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=2383253439694232117' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2383253439694232117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2383253439694232117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/12/atire-primeira-flor.html' title='Atire a primeira flor.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TPcM4TI212I/AAAAAAAAARE/hmM1C28ueMI/s72-c/scrapsweb_flores_e_rosas-331624.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-6370500187768709287</id><published>2010-10-28T19:32:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T20:14:29.347-07:00</updated><title type='text'>Imagine que...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TMo_A9nIW_I/AAAAAAAAAQ8/llSpVD32DUM/s1600/blobLoad.php.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 234px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TMo_A9nIW_I/AAAAAAAAAQ8/llSpVD32DUM/s320/blobLoad.php.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5533304377949314034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;...faltam uma hora e quinze minutos para o início do sagrado labor, e contrariamente a suas expectativas, você já conseguiu pagar todas as suas contas. Para tal incidente, já tens um livro na bolsa: "Os trabalhadores do mar" ,de Victor Hugo, recém comprado no Sebo. Senta-se próxima á centenária figueira e reza a todos os deuses para que ninguém lhe interrompa com mais demandas e contradições dos que a que já possui em seu quotidiano. Parece que lhe atendem.&lt;br /&gt;Mas antes de abrir o livro, você olha à todo o entorno meio inquieta. Sabe que há pelo menos duas coisas estranhas. A praça nunca está deserta, e hoje parece que só existe você e um morador de rua, adormecido em um banco de madeira, um pouco mais adiante. Esta é a primeira. A outra é a metáfora poética que lhe ocorre ao olhar a velha figueira, por quem sempre nutriu uma vital simpatia - nos dois sentidos do termo- e o que pensou foi: "Parece um polvo a lançar seus tentáculos verdes em todas as direções, talvez tenha suas próprias histórias para contar e cantar, como uma cantora de ópera, com algo de triste ou teatral..."&lt;br /&gt;Esse pensamento é estranho e resolve debruçar-se sobre o livro, delicadamente pousado sobre a mesa de pedra depois de devidamente limpa com um lenço de papel que trazia na bolsa.&lt;br /&gt;O livro começa, e a descrição da vida á beira-mar é tão rica, que lhe dá a impressão de sentir o cheiro da brisa marinha. Ela parece esvoaçar seu cabelo. Ouve a suave carícia das ondas nas pedras deitadas ao sol, em contraste com a violência com que se quebram na praia e o fato de que próximas ao horizonte parecem nem se mecher.E são as mesmas ondas. É o mesmo mar. O sol esta forte e você tem dificuldade em ler. Olha para a direita, e lá esta uma moça com longos cabelos castanhos e vestido simples, parece ter algo nas mãos à que presta muita atenção. O suave balançar do seu corpo acompanha as ondas delicadas e violentas e imóveis, e...&lt;br /&gt;Não, não pode ser. Isto com certeza não esta no livro.&lt;br /&gt;Olha em volta. Mesa de pedra, onde o livro esta apoiado. Banco de pedra, igual ao que esta sentada. Figueira imensa, com seus enormes galhos escorados em barras de metal.Pombos.Um mendigo dormindo no banco da praça. Jovens estudantes em trio, atravessando a praça, migrando da infância para a adolescência sem perceber...&lt;br /&gt;Recomeça. Pinguins adoecidos castigados pelosol na orla. Para você, as montanhas sempre se parecerão com Grandes Deusas adormecidas, porque sua mãe apontava para elas e dizia: "-Lá esta a Deusa!" E você era criança e não acreditava, mas gostava de divisar silhuetas exatas no perfil das montanhas contra o céu. E a moça ainda estava lá. Você aperta a vista e vê...é um arco redondo com um fino tecido esticado."Bastidor de bordar", vêm a voz da sua amiga Juliana em socorro da sua memória. Você nunca aprendeu, mas sua amiga sabia fazer lindos bordados de fita, e você gostava de conversar com ela, requentar a água do chimarrão ou do café e falar, falar falar enquanto sua amiga pontuava no pano "hum-hum", "hum-hummmm..." seu invencível entusiasmo adolescente com tudo e todas as coisas.&lt;br /&gt;Nada disso é Victor Hugo. Terá que recomeçar o parágrafo. Olha em volta. As dunas. O vento salgado.O mar corrente e insistente como o tempo.Em que tempo terá acontecido esta história? A moça certamente não pertence ao século XXI, mas também não poderia ter vivido no mesmo lugar de Victor Hugo. Afinal, você mesma reconhece esta praia e nunca esteve na Fraça. A moça agora em pé, seu bordado nas águas. Ela que de súbito se atira da pedra, como quem quer voar e agora está caindo. Em silêncio, as ondas a cobrem. E ela, que é você mesma, tenta salvá-la das aguas- as ondas agora lhe parecem definitivamente imensas -braços que lhe empurram para a margem - mas você consegue vencê-las. Livre da linha imaginária de arrebentação, você mergulha até quase perder o fôlego, e é como se ela nunca houvesse existido. Só na volta para a margem, algo esbarra em suas mãos, um pedaço de tecido parece. Você emerge das espumas com toda a força, puxando quase que com raiva. Mas é apenas a tela.&lt;br /&gt;Certamente não é essa história.&lt;br /&gt;Retorna á margem exausta e sentindo-se francamente derrotada por não ter encontrado o corpo. Segura o bastidor-bordado com as mãos e lá está traçado um "Adeus" rebuscado em linha azul. E mais ao fundo ela vê. Uma moça sentada em um banco de pedra tendo á sua frente um livro aberto e na lateral direita (mas só parcialmente)e os galhos de uma velha figueira escorados em vigas de metal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência deste conto:http://wikimapia.org/195802/pt/Praia-da-Joaquina&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-6370500187768709287?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/6370500187768709287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=6370500187768709287' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/6370500187768709287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/6370500187768709287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/10/imagine-que.html' title='Imagine que...'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TMo_A9nIW_I/AAAAAAAAAQ8/llSpVD32DUM/s72-c/blobLoad.php.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3668262625082517329</id><published>2010-10-26T20:01:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T22:21:19.704-07:00</updated><title type='text'>Parábola Passarinhada...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TMjaEYAFRMI/AAAAAAAAAQ0/HvY0wARATH8/s1600/passarinhos1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 197px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TMjaEYAFRMI/AAAAAAAAAQ0/HvY0wARATH8/s320/passarinhos1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532911910921782466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Canta o pássaro,pontualmente&lt;br /&gt;Quatro e meia da madrugada&lt;br /&gt;A melodia é uma queixa&lt;br /&gt;a prece, uma pergunta&lt;br /&gt;que marca a cadência&lt;br /&gt;da parábola passarinhada&lt;br /&gt;que tenta ser uma resposta&lt;br /&gt;o que não nos serve de nada.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pássaro preso ao chão&lt;br /&gt;Encolhido na calçada&lt;br /&gt;Será ferido, caçado&lt;br /&gt;Esmagado sob os sapatos&lt;br /&gt;da nossa insensível pressa&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pássaro preso em uma casa&lt;br /&gt;vazia,abandonada&lt;br /&gt;Voará contra paredes, se&lt;br /&gt;despedaçará nas vidraças.&lt;br /&gt;Até que de tanto tentar se desfaça &lt;br /&gt;num trinado gemido&lt;br /&gt;na morte haverá alívio,&lt;br /&gt;e algum céu será possível.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pássaro  preso em gaiola &lt;br /&gt;- as mais variadas-&lt;br /&gt;De gradil, de madeira, &lt;br /&gt;algumas douradas,&lt;br /&gt;foi de muitas maneiras aprisionado.&lt;br /&gt;Talvez,lhe retirem a pena mestra,&lt;br /&gt;Outros ainda, têm os olhos vazados&lt;br /&gt;Para que sua alma seja plena&lt;br /&gt;Eis que há todos encanta.&lt;br /&gt;No entanto, não haverá ninguém para &lt;br /&gt;invejar-lhe a sorte,&lt;br /&gt;Nem desmentir seus feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;Alguém saberia dizer qual  é mais miserável?&lt;br /&gt;O homem que nada pode dar...pois nada têm?&lt;br /&gt;O homem que conquista o destino de outro ser- e dele tenta&lt;br /&gt;em vão escapar?&lt;br /&gt;Ou aquele que vive feliz, em conformidade... porque tudo ignora de si?&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob a pele, entre as costelas de cada homem&lt;br /&gt;e cada mulher&lt;br /&gt;existe um pássaro que luta e quer poder voar&lt;br /&gt;Mas talvez tenhamos que acolhe-lo com cuidado,&lt;br /&gt;para que se fortaleça&lt;br /&gt;Talvez seja só abrir as janelas &lt;br /&gt;para que ele possa sair &lt;br /&gt;e o sol possa entrar,&lt;br /&gt;Mas se só entre grades puder&lt;br /&gt;sobreviver&lt;br /&gt;deixá-lo cantar entre as arvores&lt;br /&gt;e voltar quando quiser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3668262625082517329?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3668262625082517329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3668262625082517329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3668262625082517329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3668262625082517329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/10/parabola-passarinhada.html' title='Parábola Passarinhada...'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TMjaEYAFRMI/AAAAAAAAAQ0/HvY0wARATH8/s72-c/passarinhos1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-8956994682227663846</id><published>2010-10-26T19:58:00.000-07:00</published><updated>2010-10-26T20:00:42.720-07:00</updated><title type='text'>O Segredo da Rosa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TMeVzUvlBwI/AAAAAAAAAQk/XF6RsfViRw0/s1600/where+the+wild+roses+grow.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TMeVzUvlBwI/AAAAAAAAAQk/XF6RsfViRw0/s320/where+the+wild+roses+grow.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5532555376222078722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O nome de minha vó era Esperança, e eu sempre achei isso o mais bacana pois seu nome definia quase tudo de sua pessoa. No jogo defina esta pessoa em uma palavra, vovó facilitava as coisas.Mas não só...diziam que esta podia ser um tanto tola,com seu jeito assim sempre alegre e satisfeito de si, mas esta era notória mentira. Porque não interessava o que dissessem, era sempre muito procurada, por parentes, amigos e até desafetos, quase sempre em busca de conselhos.A temática variava muito: bichinhos de estimação, plantas, crianças, decoração, paisagismo, culinária, bordado, crochê e, quase sempre, os descaminhos do amor e outros que tais.A todos Esperança atendia com o mesmo carinho e paciência, e de sua casa ninguém nunca saiu pior do que entrou.É...vovó sabia das coisas, ou pelo menos, daquilo que era realmente importante saber naquele tempo.&lt;br /&gt;Acho que tudo começa assim: a vovó existiu em um tempo em que o importante mesmo era como tornar a vida das pessoas melhor, mais segura, mais calorosa e prazerosa.Hoje, depositamos toda a nossa esperança na política democrática e no Estado de direito e...bem, vivemos de modo bastante mais próspero do que na época dela. Usufruimos de mais igualdades, de mais direitos,mas parece que algo do objetivo se perdeu, não lhe parece? Pois é...&lt;br /&gt;Uma das memórias mais marcantes que eu guardo da infância é a do dia em que me ensinou a cultivar rosas. Transcrevo agora um diálogo assim, meio inventado, porque são falhas as memórias da gente. Especialmente as memórias de infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegando uma muda, e arrumando um torniquete.&lt;br /&gt;-...Nunca enterre parte do caule. Você pode plantar em qualquer tempo, em qualquer estação, mas é o que você sente no momento em que a deposita na terra que será determinante. Veja a D. Zélia, por exemplo. Não acerta uma! Todas as suas rosas mal vicejam, perdem as pétalas, e tu sabes por que?&lt;br /&gt;-...(fiz que não com a cabeça).&lt;br /&gt;-Porque esta sempre chorosa, sempre lacrimejando, cheia de doenças verdadeiras e falsas. Nunca se ouve dela um "bom dia" que seja sincero.&lt;br /&gt;-...(começo a rir).&lt;br /&gt;- Pronto! Aguar, daqui para frente, uma vez a cada 5 dias, talvez uma vez por semana, até que a lua aponte o crescente de novo. Daí, como vai estar mais chuvoso, a gente pode espaçar mais as regas.&lt;br /&gt;-E as podas?&lt;br /&gt;-Só ano que vêm. Agora vem me ajudar com esta saca, preciso preparar a terra para as outras.&lt;br /&gt;- O que é isso?&lt;br /&gt;- Argila. Pedras, restos de erva -daninha...&lt;br /&gt;- Mas por que?&lt;br /&gt;- Bem, este é "o segredo da rosa".&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- D. Tília mata suas rosas antes de nascer, porque sua terra é igual a nossa, negra, úmida, fofa, cheia de adubo, a rosa não suporta isso e morre sufocada.&lt;br /&gt;- Como assim, rosa não é flor de estufa?&lt;br /&gt;- É sim, mas...&lt;br /&gt;- Mas..&lt;br /&gt;- Quando ela sai da estufa e vem para o nosso jardim, ela no fundo quer muito pouca coisa. Lugar arejado e com bastante sol. E também, a aspereza da terra dos barrancos e pedregais.A agua da chuva é a melhor e Rosa não é flor exigente, não quer agua todo o dia, isso a afoga.Rosa morre de três coisas somente: sufocada, afogada e de tristeza. Sabes por que isso?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Porque a mais bela das flores, muito antigamente, só dava nos ermos e solidões. Nessa época ela tinha sementes e não tinha espinhos. Só que o Homem a descobriu e, se no início a achou muito linda, depois não se contentou e achou que poderia ser ainda mais perfeita.E foi mexendo, mexendo,como é que se diz? "Hibridizando" até que ela se revoltou e agora, quando sai da estufa, quer de volta tudo o que é seu. É assim como se ela dissesse: "sabes do que eu sinto mais falta, daquele tempo em que eu era livre, D. Esperança? Não é da companhia e não é das paisagens abertas e do silêncio noturno e das estrelas tão mais brilhantes, ainda não ofuscadas pela agressiva luminescência dos postes, nem do ar tão puro, nem da variedade de pássaros. O que eu sinto falta mesmo é do solo endurecido, da agua escassa, da força dos vendavais,e do desvario que tomava conta de mim a cada golpe, a cada enxurrada, a cada seca.Era o constante teste de minhas forças e da minha vitalidade sempre em desafio com a morte que me trouxe a fama de valente e até...de mágica! E hoje,que há menos desafios, minha armadura - nesse momento vovó pega minha mão e a faz alisar as folhas pontiagudas - é bem mais forte! Esta armadura  é só ressentimento, de não poder ser mais quem eu era..."&lt;br /&gt;-...(vovó silencia)&lt;br /&gt;-...(eu em silencio pensativo, e não sei quanto tempo se passa).&lt;br /&gt;- O segredo da rosa, minha neta, é que apesar da sua aparência frágil e delicada,de ser a inspiração de todos os poetas e o presente de todos os dias dos namorados, ela se ressente com nossos cuidados excessivos porque quer ser livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as vezes que planto rosas,lembro de seu conselho. As mais bonitas eu realmente não cuidei nada.As outras, com tanto esmero cultivadas, logo se perderam.Hoje, quando vejo alguma moça ou mulher com uma jóia em formato de rosa ou coisa assim, penso que algumas mulheres - e também alguns homens - que conheci, que no jardim ou na estufa jamais ficarão satisfeitos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-8956994682227663846?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/8956994682227663846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=8956994682227663846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8956994682227663846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8956994682227663846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/10/o-segredo-da-rosa.html' title='O Segredo da Rosa'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TMeVzUvlBwI/AAAAAAAAAQk/XF6RsfViRw0/s72-c/where+the+wild+roses+grow.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-7868543364480932670</id><published>2010-10-02T00:34:00.001-07:00</published><updated>2010-10-02T00:35:12.829-07:00</updated><title type='text'>Sawabona</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TKbgq_VD1KI/AAAAAAAAAQc/TPLL5VFXetw/s1600/sawabona.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 165px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TKbgq_VD1KI/AAAAAAAAAQc/TPLL5VFXetw/s320/sawabona.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523349022175384738" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cumprimento usado na África do Sul, quer dizer:&lt;br /&gt;"Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim"!&lt;br /&gt;Em resposta, as pessoas dizem Shikoba, que significa :&lt;br /&gt;"Então eu existo para você"!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-7868543364480932670?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/7868543364480932670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=7868543364480932670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/7868543364480932670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/7868543364480932670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/10/sawabona.html' title='Sawabona'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TKbgq_VD1KI/AAAAAAAAAQc/TPLL5VFXetw/s72-c/sawabona.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4307573614963454507</id><published>2010-10-02T00:12:00.000-07:00</published><updated>2010-10-05T20:59:34.925-07:00</updated><title type='text'>Teatro dos Anjos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TKbdr04EnMI/AAAAAAAAAQM/KAHdGgRU4yA/s1600/anjo_14.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 238px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TKbdr04EnMI/AAAAAAAAAQM/KAHdGgRU4yA/s320/anjo_14.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523345738014432450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem poderá entender esta minha carta de despedida?&lt;br /&gt;Saio para as ruas e paro&lt;br /&gt;em frente ao Velho Teatro&lt;br /&gt;que as heras terminarão por sufocar.&lt;br /&gt;Quando ele tombar,como uma velha árvore,&lt;br /&gt;então minha alma partida,que por ali flutua &lt;br /&gt;emitirá seu ultimo suspiro, sob as pedras&lt;br /&gt;de um outro tempo já desbotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, ainda posso entrar.&lt;br /&gt;O Teatro esta vazio e, no entanto&lt;br /&gt;Todas as cadeiras ocupadas.&lt;br /&gt;São silhuetas negras &lt;br /&gt;com as quais me medi,ainda ontem.&lt;br /&gt;Assim,aprendi a corrigir meu desalinho pela sombra.&lt;br /&gt;Principalmente á noite, onde é bom evitar os espelhos...&lt;br /&gt;Aqui e lá eu ouço farfalhar de asas&lt;br /&gt;as cadeiras só tem pertences&lt;br /&gt;(arcas e anéis, espadas ensangüentadas&lt;br /&gt;bilhetes ensandecidos)&lt;br /&gt;Eles não tocam o chão&lt;br /&gt;E eu permancerei próxima á entrada - &lt;br /&gt;que é também a saída - encostada no vão da escada&lt;br /&gt;(não é o lugar ao qual pertenço?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se abrem as cortinas e lá está ele&lt;br /&gt;O Anjo Cinzento com sua língua de chumbo.&lt;br /&gt;Veneno de Deus, vingaça do Sereno&lt;br /&gt;contra nossas asperezas quotidianas&lt;br /&gt;pois é a suavidade das pétalas que ele deseja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário muito simples, é apenas uma tela&lt;br /&gt;projeta-se uma fonte de pedra,repleta de terra, &lt;br /&gt;onde cintilam flores azuis muito, muito pequenas.&lt;br /&gt;De Frederic Chopin, Op.25.1, obsessiva eólica...&lt;br /&gt;Sinto o perfume das flores agonizantes na morte&lt;br /&gt;Tudo me traz uma impressão de remorso e abandono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no palco escuro, mais duas figuras,&lt;br /&gt;Mulheres de joelhos,chorando magoadas,&lt;br /&gt;(e eu sinto muito por não sentir pena)!&lt;br /&gt;Eu sinto muito...mas não sinto nada!&lt;br /&gt;Olham fixo para o que Ele tem em suas mãos&lt;br /&gt;o tornozeolo de um bebê na direita e&lt;br /&gt;na outra a espada.&lt;br /&gt;Parece ter os olhos vendados&lt;br /&gt;(deve ser um truque - eu penso!)&lt;br /&gt;Pois surge um sorriso fino a cada grito,&lt;br /&gt;enquanto gira sua espada, como um cata-vento&lt;br /&gt;de fogos de artifício. As faíscas dançam, a platéia delira...&lt;br /&gt;Se vê uma expressão que não sei dizer&lt;br /&gt;se é de ironia ou desprezo.&lt;br /&gt;Nas faces de um Anjo...isso me faz arrepios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finge que vai cortar a criança ao meio,&lt;br /&gt;fazê-la em pedaços.&lt;br /&gt;As mulheres desesperam,mas nenhuma cede&lt;br /&gt;e nem tem forças para evitar.&lt;br /&gt;e o bebê chora, berra,e...&lt;br /&gt;Ele para! Sorri,&lt;br /&gt;e tudo recomeça!&lt;br /&gt;A platéia explode em gargalhadas&lt;br /&gt;e meu sorriso é um grito represado entre os dentes!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4307573614963454507?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4307573614963454507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4307573614963454507' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4307573614963454507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4307573614963454507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/10/solitude.html' title='Teatro dos Anjos.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TKbdr04EnMI/AAAAAAAAAQM/KAHdGgRU4yA/s72-c/anjo_14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-828598848157717689</id><published>2010-09-28T17:09:00.000-07:00</published><updated>2010-10-02T00:27:11.296-07:00</updated><title type='text'>Imagine que...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TKbewMEuzhI/AAAAAAAAAQU/YSUHU9TGwB0/s1600/bosque-florido.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 230px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TKbewMEuzhI/AAAAAAAAAQU/YSUHU9TGwB0/s320/bosque-florido.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523346912472649234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;você esta andando por um caminho. Feche os olhos. Entre na cena.  Sinta o caminho, a brisa no cabelo, o cheiro de mato, o som dos seus passos... como são? Ressoam na areia? No barro? Há um caminho de pedrinhas? Que tipo de caminho perfazem? Um caminho acidentado, cheio de pedras e obstáculos, onde grandes se pode avistar grandes montanhas? É um caminho estreito ou amplo? Um cipoal, ou uma trilha aberta?  Você consegue sentir o calor do sol,  ou é um dia nublado? O que você carrega consigo?&lt;br /&gt;Preste atenção á vegetação. É um bosque, cheio de árvores. Como elas são? Grandes, fortes e enraizadas, na flor da idade? Evidentemente centenárias, vergando sob o peso do tempo, cobertas de parasitas? Muito novas, quase brotos? Frutíferas e floridas? Ou é uma mata fechada, recoberta com cipós? O que sente ao vê-las? Tente individualizá-las. Sente algo especial por alguma...? Tente estabelecer alguma conexão, irradiar-lhes alguma traqüilidade, algum carinho, amor até se conseguir. Por quê?  Porque você vai entrar cada vez mais fundo neste bosque, e elas estarão presentes em praticamente todo o caminho... Depois siga em frente. Cuidado! Preste atenção onde pisa!&lt;br /&gt;Um pouco mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;para dentro, &lt;/span&gt; você verá um pequeno curso d'água. Pode ser uma cachoeira ou um delicado olho d'água, ou ainda um riacho, isso não importa. O importante é que você se concentre para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vê-lo bem&lt;/span&gt;. Aproveite para encher o cantil. Agora um animal se aproxima de você... que animal é este? É doméstico ou selvagem? Preste atenção como acontece, como se desenvolve esta relação. Ele lhe ataca? Ele busca chamar sua atenção?Ele é mansinho e vem se medos, em busca de seu carinho? Seja o que for, toque-o com cuidado. Sempre pode revidar e  lhe machucar, nem que seja uma pulga- e provavelmente você não pensou numa pulga! Depois, se conseguir interagir com ele, resista a tentação de permanecer com este animal. Não tente agarrá-lo ou correr atrás dele se fugir. É inútil. Mas por outro lado, se ele o quiser  acompanhar, deixe-o vir. Prossiga. Pense no seu grau de dificuldade. Resista ao cansasso também - se o sentir - e continue. Para frente é o caminho.&lt;br /&gt;Agora pare.&lt;br /&gt;Você encontrou uma chave. Uma bela chave antiga como as das gravuras do Dave Mc Keen? Não conhece Dave...? Deixa para lá. Uma chave pequena e nova, brilhante? O que você faz com ela? Guarda-a?  Solta-a? Por quê? Pense no melhor a fazer, e quando conseguir tomar uma decisão, prossiga.&lt;br /&gt;Preste atenção ao que pensa enquanto caminha. Olhe para frente e perceba que lá na frente se abrirá uma clareira. E no centro da clareira uma casa. Me pergunto se você guardou a chave... vai precisar dela agora.&lt;br /&gt;Não se preocupe em entrar, a casa é sua. Tão sua que, seja qual for o jeito que você deu para entrar caso não tenha trazido a chave, que vou pedir para que me conte minunciosamente o que tem dentro da casa.&lt;br /&gt;O que você vê quando entra? Como se sente?Qual a sua primeira atitude? Para a maioria das pessoas é realmente difícil não permanecer nela, mas comece a reunir forças para seguir em frente.&lt;br /&gt;Mas algumas se sentem desconfortáveis nela...seja qual for o seu caso, comece a reunir forças para sair e prosseguir caminho, Você terá que andar ainda mais um pouco...ou muito.Siga andando...&lt;br /&gt;Até encontrar um muro. Fale deste muro para mim. Alto, de difícil escalada? Baixo, divisando claramente o que vem a seguir? Velho em em ruínas, você tem medo que desmorone? Novo e brilhante, quase incongruente de se encontrar em meio a uma floresta? Dê um jeito de chegar ao outro lado do muro e conte-me com detalhes. Você esta agora completamente no controle. O que você vê? O que você sente? Como se sente? Há uma floresta? Há um caminho? Há animais, ou casas?&lt;br /&gt;Pode voltar ao início agora e pensar em cada uma de suas respostas. Eu lhe contei a história da sua vida. Da sua morte. E mais além...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-828598848157717689?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/828598848157717689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=828598848157717689' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/828598848157717689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/828598848157717689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/09/imagine-que.html' title='Imagine que...'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TKbewMEuzhI/AAAAAAAAAQU/YSUHU9TGwB0/s72-c/bosque-florido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-1978556608244098119</id><published>2010-09-27T01:39:00.000-07:00</published><updated>2010-10-06T08:08:30.707-07:00</updated><title type='text'>A Cigarra e a Formiga (uma fábula reinventada).</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TKBc6ZoFA2I/AAAAAAAAAP8/yKIN5IbqvyE/s1600/Sonia+Amaral+Castro.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TKBc6ZoFA2I/AAAAAAAAAP8/yKIN5IbqvyE/s320/Sonia+Amaral+Castro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5521515301537383266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem de Sonia Amaral Castro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Ninguém a chamará de Cigarra antes que tenha saído de seu confortável estado de ninfa. Quero dizer, relativamente confortável.&lt;br /&gt;Muitos anos se passarão em Claustro profundo, sob camadas de veludo negro, quente, úmido e perfumado, confundida com a Grande Nutriz. Enredada na fina capilaridade de alguma raiz, morde a pele que jorra a seiva branca, acridoce e vital aos sentidos mais que lúcidos da pequenina, sempre ávida de novas cadências para o próprio prazer. Acima da terra, as folhas reverdecem, suspiram e estremecem de prazer, pois o prazer vegetal é sacrifício e doação - nada a ver com o prazer animal.&lt;br /&gt;  Pareceria naquele instante fácil e confortável para muitos, talvez outros vegetais achassem relativamente simples, mas a verdade é que a vida de uma ninfa é intensa, vibrante e enérgica demais para ser suportável em poucos dias por qualquer outra espécie.E ela poderá permanecer ali por anos, numa escala de 2 até 17 anos. É praticamente o que um ser humano leva para completar sua escolarização. Embora muito semelhante á um bebê no seio da mãe, sua vida interior de crisálida é mais parecida com a de um soldado espartano em treinamento, onde a mente é só mais um entre outros sentidos, quase iguais em importância. A busca pela razão disto, e por segundos de paz inalcançável,será determinante no tempo de duração de sua formação. Ninguém consegue imaginar como é "pensar" com o olfato, o tato, a audição e o paladar em sincronia perfeita. Nada parecido com um estar adormecida no fundo da terra. Não há "inconsciente". Não há sonhos.&lt;br /&gt;  É a busca por essa coerência entre os sentidos se afirma como surgimento de uma consciência. Surge como um clarão, um rasgo, uma luz dolorida e onipresente com a qual terá que conviver pra sempre à partir de então. Esta consciência primeva, estranhamente, será coletiva e estará profundamente enraizada no conhecimento da história de sua espécie. Uma das primeiras "vozes" que escuta e experimenta lhe diz que, diferente de muitas outras "familias", ela nascerá com uma "missão" específica. Praticamente todas as outras terão que construir para si um destino. A beleza desta "missão" adquire para ela dimensões coloridas,aromáticas e saborosas demais para que ela realmente questione ou procure alternativas. A consciência de uma cigarra será sempre ludibriada pelos sentidos, e isso é bom,justo e belo.&lt;br /&gt;  Mas apesar disto, a Cigarra, que é  símbolo máximo do Artístico no mundo humano, tem na verdade uma concepção de Vida muito mais parecida com a de um militar.&lt;br /&gt;Por exemplo, ela entende que toda a sua vida e até mesmo a criação no Planeta Terra dependem de seu esforço em, num determinado momento, quando ela estiver "pronta" libertar-se para o mundo soltando sua voz em um si sustenido, ultrassom e contínuo. Esta nota petulante traçara um finíssimo fio, que se prederá ao de outras cigarras que, nos verões do mundo inteiro, cantam a alegria de viver. Ela já sabe que metade das cigarras já traçou sua finíssima teia e aguarda agora pelo trabalho da outra metade. Ela apenas sente que seu papel,embora minúsculo se comparada "a teia geral" é imprescindível. Isso tudo parece uma grande brincadeira, mas é muito sério. Nenhum fio, nenhuma ponta de voz pode estar solta, pois são estes fios invisíveis quem mantém preso e firme aquilo que de modo algum pode se desagregar, esgarçar e destruir. São a Teia da Vida. Eles mantém unidas as partículas subatômicas que são o tecido de nossas paisagens. Não fosse por essa afirmação máxima e intensa de alegria a repertir-se em cada estação, a entropia natural seria a única Lei. E nada existiria.&lt;br /&gt;  Ao soltar seu fio, outras cigarras serão para ela atraídas. É a hora da Dança do Amor, onde encontrará A Ùnica e Perfeita. Que cantará como ela, mas em um tom mais baixo e pronfundo, tecendo a cama sonora de sua sinfonia. Elas se unirão e...será Belo. Justo. Bom.Esta mesma sinfonia será o alento dos ovinhos- bebês que surgirão á partir deste dia, embora eles nunca venham a conhecer os pais.Esta é a ultima mensagem de amor á espécie. &lt;br /&gt;  Esta estranha compreenssão tão radical da existência eleva ao máximo seus níveis de ansiedade.Porém, nada se pode fazer antes do "tempo certo". Pouca coisa se sabe antes disso.Chegado "o momento" saberia que teria apenas dois dias para romper nova crisálida. Tecer o fio da vida. Encontrar na brevidade de um instante  - talvez poucos segundos - o Amor. E morrer com a sensação de outras tantas gerações de cigarras que a antecederam. Não haveriam pré-testes, ensaios ou estágios. O ultimo suspiro deveria ser "dever cumprido" ou o silêncio esmagador que antecede o fim de uma linhagem. A terra em suas costas seria fria neste caso.&lt;br /&gt;  Ela intui de alguma forma que apenas mais duas ou três espécies se encarregam da mesma tarefa, e se esforçam em criar redes de segurança quase tão perfeitas quanto as delas mesmas, as cigarras. Mas estas espécies vêm rareando, enfrentando muitos problemas para a reprodução e diminuídas em seu número ano após ano. Isso vêm pressionando as cigarras á um perfeccionismo histérico nos ultimos 50 anos. Tudo isso é o que acontece, pelo menos do ponto de vista da cigarra.&lt;br /&gt;E como o que se apresenta de modo muito simples, também é irrisório seu pagamento.  Três promessas lhe serão feitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)Voar&lt;br /&gt;2)Cantar.&lt;br /&gt;3)Amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Há muito silêncio para a indagação: e depois? O silêncio traz o medo. E aos poucos ela percebe a inconveniência, frieza e amargura deste silêncio no fundo da terra, presa á casca da raiz do Salgueiro que não tem resposta e, ao fim, não questionará mais. Sentirá leves espasmos na consciência, algo como uma pulsação muito forte para ser ignorada, mas muito vaga para ser definida. Ela empurra sua consciência para um outro extremo, num pêndulo que lhe garante que permanecerá com a doçura traqüilizadora das promessas.E ao fim, pressente o aumento dramático de temperatura, e os perfumes que lhe cercam passam a adquirir tons histriônicos. É chegado o momento. Terá de partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veremos agora como tudo se passou para a nossa Cigarra em específico...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Quando rompe a primeira casca espera encontrar maravilhas, mas percebe apenas que terá que ainda que esperar um pouco. A escuridão da terra a invade por todos os lados.Então ela cava um túnel na ânsia de respirar, e chega á superfície com evidente orgulho. Para para descansar um pouco e, ainda cega, escala a grande parede que é o tronco da arvore. E quando chega á metade desta, ofegante e exultante ao mesmo tempo, para para contemplar pela primeira vez a paisagem que a envolverá por mais um ano pelo menos. Ela sorri como um alpinista no topo do Everest. A primeira etapa da missão foi cumprida com sucesso.&lt;br /&gt;Ela espera por outra "ordem" enquanto se prende a casca do salgueiro, e aproveita para ver seu novo lar. Os olhos custam a adaptar-se á luminosidade.Seus sentidos parecem enlouquecer, tantos são os estímulos, e esta adaptação é lenta, muito lenta. Aos poucos a paisagem vai se descortinando mais exata, e embora aos nossos olhos fosse apenas um mangue com suas aguas doces e marrons e seus pássaros tão tristes, para nossa Cigarra a paisagem se descortina em maravilhas de universos infinitos. Cada arvore e cada flor, cada larva e cada pássaro e até os incontáveis matizes do céu são para ela uma alegria renovada. Há murmúrios e canções, irrompidas por trinados de matizes muito refrescantes. Há movimentos harmônicos e dançarinos da vida se perpetuando sob o leito das águas.Há calor e luz irradiando por toda a parte.&lt;br /&gt;Os dias se passam, as folhas nas arvores caem, a luminosidade do dia se vai encurtando e as noites vão se tornando cada vez mais frias. A Cigarra percebe que algo esta errado, mas culpa a si mesma. "É a ansiedade" - pensa. Pensa e esquece, sorrindo para si mesma de sua própria tolice. E segue esquecendo cada vez mais quanto maiores são as noites, encantando-se com a beleza das estrelas e seu tilintar suave nas amenas trevas de sua existência neste mundo - do-lado-de-fora.&lt;br /&gt;  E apesar de todo o treinamento, toda a orientação e disciplina, nossa Cigarra parece indecisa no momento de romper a pele, apesar da comichão já ter se tornado insuportável.Algo como a melancolia a toma de assalto. Porém, é o instinto, o chamado em voz clara e altissonante, que a convence a deixar todo o exoesqueleto, essa parte tão importante de si mesma, quase como uma pele com todas as suas lembranças para trás.&lt;br /&gt;  Num esforço de valentia, segue o ímpeto e salta para o ar. Dispara numa atitude mais que honrada seu canto, que é ao mesmo tempo um grito de guerra,um lamento profundo por aquilo que deixou para trás e um chamado de loucura e paixão. Nossa Cigarra sabe-se atraente agora, ouve seu próprio canto e ele é perfeito, é o que imaginou que deveria ser, e seu coração novamente se enche de um orgulho e vaidades sadias e benfazejas - afinal, por que não?&lt;br /&gt;  Mas nesse dia tão cinza, alguém mais canta, e bem mais alto. Nossa cigarra é rapidamente apanhada por uma rajada de vento, que uiva em sua convicção selvagem e bravia de tudo  arrebatar e destruir. Ela persiste em seu canto, mas o vento não pode compreendê-la. Seus olhos se fecham enquanto vê seu fio pequeno, frágil, solitário, á procura de outros fios enevoando-se pelo céus crispado de raios, assustador.E apesar da dor ela insiste em vibrar suas membranas com toda a força, numa vã expectativa de assustar o vento aterrador e recuperar o que esta irremediavelmente perdido.&lt;br /&gt;  Pois nossa cigarra imagina-se imprecindível, como poderia saber da enormidade daquela substância incorpórea e invísível que a agarrava agora com tanta força sob seus punhos cerrados? E como que uma resposta a sua forte convicção, a ventania diminui. É quando  começa a chuva. Pingos grossos e pesados como projéteis de chumbo explodem por toda a parte. A nossa cigarra agonizante esta em tal estado que já perdeu o sentido de dor. Esta anestesiada, caída em um jardim morto parece só haver espinhos, pinheiros e os restos da ultima floração das flores de maio. Faz um esforço para arrastar suas patas molhadas e asas quebradas até as pétalas mortiças e apodrecidas, que ficam próximas a algo que parece ser um abrigo. Este é um esforço que esta muito além das suas forças, mas ela não sabe disso. Percebe que as poucas lembranças que possui daquilo que deveria ter sido são imagens e sons e sabores e texturas de flores macias e multicores em tardes quentes e ensolaradas. Nada a preparou para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;isto&lt;/span&gt;.Ela se arrasta enquanto as gostas caem cada vez mais pesadas e dolorosas, esmagando partes importantes e vitais deste seu corpo - que será o ultimo. Mas ela segue em frente, deixando para trás uma trilha linfática.  A dor explode com força em sua pequena cabeça enquanto ela vibra as membranas em seu abdomem com coragem, naquilo que será definido como um Canto de Morte por suas irmãs que vierem a nascer. Se confunde com ódio, indignação, desespero e até loucura, mas que é só tristeza, tristeza e tristeza...&lt;br /&gt;  O refrão deste canto desesperado diz - "Não compreendo..." É quando a força lhe falta e um finíssimo fio de luz se rompe e cai suave com um estrondo de trovão para os sensíveis ouvidos da cigarra.&lt;br /&gt;Quando sobrevêm o alívio e uma imagem do que podería ter sido, com a força de uma Revelação, ela dá seu ultimo estremecimento: "ouço flores adormecidas perfumando e aquecendo esta terra..." Pode ser a tradução mais aproximada possível do ultimo verso da canção, este suspiro. E foi neste exato momento, quando os ouvidos mais acurados de um sapo gordo que por ali se abrigava puderam ouvir o romper de uma casca que tomba agora vazia, seguida de uma sutilíssima luminosidade, a de uma pequenina estrela que se abraça à imensidão, que a nossa Cigarra abandonou a história deste mundo.&lt;br /&gt;  E depois nada. Em silêncio segue a noite, vem de mansinho a madrugada e a manhã ensolarada (e muito fria) toma de assalto ainda que sob os véus de uma alta cerração.&lt;br /&gt;O dia começa para as formigas silentes de seu dever necrófilo e carregam o corpo de nossa cigarra para o ninho, onde a devorarão sem maiores cerimônias nem interesse especial,pedacinho por pedacinho, mastigando-a devagar e burocraticamente, para economizar.Cheias de si. E de ódio. E inveja. Torporizados que são seus sentidos para qualquer outra coisa que não seus gostos vulgares e sua existência mesquinha e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;segura&lt;/span&gt; perguntam-se pedaço á pedaço - "Por que ela...?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da História:&lt;br /&gt;1)A cigarra nunca deveria ser julgada do ponto de vista da formiga. A formiga não tem senso de nobreza. Geralmente nem sabe do que se trata.&lt;br /&gt;2)O fio frágil e tênue da vida é uma das maiores e mais incompreensíveis forças da natureza, mas sua tessitura pode estar naquilo que nos parecer mais insignificante. Devemos respeitar o que não compreendemos.&lt;br /&gt;3)Nunca deixar que uma formiga invejosa nos devore com vida. Para isso, em tudo o que fizermos devemos empregar toda a força disponível. Quem se alimenta de restos e cascas vazias, com eles deve se contentar. Devemos ser fortes e valorosos como as cigarras.&lt;br /&gt;3)Paremos para cantar e celebrar a Primavera que é o que nos resta nesse mundo em que até as estações vêm-nos sendo solapadas, e já não sabemos mais como nem quando serão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-1978556608244098119?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/1978556608244098119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=1978556608244098119' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1978556608244098119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1978556608244098119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/09/cigarra-e-formiga-uma-fabula.html' title='A Cigarra e a Formiga (uma fábula reinventada).'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TKBc6ZoFA2I/AAAAAAAAAP8/yKIN5IbqvyE/s72-c/Sonia+Amaral+Castro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3148864812833426033</id><published>2010-08-30T20:50:00.000-07:00</published><updated>2010-08-31T20:51:07.132-07:00</updated><title type='text'>Um novo velho tempo...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/THx9__uAPiI/AAAAAAAAAPs/RXVVho026io/s1600/escola-eb1-gralheira.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 226px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/THx9__uAPiI/AAAAAAAAAPs/RXVVho026io/s320/escola-eb1-gralheira.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511418582384262690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;São oito horas da manhã e meus olhos se ressentem, como se eu mesma tivesse emergido de uma duna de areia.Mexo o pescoço com suavidade para trazer meus cabelos para o lado,enquanto com um sorriso, dou bom dia aos meus alunos.Há pouco nem usava esta palavra, reforça a ilusão de que de mim a luz emana e eles apenas a recebem ou rejeitam. Mas virou hábito.Não são meus. Não são alunos.Não sou um luminar e no mais das vezes eles é que iluminam meu dia. Percebo que um zilhão de pontinhos coloridos escapam do aroma de cabelos há pouco lavados em mais um dia começa.Hora da chamada.Não reconheço a menina no fundo da sala."-Deve ser aluna nova".Ao fim da pequena lista, espero ainda uns 3 segundos antes de perguntar, apontando para a ultima carteira da segunda fila - direita para a esquerda:&lt;br /&gt;- "E qual o nome da aluna nova?"&lt;br /&gt;Gabriela responde incisiva: &lt;br /&gt;-"A professora enlouqueceu? Eu estou aqui desde o início do ano..."&lt;br /&gt;Nem espera qualquer resposta. Se levanta, abrupta e vem pra conferir se registrei a presença. &lt;br /&gt;-"Aqui esta ela"- respondo com certa intransigência. Ela me olha desconfiada enquanto pergunto para mim mesma: "-Mas como?"&lt;br /&gt;Levanto, calma e lentamente. Eu vejo, mas será que só eu...? Prossigo. Visão histórica das religiões ocidentais e orientais. A primeira prossigo - ainda linear.Como todas as religiões monoteístas.E como a minha aula, cronometrada em marcação simétrica,pá-pa-PÁ COMEÇO, tátá-tá MEIO paTÁpata-paTÁ FIM. E assim sucessivamente. A menina continua lá e me observa com olhos capazes de engolir uma professora, com quadro branco e tudo.Sem ser no entanto, ameaçadora,parece até um tanto tímida por detrás de óculos metálicos e um sorriso metálico subtraído em um rosto tão pequeno para um corpo assim muito grande.Não são apenas o sorriso, mas as pernas que seguem assim encolhidas (apertadas) no desajeitamento de uma altura que ainda não aquietou, como seus lábios não tão finos mas que se contraem com facilidade, como se prendesse entre eles um projétil que não ousaria disparar.Há algo nela, em sua postura e em seus modos que me incomodam profundamente.Não são seus olhos tão inquisidores pois estes são faróis para minha fala, se acendem e se calam pontuando os avanços e recuos de minha nau. Eu faço ranger seu leme partido no desejo de algum alvoroço, alguma dúvida ou inquietação, o fremir das vagas caóticas que logo conquisto.Visão histórica circular. Fazem-se ouvir, em enxurrada uma cachoeira de dúvidas e indignações, um turbilhão no qual me deixo submergir. "Como uma coisa pode nunca ter tido começo?" "Como não teria fim?" "Como poderia voltar-se sobre si mesmo, o Tempo?"&lt;br /&gt;"-E quem será esta menina, aparelho nos dentes, óculos fundo-de-garrafa,cabelos crespos,tez negra-e-pálida,olhar inquisidor e que para cúmulo, recusa-se a incluir-se na chamada e dizer seu nome!?" Cuido para não fixá-la demais,faço com que meus olhos dêem rasantes na superfície de um pequeno lago de cabecinhas, enquanto tento responder dúvidas e inquietações com uma certeza que tomo emprestado e devolvo aos autores sem muita hesitação - o que é outro erro, é claro!Desculpem-me senhores, mas...&lt;br /&gt;Reflito o que penso como numa superfície espelhada, uma anotação vacilante no quadro branco,mas só quando bate o sinal tomo coragem de admitir crer no que ainda vejo. Em um último olhar de relance, ela devolve e me acena em resposta.&lt;br /&gt;E eu soube que, naquele dia,dei aula para mim mesma, só que há muito, muito tempo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3148864812833426033?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3148864812833426033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3148864812833426033' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3148864812833426033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3148864812833426033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/08/um-novo-velho-tempo.html' title='Um novo velho tempo...'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/THx9__uAPiI/AAAAAAAAAPs/RXVVho026io/s72-c/escola-eb1-gralheira.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4667686953275393213</id><published>2010-08-30T20:38:00.000-07:00</published><updated>2010-08-30T20:41:07.894-07:00</updated><title type='text'>Imagine que...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/THx5tBNZsPI/AAAAAAAAAPk/BSkWeu1fBX0/s1600/diamamnteee150.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 150px; height: 113px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/THx5tBNZsPI/AAAAAAAAAPk/BSkWeu1fBX0/s320/diamamnteee150.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511413858320363762" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você caminha pelas ruas movimentadas da cidade, foninho no ouvido e balinha de lembrança derretendo açúcar embaixo da língua tão sensível, olhando para cima enquanto arrasta a bainha e o quotidiano sempre lamacento quando... Tropeça no que parecia ser grande e pesado mas é uma pequena caixinha enrolada em papel celofane. "Urânio?" - Você pensa. Mas o que será que o faz levar tal coisa assim tão suspeita para casa, senão mórbida curiosidade? Desembrulha com todo o cuidado o celofane e descobre contra a luz que era vermelho. Mas a cor do azul que havia embaixo o confundiu. Desembrulha novamente com redobrada atenção.Amarelo. Desembrulha.Rosa. De novo.Roxo. Mais uma vez, só que apressado. Verde. Laranja.E desta vez era mesmo violeta. No ultimo você já esta rasgando com os dentes mesmo, embora fino e transparente o suficiente para entrever a pequena caixinha preta.Abre.Pedra brilhante .Será...? Levanta a espuma preta e a etiqueta confirma. "Amor eterno...diamente...Sr.Fulano de Tal..."&lt;br /&gt;Sim, há pouco eram as cinzas de algum bom marido,pai de familia,grande amante...&lt;br /&gt;Eterno, mas que se perdeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4667686953275393213?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4667686953275393213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4667686953275393213' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4667686953275393213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4667686953275393213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/08/imagine-que.html' title='Imagine que...'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/THx5tBNZsPI/AAAAAAAAAPk/BSkWeu1fBX0/s72-c/diamamnteee150.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4063015981393942387</id><published>2010-08-30T20:25:00.000-07:00</published><updated>2010-08-31T16:54:04.788-07:00</updated><title type='text'>Canção para Yemanjá.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/THx3rbffpDI/AAAAAAAAAPc/JkTDFoMurDM/s1600/bahia-iemanja.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 270px; height: 219px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/THx3rbffpDI/AAAAAAAAAPc/JkTDFoMurDM/s320/bahia-iemanja.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5511411631992579122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei com a pulseira de ouro&lt;br /&gt;no mar, e lá se perdeu&lt;br /&gt;Devolve Senhora, minha pulseira&lt;br /&gt;Devolve foi meu pai quem me deu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei com a corrente de prata&lt;br /&gt;no mar...no pescoço...sumiu&lt;br /&gt;a onda que veio puxou&lt;br /&gt;no fundo afundou e caiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devolve senhora, meu colar&lt;br /&gt;Devolve, minha mãe que me deu&lt;br /&gt;Devolve, eu não posso lhe dar&lt;br /&gt;Devolve, por favor que isso é meu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei com o anel de cobre&lt;br /&gt;no mar, e lá ele se perdeu&lt;br /&gt;Devolve senhora meu anel&lt;br /&gt;Devolve,foi meu amor quem me deu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que morreu meu amor&lt;br /&gt;Fui lá e plantei a roseira&lt;br /&gt;Floresceu assim minha dor&lt;br /&gt;No espinho da derrota primeira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim que colhi com ternura&lt;br /&gt;A flor da tristeza inocente&lt;br /&gt;Levei para a beira do mar&lt;br /&gt;A senhora quer de presente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A onda que foi...mas voltou&lt;br /&gt;A flor que afundou...mas boiou&lt;br /&gt;A rosa que Yemanjá não quis&lt;br /&gt;E eu dei, na areia ficou...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4063015981393942387?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4063015981393942387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4063015981393942387' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4063015981393942387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4063015981393942387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/08/cancao-para-yemanja.html' title='Canção para Yemanjá.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/THx3rbffpDI/AAAAAAAAAPc/JkTDFoMurDM/s72-c/bahia-iemanja.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4422664907141355530</id><published>2010-07-11T21:44:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T11:13:33.808-07:00</updated><title type='text'>Desperto!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TDqkkwKiTVI/AAAAAAAAAOw/4zqLlBIPmzA/s1600/Devaneio.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 202px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TDqkkwKiTVI/AAAAAAAAAOw/4zqLlBIPmzA/s320/Devaneio.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5492883646843080018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"O que vemos, o que somos&lt;br /&gt;parecem-nos sonhos&lt;br /&gt;dentro de sonhos"&lt;br /&gt;Anônimo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luminosidaade indecisa do ocaso da madrugada confundem as sombras e minha visão.É meu quarto, eu sei mas não consigo reconhecer os passos na escada nem a silhueta que surge à porta.Ele? Ela? Eles? Um e três cabeças? O que será que vêm e me ataca, dedos compridos e negra cabeleira?Reagirei, com toda a força que sei ser insuficiente. Ele ou eles? Indefinível e imenso. Morderei com toda a força até sentir o sangue...a marca da minha mandíbula...esta muito maior! Enterrei com facilidade até sentir os caninos se chocarem e arranquei quase 300 gramas de carne quente do ombro? Sinto prazer ao repuxar dos nervos. E essas cicatrizes...era apenas para empurrar seu rosto para longe. Mas parece que quem ataca agora tem presas fortes, imensas garras.Nesta face antes tão múltipla e agora clara, me parecem exagerados os estigmas da luta. Meu ponto de vista se &lt;span style="font-style:italic;"&gt;desloca&lt;/span&gt;.E percebo que sou eu o lobo imenso que devora...&lt;br /&gt;Desperto com alívio, no meu quarto iluminado pelo sol. Mas não reconheço as cortinas brancas e esvoaçantes, nem a paisagem que se descortina na janela. Faltam algumas coisas.Tão vazio, claro demais...este é um quarto de hospital? Ao longe, vejo um bebê que se afoga na margem.E esta tão raso! Não há ninguém para ajudá-lo só eu posso.E estou correndo, ofegando, meus músculos se ressentem com o esforço...inútil! Minhas pernas se enterram na areia até os joelhos, eu tento mas não consigo sair do lugar. Quando tento me erguer, parece que faltam as forças, é como cair sem tropeçar e se enterrar mais e mais... O bebê parece engasgar nas ondas,não chora mais, aquiesce, fica roxo e eu quase choro de raiva, impotência e pena.As lágrimas escorrem quentes pelo meu rosto. Penso: sou mesmo uma fraca. Mas que droga! Quero gritar mas parece que sou eu quem não consegue mais respirar.&lt;br /&gt;Então desperto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4422664907141355530?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4422664907141355530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4422664907141355530' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4422664907141355530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4422664907141355530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/07/desperto.html' title='Desperto!'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TDqkkwKiTVI/AAAAAAAAAOw/4zqLlBIPmzA/s72-c/Devaneio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-2513646974741218596</id><published>2010-06-27T21:09:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T10:55:35.906-07:00</updated><title type='text'>Taliesyn - O Bar Melhor Amigo!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TCgzWrTj0TI/AAAAAAAAAOo/GoFBAse1ZrE/s1600/merlin_doador.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 251px; height: 307px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TCgzWrTj0TI/AAAAAAAAAOo/GoFBAse1ZrE/s320/merlin_doador.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487692610625851698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A semana termina e eu vou saltando, &lt;br /&gt;por entre notas e pedras enlameadas&lt;br /&gt;Um sátiro sorri em cumprimento&lt;br /&gt;E anota meu nome,num reconhecimento...&lt;br /&gt;minhas dores e cansaços e ambições&lt;br /&gt;deixo cair pelas frestas &lt;br /&gt;da velha escada escura perigosamente &lt;br /&gt;viesada e envernisada&lt;br /&gt;que range sob meus pés - talvez outras mágoas, talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escuridão uterina do velho carvalho&lt;br /&gt;É a escuridão que me invade no amoroso sobrado&lt;br /&gt;Como um lar que não me pesasse ou&lt;br /&gt;um instante que pudesse ser roubado do tempo&lt;br /&gt;e um tempo que se pusesse a abraçá-lo,&lt;br /&gt;desdobrado em carícias a percorrer seu corpo &lt;br /&gt;como um rithmi'n and blues, &lt;br /&gt;e é com alívio que sorrio para o sátiro (o mesmo?)&lt;br /&gt;que serve a cerveja honesta, a alegria sincera,&lt;br /&gt;e talvez algum esquecimento &lt;br /&gt;que se passem as horas!&lt;br /&gt;Eu já posso deixar cair para o lado&lt;br /&gt;esta minha bolsa bolsa tão carregada&lt;br /&gt;De divisas e consagrações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você deve saber do Talyesin&lt;br /&gt;É que se nem tudo que pode se consumir&lt;br /&gt;esta no cardápio&lt;br /&gt;Nem tudo o que se promete irá se consumar&lt;br /&gt;Mas não perca a oportunidade&lt;br /&gt;Sorrisos involuntários á pequenos&lt;br /&gt;detalhes, pequenas imagens e signos&lt;br /&gt;que encontrar.&lt;br /&gt;Os sonhos traídos de outras décadas&lt;br /&gt;Eles também estão lá!&lt;br /&gt;Preste atenção na música &lt;br /&gt;Emoções estridentes&lt;br /&gt;sorvidas á goles lentos&lt;br /&gt;compassados e quentes.&lt;br /&gt;Pare. Pense. Responda.&lt;br /&gt;É mesmo um mal ser assim tão ingênuo?&lt;br /&gt;Um dia volte para me responder...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como em toda a estalagem, toda a taverna&lt;br /&gt;Desde o início dos tempos, há para os adultos&lt;br /&gt;Sortidos divertimentos&lt;br /&gt;Enquanto transitam e transidam, efêmeros&lt;br /&gt;semideuses nórdicos, êfebos suculentos,&lt;br /&gt;E também ninfas sexys e musas satânicas - para quem gosta...&lt;br /&gt;Mas lembre-se, são lendários.&lt;br /&gt;Virarão poeira ao sol...&lt;br /&gt;Você poderá ir quando quiser&lt;br /&gt;Fará novos amigos, reverá antigos&lt;br /&gt;E "aquele assunto" mal ou bem vai se resolver&lt;br /&gt;Onde esta o sátiro que não vem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É também o melhor lugar para se &lt;br /&gt;Abandonar, como uma criança no colo do Sábio&lt;br /&gt;Descobrir um tesouro escondido na prateleira &lt;br /&gt;Escrever algum poêma-bêbado&lt;br /&gt;Dançar sozinha, em algum canto discreto&lt;br /&gt;poderia fazer o mesmo, bem perto do palco&lt;br /&gt;Em outro lugar talvez não entendessem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que uma voz se esconde atrás &lt;br /&gt;de velhos cartazes e antigas evocações&lt;br /&gt;E que eu poderia aprender&lt;br /&gt;de como ser tão só e ter as chaves&lt;br /&gt;dos corações mais insinceros&lt;br /&gt;Ter na palma da mão sete destinos&lt;br /&gt;Escolher entre sete desejos&lt;br /&gt;poderia ainda roubar alguns sigilos&lt;br /&gt;descortinar os véus de algum mistério&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era só prestar a atenção&lt;br /&gt;Conversar com O Livro&lt;br /&gt;Mergulhar no caldeirão&lt;br /&gt;E assim se passam os anos, &lt;br /&gt;O Velho Druida sorri: &lt;br /&gt;"que bom, você por aqui..."&lt;br /&gt;e lá vem o Sátiro (ou são dois?)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia mas...não quero!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-2513646974741218596?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/2513646974741218596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=2513646974741218596' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2513646974741218596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2513646974741218596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/06/taliesyn-o-bar-melhor-amigo.html' title='Taliesyn - O Bar Melhor Amigo!'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TCgzWrTj0TI/AAAAAAAAAOo/GoFBAse1ZrE/s72-c/merlin_doador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4228474356141297677</id><published>2010-06-27T20:46:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T21:08:27.457-07:00</updated><title type='text'>O Conto Esquecido de Sherazade.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TCgeR8sF5YI/AAAAAAAAAOg/t2zDvEAbtKk/s1600/Sherazade+tropicana.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 298px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TCgeR8sF5YI/AAAAAAAAAOg/t2zDvEAbtKk/s320/Sherazade+tropicana.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487669439648621954" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Conta-se - mas Alá sabe melhor do que nós o que esta oculto e conhece melhor os acontecimentos dos povos do passado, seja esse passado próximo, afastado ou muito distante - que existiu uma noiva de impressionante beleza e imensa sabedoria,cuja fama iria atravessar os séculos dos séculos e que viria a inspirar os poetas e contadores de história do mundo inteiro. Seu nome era tão delicado quanto o seu porte e maneiras,e correspondia em tudo á descrição que lhe fizera o poeta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dama de alta beleza, feita á perfeição&lt;br /&gt;e cujos traços têm o esplendor de um astro &lt;br /&gt;quando no apogeu. Todo um povo confundido,&lt;br /&gt;ricos e escravos misturados a apreciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Deus do Trono a dotou de todas as graças&lt;br /&gt;ela a todas sobrepuja em distinção,&lt;br /&gt;seu corpo e sua alma são graciosos e,enfim&lt;br /&gt;ela possui o tlahe esbelto do caniço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu rosto é um firmamento onde velam&lt;br /&gt;sete estrelas iluminadas, sentinelas que&lt;br /&gt;guardam&lt;br /&gt;esse rosto, e ás quais não escapa nenhuma ameaça&lt;br /&gt;pois vigiam com os olhos no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, ás ocultas, alguém vier lançar-lhes&lt;br /&gt;um olhar satânico, um olhar maligno&lt;br /&gt;ei-la que vos atira uma estrela&lt;br /&gt;incendiada, e o tentador é consumido."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim era Sherazade, que suportou com estoicismo todas as provações que o Amor lhe impusera, e este lhe fora pródigo em vicissitudes. Sim, pois que todos sabiam que a filha mais nova do Grão Vizir se entregara a um marido tão poderoso, rico e abençoado com os mais elevados dons que concedem a Beleza, quanto violento e cruel. Todos sabiam que, para poupar o povo da insânia de ver sequestradas suas filhas - uma a cada noite - ela se entregara, de livre e espontânea vontade ao cativeiro mais sádico. Neste, ela seria obrigada a tecer pelo menos uma história á cada noite, com um machado sempre suspenso por sobre sua cabeça, pois que era sua própria vida o penhor de sua criatividade incessante e imensa.Era de conhecimento de todos que seu fardo se tornara ainda mais pesado quando lhe vieram filhos, pois todas as três gestações e partos foram escondidos e seus três filhos prematuramente arrancados de seus braços, tornando se assim desconhecidos dela mesma. Ás vezes, ela pensava ouvir seu choro, sentir ao longe suas angústias, mas nada podia fazer...maktub. Enfim, todos sabiam, mas estavam de mãos atadas, entre outras coisas por ser ela uma prisioneira por livre e espontânea vontade. E de todos os que se ressentiam de sua situação, um homem ao largo superava-se em sua dor - o próprio Grão Vizir, que a entregara - não sem peso na consciência - a semelhante destino.No entanto, á este homem coube a tarefa mais árdua de todas, a de escrever e ocultar a história da Contadora de Histórias mais famosa do mundo. Por saber ler e escrever, e por gozar da máxima confiança do Rei, pôde ele suportar esta tarefa. Trascrever os relatos das escravas, da filha e do próprio Rei Shariar, construindo á partir deste mosaico de impressões o seu próprio relato. Eis o que preservou um djin, destes tantos relatos ocultos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sherazade sonha em seu dossel de vidro marchetado, em uma transparência que lhe permite que o menor raio de sol empreste ao cômodo todas as tonalidades do arco - íris; seus travesseiros são de penas de ganso mesclados a ervas aromáticas, suas fronhas do cetim mais macio, suas cobertas recobertas de penas de pavão. Todas as noites, após se deitar,suas 4 escravas recobrem seu leito com pétalas de rosa, que lhe entremeiam dos densos cabelos.Apesar disso, Sherazade jamais encontrou paz em seu sono. Sherazade, a eterna noiva á quem ninguém se deu o trabalho de perguntar se realmente gostava de rosas.E nesta noite, como em tantas outras, Sherazade revirava-se em seu dossel delicado sufocando com seu asfixiante perfume e perdida em terrível pesadelo.&lt;br /&gt;Neste mau sonho, se encontrava neste mesmo quarto, inteiramente recoberto pela escuridão.As nuvens, grossas e pesadas, recobriam a lua e as estrelas, mas não traziam a promessa de uma tempestade que afastasse as cortinas de veludo e deixasse transparecer, ocasionalmente, a luminosidade de raios e relâmpagos. Nada, enfim além do ar frio e da chuva fina, muito embora isso também no fundo, não fosse assim tão importante. Perdida nestas angustiantes reflexões está Sherazade, que observa a porta entreabir-se e, curiosa, senta-se na cama.Pelo pouco que consegue perceber, só poderia ser o Shariar, mas por outro lado não, não poderia ser, não nesta noite.Não havia sido ela dispensada justamente por ocasião de uma necessária viagem para tratar de assuntos de Estado em estado de guerra? Não podería, pela primeira vez em um ano, usufruir da paz de dormir em uma noite silenciosa, ao invés de ao amanhecer? Mas só pode ser Shariar, pelo perfume que dele rescende, pelo seu hálito levemente alcoolizado, por seu evidente calor febril, tão diferente de outros homens. Ela pensa em se deitar novamente, em fingir sonambulismo e sono, em escapar...mas é tarde! Esta visivelmente acordada, sentada em sua cama e temerosa de não ter mais nenhuma história redentora para contar.Shariar chama seu nome, e ao mesmo tempo ela houve o som rascante da cimitarra depreendendo-se da bainha.Seria o ultimo som que houviria? Ou nova provação?&lt;br /&gt;É quando ele pega em sua mão, firma a direita em sua palma contra o punho da espada, faz com que seus dedos o abracem e, quando percebe o equilíbrio da ponta da lâmina contra o chão, se afasta quase que sem fazer barulho.&lt;br /&gt;-"O que seria isto?" - Ela pensa.&lt;br /&gt;"Talvez ele tenha intuido a verdade, talvez seja este meu fim..."- Segue a sonhar. Certa paz lhe invade. Pois a verdade é que suas estórias finalmente se esgotaram. Amanhã teria que dar um ponto final á última, que ela estendera o quanto pôde, e o dia de ontem teve para ela um sabor especial. Sabia estar agora á exatas 24 hs da condenação final, mas seu espírito por demais gentil não conseguia disto se ressentir.Presta atenção.Ouve. Muito e muito longe, como são doces os sons do vento a carregar a areia das dunas, para lá e para cá, como uma dança.E quase como em resposta, algo lhe interrompe. O som dos pés do sultão deslizando na opacidade fria arrancam-lhe deste doce devaneio. Ela agora percebe que ele esta descalço - seus sapatos de pele de antílope tem outro som.&lt;br /&gt;-"Cante para mim, Sherazade!"&lt;br /&gt;Este é um pedido estranho, e ela sente que talvez não saiba mais cantar. A voz lhe sai rouca e desafinada em um primeiro momento, justamente por falta de hábito, mas logo reconquista a tonalidade grave e profunda que fazia o encanto do Grão-Vizir, seu pai, que amava vê-la cantar.Mas apesar disto Sherazade percebe ao ouvir-se que canta sem emoção como o rouxinol mecânico de um conto essquecido. Ela houve o tilintar de moedas e pedrarias no mesmo compasso de suas palmas e descobre...ele dança sua música!&lt;br /&gt;É inacreditável! Isto realmente lhe parece uma afronta ao reino, ao seu pai e a ela mesma! E pela primeira vez arde a cimitarra em sua mão.&lt;br /&gt;Em gesto de extrema confinaça ele se inclina de costas, com a cabeça quase a encostar em seu colo. "Seria tão rápido" - pensa Sherazade.&lt;br /&gt;Ele parece ouvir seus pensamentos, pois ela ouve o som de um riso abafado. Mais dois passos - passeados pelo tapete e ele puxa o lençol abaixo dela. Neste momento, deve estar a brincar com ele, quando traça um arco exato com a coluna até deitar-se no chão com a barriga para cima.&lt;br /&gt;"Seria tão simples" - Pensa Sherazade, imaginando como seria poder passear sozinha pelos campos de algum reino perdido, quando bem lhe aprouvesse.&lt;br /&gt;A cimitarra parece cada vez mais viva e queixosa em resposta a estes pensamentos. Ele, o Sultão, ostenta agora sua mais perfeita distração ao equilibrar-se na ponta dos dedos, ainda a brincar com seu lençol.Enquanto durar a música, Sherazade terá visto mais de mil maneiras e outras tantas oportunidades de fazer voar a cabeça do Sultão, sem dó nem piedade.Percebia com clareza que poderia fugir, e estaria então livre daquele palácio, daquele homem e sua presença exigente e mesquinha e até de suas próprias estórias e personagens, igualmente exigentes e pertubadores.&lt;br /&gt;Ela engole em seco e pensa: "só um pequeno gesto...livre para sempre...seria tão bom!"&lt;br /&gt;Mais do que depressa, troca as mãos do punho da cimitarra, faz delizar a direita pela lâmina afiada, sente a dor do corte e o calor e cheiro de seu próprio sangue.Esvai-se numa calma líquida seu desejo de matá-lo. Terá ainda tempo de interromper a música com um gemido antes de despertar.É quando um silêncio pesado se abate sobre ela, que ainda houve a voz do Sultão a dizer-lhe"...pois bem!"&lt;br /&gt;E é este silêncio pesado, intenso e sufocante como o perfume das rosas amanhecidas, este silêncio imperativo como o próprio Shariar que enfim a desperta, antes ainda que a voz de Duniazade rasgue este mesmo silêncio, como gaze fina:&lt;br /&gt;"-Já é noite..."&lt;br /&gt;Sherazade se levanta com cuidado para o repetitivo ritual de ser depilada, banhada, penteada e por fim levada pela mão ao quarto do Sultão, onde ainda com a cabeça sob a cimitarra, se entregará ao amor possessivo e escravizante e á devaneios quase impossíveis de se compreender dada a sua condição. Com estórias cada vez mais fantásticas, com ricos detalhes descritivos de uma realidade jamais vista, só imaginada, ela entreterá o Rei, enganando a própria morte,adiando seu encontro final um dia de cada vez,escrevendo seu nome com pétalas e letras nas areias do tempo...&lt;br /&gt;É ela, Sherazade, filha mais nova e mais bela - sem dúvida a mais amada - do Grão Vizir, cega de nascença...como pôde?&lt;br /&gt;Todos no reino se perguntam.Duniazade, a amiga e irmã que melhor a conhece é justamente a que mais se pergunta. Ela mesma duvida que poderá conseguir ás vezes pois jamais saberia explicar de onde lhe vinham tantas histórias, tantos personagens,tão vívidos e inquientantes. Porque para o Shariar, só Sherazade é alento e esperança, quando poderia ter a mulher que quisesse. E por que para Sherazade - que jamais conseguirá ama-lo, tamanho horror o Rei lhe inspira - é sempre noite.&lt;br /&gt;Mas esta que começa será a derradeira para Sherazade.Ela sente. Sabe. No entanto, pelos corredores com uma expressão que nada revela, uma face muda diante de qualquer dilema ou angústia, e prepara-se para implorar por sua vida apenas por um leve sentido de obrigação com seu pai e sua irmã. Pois no íntimo, sente-se pronta para encontrar Aquela que destrói o edifício dos prazeres e dispersa as assembléias. Aquieta em seu peito todos os questionamentos para que ganhe espaço em sua mente personagens e paisagens para sempre estranhos, com a força da fé de seu povo de que só Alá, o Altíssimo, pode ter a resposta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Xerazade&lt;br /&gt;P.S: Os poemas e outros detalhes que dão "fôrma" aos contos originais das Mil e Uma Noites foram diretamente extraídos de "As Mil e Uma Noites: Paixões Viajantes, vol 2".Tradução de Rolando Roque da Silva. Ed. Brasiliense, 1991.O resto é meu e não tem intenção de ofender ninguém, apenas prestar uma justa homenagem á maior contadora de histórias de todos os tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4228474356141297677?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4228474356141297677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4228474356141297677' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4228474356141297677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4228474356141297677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/06/o-conto-esquecido-de-sherazade.html' title='O Conto Esquecido de Sherazade.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TCgeR8sF5YI/AAAAAAAAAOg/t2zDvEAbtKk/s72-c/Sherazade+tropicana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-8626501713315977447</id><published>2010-05-30T00:16:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T19:02:26.554-07:00</updated><title type='text'>Labirinto.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TAIU-JiP8ZI/AAAAAAAAAOY/D5OomXZeBKs/s1600/RAFAL_OL.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 319px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TAIU-JiP8ZI/AAAAAAAAAOY/D5OomXZeBKs/s320/RAFAL_OL.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476963154779959698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;Caminho por entre teiás e névoas&lt;br /&gt;Por entre arcos e tréguas&lt;br /&gt;Meus pés calcando ruínas&lt;br /&gt;Sigo tateando ás cegas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes paredes translúcidas&lt;br /&gt;E ás vezes, espelhos convéxos&lt;br /&gt;Desvio de um paradoxo lógico&lt;br /&gt;Para cair no maquinário sem nexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho por entre corpos e crises&lt;br /&gt;Rumores,sunsurros, caminhos traçados&lt;br /&gt;É mesmo um beco? Será que é o fundo?&lt;br /&gt;Apalpo a pedra...ou vou para outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendo a chama de outros sentidos&lt;br /&gt;E só me encontro onde me esqueço...&lt;br /&gt;Será que não há mesmo saída?&lt;br /&gt;Ou é só mais um novo começo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho por entre trovas e pactos&lt;br /&gt;E por entre delírios e destinos&lt;br /&gt;Meus olhos tateando as trevas&lt;br /&gt;De meus sonhos distantes, me acenam meninos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho mas não sei para onde vou,&lt;br /&gt;quanto tempo passou,quando vai acabar?&lt;br /&gt;só o eco me diz por onde seguir&lt;br /&gt;será que terei mesmo de voltar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por entre arcos e tréguas...&lt;br /&gt;E ás vezes, espelhos convéxos&lt;br /&gt;Rumores,sunsurros,caminhos traçados&lt;br /&gt;E só me encontro onde me esqueço...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-8626501713315977447?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/8626501713315977447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=8626501713315977447' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8626501713315977447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8626501713315977447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/05/labirinto.html' title='Labirinto.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TAIU-JiP8ZI/AAAAAAAAAOY/D5OomXZeBKs/s72-c/RAFAL_OL.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3133732169236216543</id><published>2010-05-29T23:42:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T01:20:46.835-07:00</updated><title type='text'>Drops filosóficos.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TAIPJgwjTNI/AAAAAAAAAOQ/62ERR-JZhWo/s1600/Z1gvla1j.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px; height: 120px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TAIPJgwjTNI/AAAAAAAAAOQ/62ERR-JZhWo/s320/Z1gvla1j.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476956752922758354" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Diagnóstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Houve uma chacina contra os menores abandonados"&lt;br /&gt;Pergunte: o que você sente?&lt;br /&gt;(só vale para um adolescente)&lt;br /&gt;E já sabes de que mal sofre o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*************************************************************************************&lt;br /&gt;Chegou o momento&lt;br /&gt;Nas pálpebras, a sombra das asas &lt;br /&gt;da borboleta&lt;br /&gt;No peito o compasso do coração &lt;br /&gt;de um beija-flor&lt;br /&gt;Para as faces tomei emprestado  &lt;br /&gt;o brilho do sol dourado&lt;br /&gt;para poder despir-me da pele&lt;br /&gt;do ano que já passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*************************************************************************************&lt;br /&gt;Me derreto como agua nas tuas mãos&lt;br /&gt;Quando debruçado sobre mim com uma sentença&lt;br /&gt;Queres me fazer voar... para ser meu chão!&lt;br /&gt;Escapo por brechas, parlendas e trocadilhos&lt;br /&gt;Não entrego a ninguém o direito &lt;br /&gt;de me definir, amansar ou pôr nos trilhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Dourada,a gaiola não deixou de ser prisão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*************************************************************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso....&lt;br /&gt;o homém sério,viril e elástico&lt;br /&gt;Retira com o palito a semente dos ocasos-&lt;br /&gt;no semi-riso seco - de seus dentes de plástico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3133732169236216543?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3133732169236216543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3133732169236216543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3133732169236216543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3133732169236216543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/05/diagnostico.html' title='Drops filosóficos.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/TAIPJgwjTNI/AAAAAAAAAOQ/62ERR-JZhWo/s72-c/Z1gvla1j.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4733255104050268174</id><published>2010-05-23T23:02:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T19:08:42.836-07:00</updated><title type='text'>Flertes</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S_oZqjIL32I/AAAAAAAAAOI/qjBaIGFEF7E/s1600/Riocubat%C3%A3o2.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S_oZqjIL32I/AAAAAAAAAOI/qjBaIGFEF7E/s320/Riocubat%C3%A3o2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474716515797032802" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: arial; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Belo Rapaz de cabelos jogados para o lado e proeminentes maxilares parecia olhar para o rio, a procura de algo que talvez tivesse caído na margem.Talvez por ser jovem, belo e atraente, Moça Bonita parou um pouco acima de onde ele estava, cabeceira da ponte a fingir que observava o rio, hoje mais caudaloso que sempre. Entregou-se então a devaneios muito próprios de se ter frente ao rio que passa, especialmente quando se quer disfarçar o embaraço frente á beleza. Pensou a moça: "Aqui houve acerto na regra gramatical.O rio é leva "o" como artigo, porque é moço, é belo e bastante cônscio da sua aparência, e tanto é assim que não permite, como outras águas menos vaidosas, que o céu ou as montanhas nele projetem sua imagem.Apenas a sombra das árvores, que se mantém á márgem, como servas, permite ele que projetem a sombra suave.Sim, suave como um carinho feito por mão de criança enquanto se dorme.Agora, a se levar em conta as linhas que se desenham em sua superfície neste momento, se pode imaginar que ele desata os cabelos,antes presos em um tipo de trança, ondulados cor de mel-vassoutinha - que é assim um tipo de mel meio dourado - e é incrível como o cabelo dos homens é sempre mais belo." Percebe a Moça que suas mãos também podem ser entrevistas, "grandes e de artérias grossas e azuladas a contrastar com a pele vermelha, onde se sobressaem os seus dedos compridos a correr ao longo das mechas, ajudando a soltá-las. Só o rosto desse rapaz não posso adivinhar pois que se encontra submerso. Ele tem pressa em seu desdém, mantém a altivez e o mistério, nunca para. Ignora céus e terras e matas -então que se dirá de uma garota insensata na cabeceira da ponte - mas esse pensamento a desgosta e ela o interrompe.Segue pensando:ele corre para "a" mar - e aqui a gramática erra - pois que "mar"é moça volúvel do tipo que nasceu para veneração. "A" mar nunca é doce, é só promessa onde a sede nunca passa, berço amargo onde se afogam crianças e onde se traçam caminhos invisíveis, sem volta".&lt;br /&gt;E o Belo Rapaz se foi embora, e se a Moça Bonita o tivesse visto, teria reparado que ainda olhou uma ou duas vezes para trás até desaparecer na esquina. Ele, que tivera a premonição de uma perda ás margens do rio, e que por isso mesmo ali se detivera a dirimir o cansasso,percebe dentro de si uma  vazante, sem nada mais poder fazer pois que a Moça Bonita deixou decair seu olhar  para a margem e O Rio o arrastou consigo - como flor ou qualquer coisa assim muito leve e que não precisasse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4733255104050268174?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4733255104050268174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4733255104050268174' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4733255104050268174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4733255104050268174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/05/flertes.html' title='Flertes'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S_oZqjIL32I/AAAAAAAAAOI/qjBaIGFEF7E/s72-c/Riocubat%C3%A3o2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3558062623852401584</id><published>2010-05-23T20:28:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T01:13:24.164-07:00</updated><title type='text'>Colecionadores de Cabeças</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S_oEZYGwCgI/AAAAAAAAAOA/Tz6hcD9y1Jc/s1600/Fotografia+Alon+Eshel.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S_oEZYGwCgI/AAAAAAAAAOA/Tz6hcD9y1Jc/s320/Fotografia+Alon+Eshel.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474693131036264962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Fotografia de Alon Eshel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Os homens fazem a sua própria história, mas não o fazem como querem... a tradição de todas as gerações mortas oprime como um pesadelo o cérebro dos vivos.&lt;br /&gt;Karl Marx&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a coleção é composta de quatro categorias: repetições, variações de um mesmo tema,inovações e raridades. É só escolher um padrão - sejam botões, selos ou figurinhas da Copa do Mundo, que as idealizações irão se repetir, de uma forma ou outra.O outro padrão que se estabelece rapidamente é a relação do colecionador com o objeto colecionado. Alguns, chegam ás raias da loucura, outros são tão ocasionais que talvez nem merecessem ser chamados de colecionadores. Pois ser um "colecionador de ocasião" é como ser uma "tiete socialmente". Não. Não existe!O colecionador, assim como o artista, é necessariamente um obsessivo. &lt;br /&gt;E teimo em dizer que das coleções mais belas que vi,a que me chamou especial atenção tinha por insólito seu objeto:cabeças humanas, em expositores especiais e vitrificados, valorizados e especialmente iluminados, como devem ser outros tantos troféus de caça. A que conheço especialmente foi herdada, sendo apenas acrescida de novos elementos, condizentes com a época atual.&lt;br /&gt;Acompanhe-me portanto, se paciência e interesse ainda houver com tema tão pouco usual, na labirintica narrativa em terceira pessoa, que descreve não só a coleção e suas raridades, mas o pensamento e estado de espírito da colecionadora em questão, tal como eu o imaginei no momento em que a conheci, e a sua rara coleção.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"A mão sobre a maçaneta era relativamente pequena se comparada ás proporções do corpo a que pertencia. Mas seus dedos longos, que afilavam nas pontas e unhas compridas,lichadas redondas,pintadas de vermelho vinho, pareciam recém-feitas e talvez por isso parecessem mais longas trazendo proporção com o resto do corpo. São estas as mãos que se fecham sobre a maçaneta para abrir a porta. Seguir por um longo corredor, sem pensar em nada especial. Só então percebe que hoje é o aniversário da mamãe.E para de frente para um rosto conhecido, congelado naquele tempo naquela precisa expressão que parece indicar um orgulho e uma satisfação única consigo mesma.Ela esboça para aquele rosto o primeiro sorriso do dia, um sorriso afiado pelas contradições da vida equilibrado como uma taça de agua em um fio invisível de finíssima ironia, estendido por sobre um rosto ainda suave, mas em que os anos da vindoura maturidade´já começam a deixar seus sinais de anunciação.Este rosto é o seu, a refletir no espelho da ante-sala. Esta é a casa com maior número de espelhos por metro quadrado que jamais conheceu.E é sua. &lt;br /&gt;-"Uma longa linhagem me conduziu até este momento" Ela pensa. Assaltada por uma vaga inquietação que faz sumir o sorriso.Começa sua fala em tom monotônico e explicatico para distrair o incômodo pensamento de que não foi nada "macia" a estrada que conduziu sua ascendência a este lugar, e a ela naturalmente. Momentos violentos, abruptas rupturas, fugas, sofrimentos indizíveis, abominações inqualificáveis e todos os aterradores segredos e mistérios que compõem todas as histórias familiares, mas especialmente as bem sucedidas.&lt;br /&gt;Segue passeando por entre torsos e cabeças estratégicamente posicionadas do corredor até a sala, trazendo a sensação de um certo "deslocamento", um caminhar entre sonhos distintos. Sua coleção é enorme, tem todos os sexos e todas as idades,todos os pertencimentos de classe e as mais variadas predileções,taras,manias e profissões.Um cardápio humano farto.Chama a atenção o fato de não haver nenhum reflexo no amplo espelho da parede da sala.  &lt;br /&gt;Começa a observar uma a uma, com indescritível ternura. E para defronte o olhar sério e desconfiado de uma criança de dois anos. Na verdade, aprecia sobremaneira as crianças colecionadas, presas mais difíceis, eternizadas na faixa etária que mais evoca aquele sentimento ibérico intraduzível e, ao mesmo tempo, tão globalizado.Saudades.Não há ser humano que não sinta saudades da infância, na exata proporção que suas lembranças vão ficando cada dia mais indefinidas. As memórias de infância são, na verdade, uma longa colcha de retalhos feita só de momentos. Um manto mortuário que, noite após noite, alguma fada insana segue des-tecendo, adiando o momento final, onde talvez tudo faça algum sentido.Por isso,as cabeças mais aprazíveis sejam mesmo as de adolescentes e seus ideais esquecidos. A visão de tais rostos lhe traz o conforto que a Beleza traz, a ilusão de uma Verdade presente e sempre ali, ao alcance da mão, a exigir uma postura diante da sempre inevitável mudança. O olhar maternal da adolescente que desponta é um dos seus prediletos.Na verdade ela é estéril, mas não sabe - nunca saberia! Esta ali, a velar e proteger pelos desmazelos de todos ao seu entorno. Também o olhar duro e inquiridor de um jovem com a beca de recém-formado parece atenuado em sua confortável sala de estar.As mais recentes são sempre mais coloridas, e a luminosidade que delas emana embora mais exata, será sempre assim algo mais artificial - talves justamente por isso. Mas ela tem apreço por esta artificilização,pensa que preserva algo da privacidade dos colecionados.&lt;br /&gt;E aquelas que ela chama de "as mais velhas",trazem à sua voz um tom quase exaltado de alegria, e parecem nos observar e acompanhar com os olhos: um sorriso monolítico de indecisão e incerteza nesta primeira, o olhar sonhador e romântico que se eternizou nas histórias de família por seu jeito assim duro e implacável naquela outra.Seguimos por entre novas irrealidades e esboços em tons sépias.Este rapaz aqui, acompanhado pela pequena e frágil moça de ar sério, de expressão quase que prepotente e desafiadora.Sua postura parece ter sido capturado no exato momento em que crispava a boca e perguntava a si mesma: "como ousa?" E a adorável tríade, bem ao centro da sala de jantar, a mais inquietante de todas. Não as conheceu realmente, estes "objetos" foram herdados. Talvez por isso tenha para com elas a maior sensação de dívida. Estavam todas as três no mesmo expositor e a diferença entre elas faz destacar a singularidade impossível de unir: a "dona" e seu cabelo mais curto, uma Arthemis de nariz adunco e olhar desconfiado e triste, enjaulada em uma arvore genealógica que pouco se assemelharia ao seu meio-ambiente original, se tivesse tido a oportunidade de vivê-lo. E á direita, uma senhora gordinha deixa pender de seu colo farto e generoso um colar de pérolas e a medalhinha de Sant'Anna. Mas tudo em sua expressão facial traia a sensualidade e a malícia que tenta esconder na severidade do vestido negro,mas um tanto decotado demais.E a mais velha, que casou o maior número de vezes, ao centro, como direito adquirido pelos longos anos vividos, possui o exato sorriso irônico e olhar sereno de quem tudo já viu, tudo sabe mas nada dirá.&lt;br /&gt;Sobe as escadas, onde deixa penduradas a sua outra coleção, iniciada recentemente. É o que ela chama de "coleção de viagens", onde traz uma máscara de cada lugar novo que conhece. As máscaras utilizadas por algumas  vezes são ainda poucas mas num sem número de expressões e personalidades,denunciam uma outra condição psíquica e onírica da colecionadora. Ela segue para o quarto,deixando para trás todos os retratos de mais de dez gerações que, como pequenas veias azuis através da pele, ou ainda,pequenos córregos e rios através da mata, conseguiram desaguar neste exato momento em que se recolhe e adormece para talvez acordar amanhã.E se não, então seu lugar também estará garantido no balcão da sala de jantar."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3558062623852401584?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3558062623852401584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3558062623852401584' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3558062623852401584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3558062623852401584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/05/colecionadores-de-cabecas.html' title='Colecionadores de Cabeças'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S_oEZYGwCgI/AAAAAAAAAOA/Tz6hcD9y1Jc/s72-c/Fotografia+Alon+Eshel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4314852649679676228</id><published>2010-05-23T19:46:00.000-07:00</published><updated>2010-05-27T12:05:37.293-07:00</updated><title type='text'>Desterro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S_nyB3NtJzI/AAAAAAAAANw/XrM1-IHwey4/s1600/2010-01-24-praia-do-forte-florianopolis.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 225px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S_nyB3NtJzI/AAAAAAAAANw/XrM1-IHwey4/s320/2010-01-24-praia-do-forte-florianopolis.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474672935860774706" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ouço interpelar-me um eco distante no tempo: "...canta, pois, a tua aldeia!"&lt;br /&gt;Minha aldeia é um cemitério com vista para o mar, onde os urubus disputam peixes enjeitados.Suas casas mal caiadas, de argamassa e areia de sal esfarelam á menor brisa.Talvez por isso as casas, que rejeitam as ruas, as marés e as pontes com evidente desdém,abram os braços permissivos para seus próprios jardins pequeninos e exaustos.Os jardins são ilusão de perenidade, onde a Natureza irônica sorri.&lt;br /&gt;Ela diz: "-Queres ver jardins de verdade? Caminhe ou navegue atravéz dos costões, por sua conta e risco.Lá encontrarás mistérios e lendas e parlendas!Verdadeiras charadas em formas rupestres!Lá verás bromélias e orquídeas de verdade, e é lá que estão os pássaros mais raros e canoros!Mas sobretudo, faça-te de surdo a prosopopéias  e desvãos desta nação salobra inventada, onde mataram todas as testemunhas."&lt;br /&gt;E como sempre, tem razão.&lt;br /&gt;É agora que pedem, ao meu lado, com macia ironia: "canta pois a tua aldeia!"&lt;br /&gt;Pois me sabem eterna estrangeira.E que meus passos não são meus passos. Eles se voltam sobre si mesmos não porque eu busque o retorno - para onde iria? - mas apenas para disfarçar os rastros. Refugiada de um conto de terror que se não me falha a memória era assim que terminava: "...e foram felizes para sempre!"&lt;br /&gt;Também estou na fila mas juro que não sei onde se pega a senha!&lt;br /&gt;Não me acreditam nem aqueles que me vêem dia a dia.&lt;br /&gt;Talves venha de um futuro este eco que ouço, e reconheço a frase:"...minha pátria esta na sola dos meus sapatos". Acrescento "e em meu peito é que se espelha, e eu a reconheço".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4314852649679676228?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4314852649679676228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4314852649679676228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4314852649679676228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4314852649679676228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/05/desterro.html' title='Desterro'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S_nyB3NtJzI/AAAAAAAAANw/XrM1-IHwey4/s72-c/2010-01-24-praia-do-forte-florianopolis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-6380154174407451631</id><published>2010-04-24T17:38:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T21:12:02.645-07:00</updated><title type='text'>Microconto1 - Frestas.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9Ok_JasPAI/AAAAAAAAANo/hPK7XRe3Xhw/s1600/khf.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9Ok_JasPAI/AAAAAAAAANo/hPK7XRe3Xhw/s320/khf.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463892177697127426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Porquê há coisas em nosso quotidiano que não ousamos denunciar, pulamos num pé só, aprisionados em nossos quadrados de giz desenhados, em que cada traço é uma fresta por onde se esvaem nossos sonhos. Quer aprisionar uma galinha? Pegue um giz e trace um círculo. Um ser humano? Trace metas!E lá vem a Revolta um dia, insana e desumana pela reconquista do delicado equilíbrio necessário. Ela invade a sala, caminha de um lado para outro, de um lado para outro,e de novo para o lado com as mão para trás.Bufa, rosna e vocifera. Num resumo, a reivindicação pode até ser justa, mas o discurso é incoerente. Esbugalha os olhos raiados de vermelho, dilata as veias do pescoço e olha em torno. Parece procurar algo.Em cada face de espanto boquiaberto em busca de uma criança que sacuda as grades e grite: "Sim! O Rei está nu!"&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;Nada!&lt;br /&gt;Senta-se contrariada e sozinha em algum canto da sala onde não hajam brinquedos. Quer ficar por ali mesmo, emburrada. E fica até explodir em alta gargalhada. Inevitável.Súbitamente acometida de pensamentos que fizeram cócegas na garganta, inflaram as bochechas,coçaram o nariz.Bem que tentou conter, mas agora a sala já está cheia de bolhas de sabão que lhe escapam da boca!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-6380154174407451631?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/6380154174407451631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=6380154174407451631' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/6380154174407451631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/6380154174407451631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/04/microconto1-frestas.html' title='Microconto1 - Frestas.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9Ok_JasPAI/AAAAAAAAANo/hPK7XRe3Xhw/s72-c/khf.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3742922644759940868</id><published>2010-04-24T13:31:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T17:06:46.873-07:00</updated><title type='text'>O homem da meia noite e a mulher do meio dia.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NZJfpCTxI/AAAAAAAAANg/jhsMG2EDhGY/s1600/beijo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NZJfpCTxI/AAAAAAAAANg/jhsMG2EDhGY/s320/beijo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463808792577855250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CUser%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt; 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E de todos os assuntos que poderiam ter, escolheram falar sobre seus sonhos. Noturnos, no caso dela. Diurnos, no caso dele. E todos sabem que, se dos sonhos diurnos lembramos melhor, os sonhos noturnos em comparação são algo assim, mais íntimos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Ela fala, e seus sonhos são aventuras romanescas e de magia explícita. Mais do que libertar um povo ou á seus amigos, sua principal missão muitas vezes consiste em libertar a si mesma ou, simplesmente, não se deixar aprisionar. O resto, o próprio enredo dará conta. Pois é quase sempre a heroína perseguida por inimigos mágicos e cercada de amigos híbridos, como sereias, fadas, centauros e outros animais estranhos como Pégasus e Coelhos Falantes. E mais do que as fugas espetaculares, as batalhas quase perdidas em que se sobressai com alguma saída criativa, a ciência de artes marciais nunca aprendidas que ressurgem como que por instinto nas lutas corpo-a-corpo momentos em que faz surgirem armas onde antes só haviam roupas contra a pele, o que lhe impressiona mesmo é a empáfia, o orgulho, a auto-confiança que tanto lhe fazem falta no seu dia-a-dia. E o fato de vestir um avatar tão simples e justamente por isso, tão próprio dela mesma. Seu cabelo sempre termina em longa trança que, presa bem alta, traça o horizonte de sua cintura. Não há maquilagem (durante o dia também prescinde dela) e esta vestida com uma camisa branca, uma calça jeans muito justa para os incríveis movimentos que executará durante á noite, que terminam em botas marrons de cano até o joelho, sem saltos – nunca entendeu muito bem a finalidade destas torturas – e um indefectível chicotinho de montaria preso á cinta quase á guisa de enfeite. Mas não só de batalhas e aventuras será sua vida adormecida. Há sonhos comoventes e ensolarados, em que simplesmente se senta abaixo de uma grande arvore e conversa com muitas crianças, que lhe rodeiam quase que naturalmente. Então fala sobre o “mundo e seus moinhos de vento”, os filmes e músicas mais queridos de seu momento e de livros, onde esboça vertiginosas análises sócio-literárias que jamais verão a luz do dia. É destes sonhos de paz, tão raros, que ela gosta mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E sempre que começa seu relato, diz “... tive um sonho, e sim, você estava nele e me abraçava.”&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Ele fala também, e seus sonhos são obscuros, atormentados e quase ausentes de finais felizes. Suas telas são rebordadas por matilhas de cães com dentes arreganhados, prontos para, a qualquer momento, fazê-lo &lt;st1:personname productid="em peda￧os. S￣o" st="on"&gt;em  pedaços. São&lt;/st1:personname&gt; pontuados de intrigas políticas, manifestações gigantescas que varrem as cidades distorcidas de seus sonhos, como ondas raivosas ,colossais, contra as quais não há possibilidade de apelação, salas de tortura e reuniões entremeadas de documentos secretos. Ele tem por principal missão roubar as páginas rasgadas da História, preservar a versão dos vencidos, enfrentar cara-a-cara O Inimigo para proteger sua família, seus amigos e aqueles que ama. Ele esta sozinho, dolorosamente sozinho se pensarmos na solidão como sinônimo do desamparo e do abandono. São muito variadas suas armaduras – todas negras contra a película azulada de seus sonhos. Seu cabelo, barba e sapatos – que alega serem sua pátria – seguem sempre os mesmos passos mas nunca serão iguais. Muito de vez em quando, o cenário não será uma praça pública – onde quase sempre tudo começa – mas uma casa assombrada em que ele, sonâmbulo e de sobrecapa, terá que enfrentar – poucas vezes com certo auxílio– seres sobrenaturalmente maléficos, perdidos em uma realidade a que não pertencem, aprisionados em uma vida pela qual muito lutaram, mas que já não interessa, como a maioria dos seres vivos aliás. Não há júbilo em suas vitórias, apenas a vaga ansiedade pelo porvir e algumas fugas precipitadas para lugares desconhecidos. E por vezes, surge no horizonte uma nova casa acolhedora e protegida, uma nova sociedade mais justa e igualitária, novas inspirações musicais que trazem em si mesmas, um canto ensolarado de alívio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E ele termina quase sempre dizendo “...e sim, você estava lá, mas não se dava por conta e era meu dever protegê-la”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;E depois de tantos desabafos e relatos disparatados, os olhos sorriem em compreensão mútua, e há um beijo significativo: “E foram felizes para sempre até hoje...” E logo o relógio denuncia a pressa: se compõem e se despedem na busca de batalhas quotidianas, em que outras pessoas lhes falarão de suas lutas insones, solitárias e fantásticas, de seus medos e anseios, de suas vitórias e derrotas, dos estranhos acidentes e coincidências que, como borrachas, apagam seu fazer quotidiano e retraçam por cima mesmo do anteriormente escrito, novo roteiro para suas histórias tão pessoais. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Nos corredores, nas mesas, nas salas de aula vazias, no lusco-fusco das repartições públicas e bancos de ônibus ela sorri a cada confissão e arrisca por vezes uma frase ou pirotecnia literária ao fundo negro de cada poço que se abre para si. Distribui o pouco que tem: segredos publicados e conhecimentos óbvios e esquecidos. Ela segue outras tantas existências, passando por elas de leste á oeste como o sol de abril como todos os seus colegas &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;fazem -ás vezes entre lágrimas de alegria e alívio, outras com força e dor -eternos parturientes que são estes professores do mundo inteiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;Nos ônibus lotados, nas rodinhas de colegas de trabalho e estudo, nos balcões entristecidos, nas livrarias esquecidas ou em qualquer lugar entre um e outro cigarro,ele escuta com paciência e tenta produzir em fração de segundos, por gesto ou atitude, uma pérola filosófica. Distribui do que dispõe: entorpecentes para os sentidos e sentimentos, a obliteração quase gratuita dos pensamentos, o distanciamento da alma insone e transbordante. Pois não são as bebidas várias e as músicas próprias ou apropriadas os Mestres de todos os Mestres? A sua luz fria e opalina é um norte na escuridão da noite, e a distância o preserva de toda a dor e toda a alegria. Só uma réstia de coragem doentia o faz seguir em frente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;A cada eclipse um breve encontro, um abraço, um beijo e a promessa de renovação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"&gt;A cada volta no carrossel da vida escoa a areia do tempo, soterrando ilusões e lembranças...&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3742922644759940868?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3742922644759940868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3742922644759940868' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3742922644759940868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3742922644759940868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/04/o-homem-da-meia-noite-e-mulher-do-meio.html' title='O homem da meia noite e a mulher do meio dia.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NZJfpCTxI/AAAAAAAAANg/jhsMG2EDhGY/s72-c/beijo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-8945793599999166981</id><published>2010-04-17T21:57:00.000-07:00</published><updated>2010-04-24T23:32:33.544-07:00</updated><title type='text'>Uivando para a lua.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S8qWv_EHrpI/AAAAAAAAAM0/bCs_1O3msv4/s1600/lobo+uivando.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 252px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S8qWv_EHrpI/AAAAAAAAAM0/bCs_1O3msv4/s320/lobo+uivando.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461343249266880146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só preciso&lt;br /&gt;Da montanha - a mais alta que houver -&lt;br /&gt;e um novo abismo&lt;br /&gt;Uma floresta, uma praia deserta&lt;br /&gt;Mas talvez a sacada da varanda&lt;br /&gt;Deve prestar&lt;br /&gt;Qualquer lugar em que eu abra os olhos&lt;br /&gt;e tenha alguma vista para o mar&lt;br /&gt;ou o vazio, imensa escuridão a mergulhar&lt;br /&gt;Submergir em busca do sono,flutuar&lt;br /&gt;Neste lago imenso precipício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no parapeito que parecerá infindo&lt;br /&gt;Deitar o peso deste meu orgulho ferido&lt;br /&gt;E descansar.&lt;br /&gt;Por que nem tudo terá explicação?&lt;br /&gt;E se o luar não mata&lt;br /&gt;E se o luar não cura&lt;br /&gt;Sempre traz algum alívio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esse meu desejo&lt;br /&gt;Que arde, que clama&lt;br /&gt;Por uma morte limpa!&lt;br /&gt;Por um novo início!&lt;br /&gt;E por isso, pelos nortes que já&lt;br /&gt;me abandonaram, eu insisto&lt;br /&gt;Em me perder neste brado de urgência&lt;br /&gt;No mundo em que vivo&lt;br /&gt;Onde até a Beleza assassina&lt;br /&gt;E não há retorno possível&lt;br /&gt;E não há clemência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abandono a matilha&lt;br /&gt;È a minha alma que de mim&lt;br /&gt;parte...&lt;br /&gt;Ela resiste; eu mostro as presas&lt;br /&gt;O reflexo nas águas respondem&lt;br /&gt;Na tristeza sempre arisca&lt;br /&gt;Que já é vício.&lt;br /&gt;O que é Verdadeiro&lt;br /&gt;é também preciso&lt;br /&gt;Porque será? Parece que foi ontem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém mais percebeu o quanto é tarde?&lt;br /&gt;Procuro dentro de mim&lt;br /&gt;Aquela parte em que não há ciso&lt;br /&gt;Esta que já desaprendeu&lt;br /&gt;sua língua, &lt;br /&gt;semeia urros, ecos no abismo&lt;br /&gt;E não haverá quem não estremeça,&lt;br /&gt;não reaja, não se levante de pronto!&lt;br /&gt;Desperto o que em nós &lt;br /&gt;Foi roubado ou soterrado &lt;br /&gt;pelo Amor cindido da Paixão&lt;br /&gt;e pela Lei cega á Justiça &lt;br /&gt;numa Ordem ausente de Criação&lt;br /&gt;-ou ainda, pura e simples obrigação-&lt;br /&gt;caso de todos os ômegas &lt;br /&gt;silentes e ciosos&lt;br /&gt;e de todos os alphas, &lt;br /&gt;párias cativos&lt;br /&gt;de sua própria lenda, &lt;br /&gt;tão distantes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanheço em pêlo-&lt;br /&gt;prata molhada-suave sereno&lt;br /&gt;só pelo - em pleno&lt;br /&gt;risco...&lt;br /&gt;Já posso voltar para a minha sorte&lt;br /&gt;Depois de renovado o sacrifício.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-8945793599999166981?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/8945793599999166981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=8945793599999166981' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8945793599999166981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8945793599999166981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/04/uivando-para-lua.html' title='Uivando para a lua.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S8qWv_EHrpI/AAAAAAAAAM0/bCs_1O3msv4/s72-c/lobo+uivando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-1364952436414107936</id><published>2010-04-17T21:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-24T14:02:48.985-07:00</updated><title type='text'>Drops filosóficos - para quem não tem paciência...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S8qQJBqUDsI/AAAAAAAAAMs/d9p1ySfif6A/s1600/OGAAAOO8.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S8qQJBqUDsI/AAAAAAAAAMs/d9p1ySfif6A/s320/OGAAAOO8.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461335982879280834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Quadrinha para a insônia&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A luz da lua me cativa&lt;br /&gt;Em sua dupla face afiada&lt;br /&gt;Aprisiona meu olhar&lt;br /&gt;Em duas grandes olheiras mal traçadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É minha alma que morre sufocada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********************************************************************************&lt;br /&gt;Siga Gabriela, ilustrando&lt;br /&gt;De flores e sentimentos&lt;br /&gt;De fadas e vãos pensamentos&lt;br /&gt;E animais delicados&lt;br /&gt;Esse grande Livro Sangrento&lt;br /&gt;Que é o mundo e seus monumentos&lt;br /&gt;Que não te serão dedicados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********************************************************************************&lt;br /&gt;Imortalidade é o sonho que serena a sombra&lt;br /&gt;Sacrifício diário noturno - diuturno?&lt;br /&gt;É nosso negativo do ser animal&lt;br /&gt;Mas para quem seria a imortalidade&lt;br /&gt;mais que apenas&lt;br /&gt;um desejo mortal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********************************************************************************&lt;br /&gt;Muito se fala em "espirito de rebanho". Muito provavelmente porque aquele que poderia escrever um livro sobre o "espirito de matilha" foi feito em pedaços antes de conseguir alcançar a pena (ou o teclado).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********************************************************************************&lt;br /&gt;"O Mito do Bom Selvagem" nada mais é que o sentimento de culpa europeu com duas bocas e um ouvido.&lt;br /&gt;Não? Então cite o nome de um "selvagem" que com ele concorde (em letras)...&lt;br /&gt;*********************************************************************************&lt;br /&gt;Eco drops&lt;br /&gt;Sem saber para onde&lt;br /&gt;Nem até quando,&lt;br /&gt;Sobre o gume da faca&lt;br /&gt;E no fim...a culpa é da vaca!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-1364952436414107936?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/1364952436414107936/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=1364952436414107936' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1364952436414107936'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1364952436414107936'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2010/04/drops-filosoficos-para-quem-nao-tem.html' title='Drops filosóficos - para quem não tem paciência...'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S8qQJBqUDsI/AAAAAAAAAMs/d9p1ySfif6A/s72-c/OGAAAOO8.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-8102368041621423597</id><published>2009-12-26T19:14:00.000-08:00</published><updated>2010-01-01T13:10:45.042-08:00</updated><title type='text'>Decembrinas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Szl3idTiALI/AAAAAAAAAMk/8hTK7zG6m1Y/s1600-h/r20.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420495060382908594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 132px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Szl3idTiALI/AAAAAAAAAMk/8hTK7zG6m1Y/s320/r20.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Oração á Donzela do Sol&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Desperte!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Todos te esperam com carinho e já acenderam as fogueiras. &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Teus leões tem lugar certo em nossa sala de estar, e podem descansar de viagem.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Que o deslizar de teus pés faça brotas novas fagulhas e faíscas, incinerando mágoas e desperdícios.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Celebremos!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;A mesa esta posta, as canções já transbordam e lançam-se aos espaços,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;ás alturas, e o vinho nos traz a certeza de que só este momento existe.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Dancemos!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Veja teu novo estandarte! As ruas já suspiram saudosas pelos meus pés descalços, e os punhais sentem-se asfixiar na bainha. Quero meu par para uma dança de vida e morte!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Chegará o momento de, ao redor da fogueira, compartilhamos histórias e estórias&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;quase sempre verdadeiras.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Chegará o momento de lamentarmos a ausência dos que já partiram, e sentirmos mais&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;viva sua presença.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Nossos pedidos serão agitados pela brisa e lavados pela chuva&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Nossos desgostos incinerados...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Ouço o murmúrio funesto dos que querem fazer calar&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Este antigo hábito popular mas nós,&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Nós não!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Pois sabemos que na festa e na alegria&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;reside a mais profunda reflexão!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;(Que o digam os filósofos de todos os tempos!)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Dividiremos agora o pão, as frutas, e o vinho se ergue&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;para um brinde: "...há todo novo sonho que me aquece, &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;há cada amigo, teu amparo e brilho&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;e também ao inimigo, pois que não me esquece..."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;À Palavra&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Ainda me faço muito íntima, talvez sem o devido respeito&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Ao que se fez para sempre perene, com a delicadeza deixar levar &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;pelo vento&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;É a palavra, companheira antiga das nossas memórias.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;De algumas fujo e estremeço - de vergonha sim, mas nunca de receio.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Reencontro outras à quem me atiro aos braços&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;E abraços, pois que me salvam...&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;De todas tive mais do que acho que mereço.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Paralelepípedos.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;As pedras gritam para a menina&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;que um dia &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Saltitava pelas calçadas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"-O que te fez assim tão pesada?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"-Impressão minha... ou és mais obscura?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"-O que te pesam ás pálpebras, os trabalhos ou as culpas?"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Respondo "-Nem um, nem outro. São estes saltos-agulhas."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Jogando amarelinha, entre tantas amarguras&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Procuro por entre as brechas, tateio ainda ás escuras&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Por onde se perderam os meus sonhos?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;O Corvo da Tempestade&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Trouxe nos bolsos tempestades, enchentes e chuva de granizo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Navego a bruma em silêncio, de torpor e de alívio&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Sinto-me colhida de muito leve&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;em um rodamoinho.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Rumo á queda livre, &lt;/em&gt;&lt;em&gt;o ultimo grito&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Pela flor que se enraiza&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;Contra o abismo!&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-8102368041621423597?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/8102368041621423597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=8102368041621423597' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8102368041621423597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8102368041621423597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2009/12/decembrinas.html' title='Decembrinas'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Szl3idTiALI/AAAAAAAAAMk/8hTK7zG6m1Y/s72-c/r20.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-1858733289405071971</id><published>2009-12-25T11:52:00.000-08:00</published><updated>2009-12-25T12:53:10.076-08:00</updated><title type='text'>A rosa verde.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SzUkD-FbsEI/AAAAAAAAAMc/uU3xK7fo4p4/s1600-h/rosa+verde.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419277377234251842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 247px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SzUkD-FbsEI/AAAAAAAAAMc/uU3xK7fo4p4/s320/rosa+verde.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um menino chamado Junior que cuidava da mãe doente no hospital. Enquanto ela se mantinha hospitalizada ele cuidava da casa e das rosas de sua mãe.&lt;br /&gt;Haviam rosas de três cores: a rosa vermelha, a rosa cor-de-rosa e a rosa verde. Ele cuidou e cuidou. Há seu tempo todas brotaram em novas mudas e em pouco tempo nasciam ao seu lado botõezinhos da mesma cor. A rosa vermelha contente e viçosa com o botãzinho vermelho ao seu lado, a rosa cor-de-rosa um pouco mais pálida, mas alegre e meiga como de costume com seu botãozinho cor-de-rosinha.&lt;br /&gt;Só a rosa verde não brotou, nem teve botõezinhos para exibir na primavera.Esta permanecia muda e sem botão.&lt;br /&gt;Assim, no dia em que transplantou as rosas para levar para a mamãe levou todas menos a verde e ainda disse em alto em bom som:&lt;br /&gt;-Você não vou levar. É feia, sem graça e ainda por cima estéril.&lt;br /&gt;E assim ela levou todas as rosas, menos a verde que ficou no canteiro sozinha, chorando.&lt;br /&gt;-Não tive culpa. Fiz tudo o que foi possível, mas não vieram as mudas e agora jamais reverei minha mãezinha.&lt;br /&gt;Mas o que Juninho não sabia era que, de todas as rosas, a predileta de sua mãe era a verde por ser única em sua cor - é muito difícil encontrar rosas verdes - e caçula na família de rosas.&lt;br /&gt;Assim, quando Juninho entregou os vazinhos logo perguntou: "- E a verde?" E ele respondeu:"-Deixei lá sozinha no canteiro por ser feia,sem graça e estéril."&lt;br /&gt;"- Traga-me a rosinha em um vasinho com terra.com amor tudo renasce."&lt;br /&gt;E assim, Juninho fez a vontade da mãe e trouxe a rosa verde para o hospital.Em pouco tempo vieram as mudas, e á seguir nasceu o primeiro botão.&lt;br /&gt;Mas diferente das outras, a Rosa Verde não teve um botãozinho verdinho.&lt;br /&gt;O botão diferente de todos os outros e dela mesma era um botão amarelo...&lt;br /&gt;Ficava assim tão bonito aquele contraste da Rosa Verde e seu Botão amarelo que logo todos a consideraram a mais bela e a que chamava mais atenção no jardim.&lt;br /&gt;Com esse episódio, Juninho aprendeu uma grande lição: a de que com amor tudo renasce.&lt;br /&gt;As rosas vermelhas e cor-de-rosas ficaram contentes em rever a amiga, e também em saber que ela finalmente tivera um botãozinho.&lt;br /&gt;E a mãe de Juninho logo se recuperou, e transplantou as rosas novamente para seu jardim.&lt;br /&gt;E todos ficaram felizes.&lt;br /&gt;Fim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**********************************************************************************&lt;br /&gt;Minha prima Ana Amélia, de apenas 9 anos de idade, me contou esta historinha na ocasião em que estive em Pelotas, ainda em outubro. A força das imagens e a poderosa narrativa me fizeram desejar compartilha-la com vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-1858733289405071971?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/1858733289405071971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=1858733289405071971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1858733289405071971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1858733289405071971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2009/12/rosa-verde.html' title='A rosa verde.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SzUkD-FbsEI/AAAAAAAAAMc/uU3xK7fo4p4/s72-c/rosa+verde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-5754755156882592047</id><published>2009-12-18T15:59:00.001-08:00</published><updated>2009-12-18T16:00:59.844-08:00</updated><title type='text'>Minha resposta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SywXhG8aHMI/AAAAAAAAAMU/MWSUJOrPKpM/s1600-h/magico-de-oz011.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 233px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SywXhG8aHMI/AAAAAAAAAMU/MWSUJOrPKpM/s320/magico-de-oz011.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416730309386968258" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olá, Ginga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns! Você venceu o concurso "Eu Queria Ser" http://olivreiro.com.br/blog/2009-12-09-se-pudesse-escolher-quem-voce-gostaria-de-ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por participar. Para que seja realizado o envio da obra, nós precisamos do seu endereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que responder esta mensagem nos informando estes dados, nós lhe enviaremos o prêmio prometido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-- &lt;br /&gt;Equipe O Livreiro&lt;br /&gt;www.olivreiro.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pudesse escolher, só por um instante então seria arrebatada por um tufão e viajaria para além do arco-íris. Descobriria algum caminho que me levasse á cidade das Esmeraldas e dançaria com a Bruxa do Leste, porque só são feias as Bruxas Más.E como já disse o poeta, Beleza é fundamental (só discordo dele no sentido de que a Beleza não é apenas um atributo que se deve buscar na mulher ou no homem, mas em tudo, mesmo naquilo que á primeira vista nos parecer feio (a)).&lt;br /&gt;Mas talvez, divergindo um pouco da historia original, levasse uma lembrancinha para a Bruxa do Oeste, que como toda a Bruxa Má é na verdade quem desencadeia a ação, forçando imprevistos e apresentando ao protagonista os necessários desafios e até questionamentos importantes. Dizem que as bruxas gostam de doces…&lt;br /&gt;Depois desta parada, seguiria adiante.&lt;br /&gt;E numa aventura em technicolor, conquistaria junto á cada um dos meus amigos uma nova razão para viver ou qualquer coisa que cada um sinta falta sem nunca antes ter possuído. Como o Coração do Homem de Lata, o Cérebro do Espantalho, a Coragem do Leão Medroso são os nossos anseios. Aliás, acho que esse seria – e é na vida real também – o grande ápice das nossas aventuras na vida.O prazer de unir-se em torno de objetivos comuns,viver a aventura e seus perigos e, ao final, descobrir que sempre esteve dentro de nós a chave para a conquista de nossos sonhos.&lt;br /&gt;E então, porque se afastar assim, para tão longe de casa e correr os riscos da jornada?&lt;br /&gt;Para desfrutar a beleza do caminho é que se justifica a viagem diriam uns. Para dar valor, outros diriam. Para trazer mais uma vez á tona o fato de que a total autonomia é uma ilusão, que somos todos interdependentes e se a diferença é a beleza do ser humano, a união traz complementaridade, harmonia e paz ao mundo. Conquistar amigos porque são a família que escolhemos e a grande riqueza de nossas existências. E eu penso que todas as alternativas acima estão corretas.&lt;br /&gt;O que me traz dúvida é se esse desejo realmente faz algum sentido. Eu já fui Dorothy e acho que todo mundo um dia já foi, pelo menos em parte. Quem nunca sentiu anseio por algo mais? Quem nunca teve na vida um tufão de revirar a casa, e se sentiu perdido? Quem nunca sentiu a emoção de ver um amigo se realizar em suas conquistas e, por outro lado, quem não se emocionou com a felicidade que conseguiu espraiar á partir das próprias conquistas? E á cada ano fazemos novos planos, encetamos novas aventuras, criamos e alimentamos novos anseios renovando votos para que no ano que vêm tudo se repita.&lt;br /&gt;De qualquer modo, sigo correndo atrás do meu arco-íris, no meu Eterno Caminho de Volta para Casa.&lt;br /&gt;Aqui, lá e mais além.&lt;br /&gt;Desejo á todos Paz &amp; Bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-5754755156882592047?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/5754755156882592047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=5754755156882592047' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/5754755156882592047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/5754755156882592047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2009/12/minha-resposta.html' title='Minha resposta'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SywXhG8aHMI/AAAAAAAAAMU/MWSUJOrPKpM/s72-c/magico-de-oz011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3748157475318375132</id><published>2009-12-11T13:01:00.000-08:00</published><updated>2010-04-17T22:32:33.048-07:00</updated><title type='text'>Por onde é lá?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_dk4kZVj_ak0/SyLUXs-BG2I/AAAAAAAAANs/MxYLrwAf-lU/s1600-h/IMAGEHKC.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5414123205726116706" style="float: left; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 320px; height: 298px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_dk4kZVj_ak0/SyLUXs-BG2I/AAAAAAAAANs/MxYLrwAf-lU/s320/IMAGEHKC.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei por que estou aqui&lt;br /&gt;vim do mundo das mulheres que pintam o&lt;br /&gt;rosto, os cabelos e a boca e saem para a rua&lt;br /&gt;sem pedir&lt;br /&gt;Eu ainda as vejo por calçadas e avenidas&lt;br /&gt;Quando por fim desaparecem, por entre cruzamentos,&lt;br /&gt;sombras e becos. Por isso mesmo ainda mantenho a&lt;br /&gt;certeza.&lt;br /&gt;De que &lt;em&gt;lá&lt;/em&gt; ainda existe.&lt;br /&gt;De não ser daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nasci Elas ainda caminhavam&lt;br /&gt;entre as gentes.&lt;br /&gt;E o êxtase se colhia nas fontes&lt;br /&gt;com as mãos em concha e os olhos fechados.&lt;br /&gt;Eu era criança ainda, mas já as acompanhava,&lt;br /&gt;distribuindo pétalas em água perfumada&lt;br /&gt;Em datas precisas, em cortejos vitalícios.&lt;br /&gt;Mas esses dias se foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca soube o que tinham em mente&lt;br /&gt;Com seus sorrisos ferozes e intratáveis modos&lt;br /&gt;Por vezes flutuavam pelos campos de trigo&lt;br /&gt;E desabrochavam em rebeldias ou carícias.&lt;br /&gt;Neste Mundo Antigo - que ainda ontem se perdeu -&lt;br /&gt;existiam as palavras "guerra","coragem","paixão"&lt;br /&gt;mas não se conseguiria traduzir "contrato"&lt;br /&gt;Não há acordo possível para corações que vibram em uníssono.&lt;br /&gt;Eu ainda as vejo...&lt;br /&gt;Passeando com seus seios nus e corpos de serpentes.&lt;br /&gt;Mas suas vozes desapareceram, tento lembrar o que diziam&lt;br /&gt;Algo que me dê uma pista de volta para casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci entre matilhas e boninas&lt;br /&gt;Em cada esquina em que choviam&lt;br /&gt;Lágrimas quentes e estrelas douradas.&lt;br /&gt;Eu as acompanhava sem saber para onde&lt;br /&gt;Nunca soubera o que tinham em mente&lt;br /&gt;E não poderei falar em Seus Nomes...&lt;br /&gt;Mal consigo entender o que me dizem&lt;br /&gt;então por que me trouxeram aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E do lado de lá&lt;br /&gt;Resiste o eco das canções que esqueci&lt;br /&gt;O sonho que antecipa o dia que esta por vir&lt;br /&gt;E essa sensação de viver em exílio...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vim parar...? Não sei tampouco&lt;br /&gt;Me deram um Nome e uma História&lt;br /&gt;Carregaram-me com suas Penas e Esperanças&lt;br /&gt;Disseram me o meu lugar e meu dever&lt;br /&gt;Então permaneci...&lt;br /&gt;Perdendo-me na chuva, vagando pelas esquinas&lt;br /&gt;Em busca de certa poesia ou verso&lt;br /&gt;Nas trincheiras da agitação,&lt;br /&gt;nas rodas da incerteza e&lt;br /&gt;num Lar de Refugiados.&lt;br /&gt;Sempre me perguntam pelo que trago...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E minha mochila está cheia&lt;br /&gt;Das canções dos mares, repletos de sereias&lt;br /&gt;E do mel dos campos férteis e suas açucenas&lt;br /&gt;Das vastas amplidões em que cavalgam condores&lt;br /&gt;Trouxe os ecos de um passado distante&lt;br /&gt;Naquele tempo em que ser Guerreiro era um privilégio&lt;br /&gt;Quando Honra era mais que princípio, era a própria Lei.&lt;br /&gt;Daquele tempo são as modas, as receitas e as cores&lt;br /&gt;que eu mesma desenhei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E trouxe também outras coisas&lt;br /&gt;Dos amores idos uma lembrança cara&lt;br /&gt;Adubo certo para uma pequena alegria.&lt;br /&gt;Trouxe um Adeus, um Nome Esquecido&lt;br /&gt;Um sorriso, um alívio e um Bom-Dia.&lt;br /&gt;Mas a mensagem se cala em minhas mãos vazias...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E portanto, não sei ainda: por que estou aqui?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3748157475318375132?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3748157475318375132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3748157475318375132' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3748157475318375132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3748157475318375132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2009/12/por-que.html' title='Por onde é lá?'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_dk4kZVj_ak0/SyLUXs-BG2I/AAAAAAAAANs/MxYLrwAf-lU/s72-c/IMAGEHKC.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4576472956538793447</id><published>2009-11-29T01:54:00.000-08:00</published><updated>2009-12-05T19:13:02.684-08:00</updated><title type='text'>Novembrinas:</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SxJGfxHBGjI/AAAAAAAAAMI/Zj-lqL329XY/s1600/IDENTITY.PNG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SxJGfxHBGjI/AAAAAAAAAMI/Zj-lqL329XY/s320/IDENTITY.PNG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5409463613998045746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;Longe Demais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia foi preciso&lt;br /&gt;Pular o abismo&lt;br /&gt;Para seguir na jornada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colhi todas as pistas&lt;br /&gt;E plantei alguns sorrisos&lt;br /&gt;Pela estrada em disparada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi engano e ilusão! Não sei onde a arribação de tudo o que deixei para trás&lt;br /&gt;E o meu tesouro perdido - mais antes não houvesse partido - tão perto, longe demais...&lt;br /&gt;07/10/2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51); font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;O que é, o que é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mistério&lt;br /&gt;Um selo secreto&lt;br /&gt;Em cofre trancado&lt;br /&gt;Na sala lacrada&lt;br /&gt;Vivo em suspenso&lt;br /&gt;Entre o Ser e o Nada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta:ehlo on ohlepse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;title&gt;&lt;/title&gt;&lt;meta name="GENERATOR" content="BrOffice.org 3.1  (Win32)"&gt;&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { margin: 2cm } 		PRE.western { font-family: "Times New Roman" } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt; &lt;pre class="western"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(255, 204, 51);"&gt;Contradições&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se meus olhos são espelho&lt;br /&gt;Do que sinto, do que vejo&lt;br /&gt;Em minha alma mora o inverso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu corpo saciado - faminta&lt;br /&gt;A mente afiada - tão cega&lt;br /&gt;Coração resplandece - e seca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no Centro desta Chama mora um desafio&lt;br /&gt;[há quem ninguém resiste]&lt;br /&gt;Em que já não somos e mais nada existe!&lt;br /&gt;14/09/2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Mnemósines¹&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resplendor de alvorada&lt;br /&gt;Quando em mim anoitece&lt;br /&gt;Cativa de Mnemósines&lt;br /&gt;Me encanta...embriaga...e esquece!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;1 - Mnemosine ou Mnemósine era uma das Titânides, filhas de Urano e Gaia e a deusa da Memória.[1] Ela teve de Zeus as Noves Musas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Era aquela que preserva do esquecimento. Seria a divindade da enumeração vivificadora frente aos perigos da infinitude,&lt;br /&gt;frente aos perigos do esquecimento que na cosmogonia grega aparece como um rio, o Lethe, um rio a cruzar&lt;br /&gt;a morada dos mortos (o de "letal" esquecimento), o Tártaro, e de onde "as almas bebiam sua água quando estavam&lt;br /&gt;prestes a reencarnarem-se, e por isso esqueciam sua existência anterior".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Mnemosine&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;pre class="western"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4576472956538793447?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4576472956538793447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4576472956538793447' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4576472956538793447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4576472956538793447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2009/11/novembrinas.html' title='Novembrinas:'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SxJGfxHBGjI/AAAAAAAAAMI/Zj-lqL329XY/s72-c/IDENTITY.PNG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-2744695974762221175</id><published>2009-11-05T19:48:00.000-08:00</published><updated>2009-11-06T11:07:13.121-08:00</updated><title type='text'>Levados.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SvOg3Wq7a-I/AAAAAAAAAMA/QTENwPV8qIc/s1600-h/A-liberdade-pra-mim-e-o-que-mesmo.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 208px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5400837250986240994" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SvOg3Wq7a-I/AAAAAAAAAMA/QTENwPV8qIc/s320/A-liberdade-pra-mim-e-o-que-mesmo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nos deixamos levar pela mão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;pelas ruas e na escuridão&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;á escola, à igreja, ao hospital&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;quando crianças isso é normal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nos deixamos guiar pelas estradas&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;aéreas e autovias,marítimas &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e até pelas trilhas turísticas &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e atalhos que nos levarão ao topo &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;fecha-se os olhos e segue-se em frente&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ao longo de datas históricas, feriados nacionais, &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;compromissos de agenda, filas e elevadores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos arrastamos pelos anos correntes, &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sem questionar prosseguimos num mantra&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Muito obrigado,obrigado, obrigado...&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Igualmente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As vezes é fácil a entrega de um primeiro encontro,&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ás vezes você é o inocente útil do Primeiro Ato&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E se deixa influenciar pela opinião da Ciência, do Pastor &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ou do vizinho. Ou do escriba que se vendeu pelo preço mais barato&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E num ato de desobediência ao instinto...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Direto para o abismo! Só porque&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Parece tão mais fácil. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Num Bonde Chamado Desejo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;o calabouço é também um destino.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas não o ultimo, e será por que...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Só não há um Manual &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;de como-fazer, num rito&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;de se entregar ao imprevisto, &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ceder ao apelo num ápice de êxtase &amp;amp; delírio&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;e no momento ultimo, num ato falho crítico&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;ceder, livrar e deixar cair - descobrir-flutuar-fluir ... &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;saber estar e querer para o que der e vier&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;e deixar acontecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-2744695974762221175?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/2744695974762221175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=2744695974762221175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2744695974762221175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/2744695974762221175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2009/11/levados.html' title='Levados.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SvOg3Wq7a-I/AAAAAAAAAMA/QTENwPV8qIc/s72-c/A-liberdade-pra-mim-e-o-que-mesmo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4471925254659795669</id><published>2009-10-29T08:48:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T09:12:14.452-07:00</updated><title type='text'>Peregrinações.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sum73Zoh5bI/AAAAAAAAAL4/j3VD3dgxGwI/s1600-h/lagrima2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 319px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sum73Zoh5bI/AAAAAAAAAL4/j3VD3dgxGwI/s320/lagrima2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398052188828329394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 102, 0);font-size:85%;" &gt;Pessoas mesmo são aqueles que são loucos, os que estão loucos para viver,para falar, loucos para serem salvos,que querem tudo agora ao mesmo tempo, que nunca bocejam nem falam coisas comuns mas queimam, queimam como fogos de artifício explodindo como constelações (...)Eu não tinha nada a oferecer a ninguém, a não ser minha própria confusão (Jack Kerouac - "On the Road")&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desperto flutuando numa bolha d’água acridoce como lágrima. Estou caindo. A bolha parece manter a estabilidade e a velocidade na queda enquanto flutuo livre da gravidade, mas prisioneira de uma película fina, muito fina, mas resistente. Parece algo como plástico, mas mais orgânico, como uma membrana. Sinto para breve o fim da queda e em agustiante asfixia tento submergir. Tarde demais sinto o impacto. A membrana se rompe e eu aperto os olhos para resistir a jato de água que invade minha pequena prisão. Percebo que continuo em meio aquoso, que é água ainda e mais... Tenho agora certeza que é o mar. Já abri os olhos para tentar localizar um local, um sentido mais acima apesar da salinidade fria, mas tudo é brancura de espuma – será este o gosto da morte? Pensamento-ação. Para cima, para cima, para cima. Correntes me jogam para lá e para cá como um pedaço de isopor, mas eu bato os pés e os braços com força. Mais uma curva. Sinto o meu corpo desistir, no limite da resistência, quando finalmente consigo submergir. Respiro de uma golfada só, com a boca e o nariz. E o que inalo não é apenas ar, mas ainda água salgada e areia junto com a sensação de levar uma facada na altura dos pulmões. Agora ouço o barulho. Raios, trovões e o literal rugir do vento. Um longínquo “crack”. “Crack?!!!”  Tento desviar a cabeça no sentido do “crack”e mais uma vez falta tempo. Um pedaço de madeira - eu acho que é madeira, mas pode ser um pedaço de coisa pontiaguda qualquer que veio voando e explodiu contra minha nuca. Escuridão, escuridão vermelha e estrelas. Por pouco tempo, sinto um filete de calor viscoso escorrer por trás da minha orelha em direção ao pescoço. Esse breve calor será lavado por um jato ainda mais frio que empurra minhas costas, estou sendo projetada para frente em velocidade alarmante, quase impossível e acho que vou vomitar. É a última sensação antes de o frio e a escuridão me invadirem completamente.&lt;br /&gt;Estou de costas e contemplo a cena de mãos dadas com David. Porque neste sonho, me chamo Ariana e ele David, e eu contemplo um quadro em que, num primeiro plano, há o naufrágio de um navio, partido ao meio em alguma noite de tempestade. E, ao fundo vê-se o rosto de uma moça cujos cabelos se confundem com as nuvens negro- acinzentadas. No rosto pálido da moça – que desconheço – uma lágrima escorre. Esta lágrima transbordará o mar e por fim, submergirá o navio. Me dou conta que sei disso porque estava lá. Encerrada na gota e submergindo na onda que cravará o golpe fatal no navio. Saio com David do que parece ser um museu. Aperto sua mão para que detenha o passo e vejo com nitidez. São vários expositores e pedestais de gesso, com discos do “Menudo”, coleções de cartões de “Chocolates Surpresa”, pilhas e pilhas de videocassetes com alguns filmes que de relance reconheço – bem encima “Lady Hawck”. Meninas-flor e cavalinhos pequenos pôneis em vários cantos. Fitas cassetes que de tão usadas já não consigo reconhecer, dentro de uma caixa de plástico com a propaganda do filme “De volta para o futuro” estampada (como era mesmo o nome daquele ator?), um pedestal rosa com um par de melissinhas nas quais, por sua vez, está apoiadas um reloginho de plástico, um estojinho de maquilagem com um batom que reconheço (Boka Loka) e, ao fundo, vários modelos de cera vestem roupas estranhas com grandes ombreiras. Os manequins masculinos vestem preto e usam cabelo arrepiado. Os femininos são mais variados, calças leggings, saias balonês ou de coro sintético e grandes cabelões com permanente ou frajinha. Ao fundo, uma TV quatorze polegadas muda projeta  em sua tela um desenho animado saudoso e querido: “Caverna do Dragão”. Ao fundo, um “Tears for Fears” martela: “Shout...shout...” David me puxa e pergunta: “Vamos”? Eu gostaria de ficar um pouco mais. Ele diz que não podemos. Parece que já passeamos por tempo demais pelo Museu Anos 80. David me avisa que temos pouco tempo para chegarmos á “Temporada de Colheita”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4471925254659795669?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4471925254659795669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4471925254659795669' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4471925254659795669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4471925254659795669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2009/10/peregrinacoes.html' title='Peregrinações.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sum73Zoh5bI/AAAAAAAAAL4/j3VD3dgxGwI/s72-c/lagrima2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-1957252810740782699</id><published>2009-10-28T20:29:00.000-07:00</published><updated>2009-10-29T08:48:00.446-07:00</updated><title type='text'>Crônica das Enchentes.(ou o dia em que a maré crescer dentro de mim)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sum5GjAmW-I/AAAAAAAAALw/s1t2lBTZg6Y/s1600-h/sea_storm__by_andyp89.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 239px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sum5GjAmW-I/AAAAAAAAALw/s1t2lBTZg6Y/s320/sea_storm__by_andyp89.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5398049150508358626" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz três semanas que só chove na ilha. Chove, chove,chove... Nos primeiros dias era aquela sensação de apreensão tensa. “Será que não para mais?” Pergunta o marido. “Não sei.” Silêncio. Silêncio. Silêncio. Em cada olhar e em muitos gestos, a mesma pergunta. O Sr.D’Oeste (meu apelido secreto para ele) na padaria homônima. O vizinho, que pensa em comprar uma antiga sete léguas. Na sala dos professores alguém comenta: “Meu Deus, não para mais!” Olho para o professor de Biologia e seu olhar parece me devolver a mesma pergunta: “quando”? E alguém que falou com outro alguém da Epagri que por sua vez, disse alguma coisa parecida com “não sei ainda”. Mas era apenas a primeira semana de chuva incessante dentre os muitos meses em que choveu todos os dias. Alguém lembra que isso já vinha de bem antes. Agosto. Já estamos no final de outubro e só agora parece ser calamidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;No fundo eu sei que não interessa o que dizem nossos satélites, o bom senso e nem a Igreja, sempre foi uma função primordial das mulheres responderem pelos fenômenos da natureza. Mas, como mulher eu só me apoio no meu corpo (que é também minha alma) e no Morro do Cambirela.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;O que diz meu corpo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Que há muito tempo ele também não confia mais na natureza para viver. A lua é minguante. A maré, vazante. E dançando/orando num sábado de sol, sem motivo, me veio a palavra: &lt;i style=""&gt;funesto&lt;/i&gt;. Mas o sol fornecia seu espetáculo em graças e sorrisos. “Só um pressentimento” – pensei. E domingo já eram o vento e as lágrimas. Chovia dentro e fora de mim. As lágrimas secaram. A chuva não parou mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;E o morro, o que diz?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Que vai chover de novo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Ele me confidencia isso todos os dias isso, por volta de sete da manhã. Quando vai fazer sol, sorri. Quando o céu chora, ele se cobre para preservar a dignidade do céu. E assim, eu, o morro e minhas metáforas, entramos na segunda semana.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;O céu tão cinza faz com que aos poucos todos entrem num estado melancólico e de profunda desistência. Desistimos de secar os pisos porque é como enxugar gelo. Porque lavar se não há como estender? Para que brigar, se não há como entender? Desistimos agora dos nossos inimigos – sempre tão fiéis. E também desistimos de marcar encontros com os amigos, porque a chuva desaconselha sair. Na verdade não são apenas as goteiras, mas até as relações que começam a fazer água. Nesse caso, a família começa a ser insuficiente. Não foi sempre? Em algum momento, desistimos da &lt;i style=""&gt;cive &lt;/i&gt;e da &lt;i style=""&gt;pólis&lt;/i&gt;. Desistimos de procurar por noticias, fossem do clima ou quaisquer outras, e passamos a alugar filmes. Queríamos congelar na memória a alegria pela vitória de Barack Obama (para que ver de mais perto, se era tão boa à perspectiva assim, distante?). &lt;i style=""&gt;Sim, nós podemos&lt;/i&gt; mesmo que enregelados e encharcados pela sensação de uma inevitável fatalidade. A Semana de Consciência Negra assistiu meus últimos esforços de civilidade. Aos poucos, o frio de molhar os pés na ida para o trabalho, me fez escorregar para um torpor semi-consciente e sem querer. Meus alunos compareciam de modo esparso, num estranho jogo de equilíbrio de faltas e trabalhos entregues por terceiros. E os deslizamentos inevitáveis tornavam as faltas mais que justificadas. É vã toda a filosofia de três tempos no segundo grau, assim como a educação neste país faz água há muito tempo, e todos sabem disso. Mas ali,estranhamente a escola parecia mais com uma tábua de salvação boiando sob o naufrágio, com todos reunidos para não afundar juntos. Salas ocupadas, o telefone da escola sempre solicitado, os professores amigos se solidarizando e mobilizando por esta ou aquela família. Propiciamos alegria, amparo e ensino ainda que em condições precárias e de modo esporádico.Até que, sem condições submergimos todos. A tábua não agüentou, a escola fechou após um mês de lenta agonia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;E ao voltar para casa não era assim tão diferente. De repente me vi acompanhada de meu clã reunido em torno, não de um totem ou uma fogueira, mas de uma nostalgia. Os anos 80. Discos, filmes, músicas e vivências compartilhadas pelo exílio involuntário. &lt;i style=""&gt;Seremos poucos a sobreviver&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;então que resistam nossas memórias&lt;/i&gt;. Ninguém disse isso, é claro. Mas foi um movimento social de profunda aquiescência – se é que isso pode existir – percebido em toda a parte. Alguém lembra de uma cena de infância. Outro começa um romance. E mais aquele retoma um Diário. &lt;i style=""&gt;Sobrevivam as palavras! &lt;/i&gt;Parecia ser a ordem.&lt;i style=""&gt;. As músicas e os vídeos&lt;/i&gt;, mais alguns completavam&lt;i style=""&gt;. &lt;/i&gt;Parafraseando o presidente, diria que &lt;i style=""&gt;nunca antes, na história desta cidade, fizemos tantos downloads.&lt;/i&gt; No apelo óbvio da sobrevivência, escolhemos resgatar da enchente o melhor de nós mesmos. Mas isso, como sempre, acontece primeiro aqui dentro. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Essa ilha já foi chamada Desterro e este é o nome do nosso sentimento agora. Foi pouco antes de caírem as barreiras na estrada. Sabíamos agora que estávamos isolados, mas não sozinhos. Nosso &lt;i style=""&gt;irmão em águas&lt;/i&gt;: o estado do Paraná.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Tornamos á &lt;i style=""&gt;cive&lt;/i&gt; e a &lt;i style=""&gt;pólis&lt;/i&gt; talvez no auge da calamidade&lt;i style=""&gt;. &lt;/i&gt;Primeiro de modo tímido, mas num país em que dizer que não gosta de política é como dar um atestado de honestidade e retidão moral, não surpreende. Vi o primeiro lampejo no meu local de trabalho, em primeiro lugar. Numa escola fechada para as aulas, reencontramo-nos todos para confeccionar os enfeites de Natal e a amizade do quotidiano fazer. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Eis que ressurge enfim, o humor, a face mais bela e louca da resistência. Um e-mail que faz do salto alto um pé de pato que promete ser a nova moda. Um perfil de &lt;i style=""&gt;orkut&lt;/i&gt; que nos louva como Novos Atlantes. Outra diz: &lt;i style=""&gt;a ilha vira mar, as mulheres sapas, as trans sereias&lt;/i&gt;. Alguém se auto-intitula nova espécie. Outra não quer mais ser chamada de piranha: é agora uma &lt;i style=""&gt;donzelística&lt;/i&gt; perereca. Mais simpático, convenhamos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Aos poucos, já não mais tão estranhos a nós mesmos, submergimos. Amigos e familiares ligam uns para os outros. Ecos: &lt;i style=""&gt;esta tudo bem aí? Esta tudo bem com você?&lt;/i&gt; Sim. Sim. &lt;i style=""&gt;Sim, mas...&lt;/i&gt; Um grito de socorro ao longe. Era o Vale. Meu Deus! O Vale! Tristeza. Luto. Calamidade (pública desta vez). Muitos amigos meus viajaram para lá. Afundaram até os joelhos na lama e no caos para missão-resgate. Eu (um eu que somos &lt;i style=""&gt;nós&lt;/i&gt;) fiquei. Ou ficamos. Para partejar nem que fosse da pedra. Desencavar á vida nova dos armários e gavetas. Despertar consciências adormecidas para o absurdo da alienação quotidiana. Humano, demasiado humano. Comprar cestas básicas. Substituir valores e economizar água. Para selecionar e embalar, evitando desperdícios. Bater tambores, lotar igrejas, enviar cartões. Receber parentes desabrigados. Movimentar contas bancárias. Colher donativos. Cada vez mais gente se empenhando sempre e... mais. Ninguém queria parar com isso. Não recebíamos nós monções de apoio de todos os estados da federação? Pela primeira vez, vi gente se mobilizar pelos animais. Alguém lembrou que era crueldade deixar para que se afogasse o cachorrinho da família.Outros tantos mobilizaram-se para ajudar cães,gatos e cavalos, amigos de todas as horas deixados para trás. Muitos órfãos. Achei que algo de uma nobreza e dignidade esquecidas submergiram também. E onde beleza e justiça eram enaltecidas em toda a parte, resgate era uma palavra de ordem. Não mais memórias. Objetos e gentes. E quantos mortos, Deusa querida! Desaguavam notícias no apelo de uma contra-enchente de solidariedade “vitoriosa e transbordante como uma hemorragia”, nas palavras de Chico. De repente, foi como se não houvessem mais, entre nós, tantas represas e &lt;i style=""&gt;desvios&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;&lt;i style=""&gt;Perdi quase tudo, mas graças...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Todos acordam para o fato de que a vida é o mais importante (bem, quase todos).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;É claro que nos subterrâneos do poder, a lei de Murphy é imperativa. Tudo de pior que pode acontecer, sempre acontece. Mas a luz encontrava também aí, uma brecha. Só um exemplo: agora todos sabiam porquê era infame o novo Código Ambiental de SC. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Foi nesse momento, tão caloroso e fraterno, que encontrei um amigo. Iria também para o Vale ajudar. Disse ele&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;-Eu vi um estudo, a ilha... Metade da ilha é aterro, entende? Até agora a maré era vazante, mas agora vai encher e a ilha corre risco de ir para o fundo do mar... O mar toma de volta tudo o que empresta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Só aí que me dei conta: era verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;A maré também crescia dentro de mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;Foi só então que o sol ressurgiu no horizonte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(51, 204, 255);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-1957252810740782699?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/1957252810740782699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=1957252810740782699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1957252810740782699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/1957252810740782699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2009/10/cronica-das-enchentesou-o-dia-em-que.html' title='Crônica das Enchentes.(ou o dia em que a maré crescer dentro de mim)'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sum5GjAmW-I/AAAAAAAAALw/s1t2lBTZg6Y/s72-c/sea_storm__by_andyp89.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-4283957896512145640</id><published>2009-09-26T01:53:00.000-07:00</published><updated>2009-10-08T00:19:22.473-07:00</updated><title type='text'>Rumo á Casa de Irkala - os sete véus.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sr3ZnNjpo-I/AAAAAAAAALg/3zR3SXWEUmc/s1600-h/v%C3%A9us.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 239px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sr3ZnNjpo-I/AAAAAAAAALg/3zR3SXWEUmc/s320/v%C3%A9us.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385699997082297314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; font-style: italic; color: rgb(153, 153, 255);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda ás portas, perguntou-me o que queria&lt;br /&gt;E eu disse: "um lugar para onde retornar"&lt;br /&gt;O porteiro riu, mas respondeu em seguida&lt;br /&gt;-"Há bem mais que tens de deixar para trás"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;A iluminação enfraquece e a música começa. Pequenos acordes que se irão entrelaçando&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;á minha entrada de passagem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Meu primeiro véu, é um véu negro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Que me cobre por inteiro, veludo molhado,pesado,imenso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Cobre todo o rosto,o corpo, meus cabelos, e até meus pés&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Estão resguardados em segredo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Movendo-me quase imperceptível na escuridão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Toco sem tocar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Canto, sem que som algum seja soprado de meus lábios &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Cerrados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Crio, teço,amparo sem nada dizer,num silêncio imperativo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Eu giro em anti-movimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Completo o sacramento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;O véu se rasga em duas metades iguais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Caindo como o corpo cai no sonho,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ainda em silêncio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Seguir-se há o desenvolvimento: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;O véu vermelho descobre o rosto,escorre pelos cabelos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;É sangue quente que cobre meu corpo,apertado em meus seios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;É o que me move, o que pulsa,brilho fátuo,o meu anseio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Meus gestos são tensos,estremecem os toques no instrumento - estremeço!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Ardente,em chamas,correndo pelo palco, vocalizo ululante em devaneio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Arremetendo-me contra a rocha,contra o céu,contra o tempo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Corro junto aos meus irmãos, que se esvanescem e sempre mais forte sopra o vento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Impressiona, desafia e vence, traz o medo pela corrente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;E num giro rápido - para não perder o impulso- eu o lanço fora, e o que se ouve&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;é metal incólume na gravidade do chão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;O ritmo segue firme mas já sem tormento. Jogo fora brincos,pulseiras e um anel&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;de ouro puro -por último,um porta-venenos. Jogam para mim da platéia - moedas e lírios&lt;/span&gt; - &lt;span style="color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;que não me rebaixarei em apanhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;É sempre tão pouco o que pedem, como posso negar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;Jogo fora também a fivela dourada que prende em parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;a fartura cacheada dos meus cabelos. Pequenas alegrias,mimos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;Zelos e flores á mancheia. Tudo tão reluzente. O que brilhava em mim e tinha em si&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;algo de inocente e desconcertante agora se foi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;E pela primeira vez ouço um suspiro da platéia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;Sinto-me mais leve, estranhamente mais leve...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;O que me esconde ainda agora é verde e esta enrolado junto aos seios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;É o mais perfumado e querido de todos eles&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Cor das matas e das coisas que se corrompem lentamente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Abrigo caro,jóia rara,um lar em ruínas de calma plácida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Eu o enovelo em meus braços, como serpentes cálidas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Eu deixo que beije meus olhos fechados e quentes de sol&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Que acaricie minha cintura,num aperto de despedida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;Antes de deixá-lo ir assim, num gesto displicente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;E ele flutua e se desfaz num ramalhete de hortelãs.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Um intervalo,a música cessa para mudar bruscamente...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Preso ao cinturão, um véu azul de mar e sonhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Aposta traída para sempre, um mundo em paz,uma infância de ilusão&lt;br /&gt;Se desdobram e demonstram,numa carícia de desvelo vem e vão e vem e vão...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Até que um dia ergue-se imenso e impressiona&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Paciente, reconquista tudo o que lhe pedem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;E deu apenas aquilo de que não tinha mesmo nenhuma precisão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;São esses véus assim como o meu olhar. E meus quadris, ondas que &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Embalam suaves para lá e para cá. Eu sou a fuga e o refúgio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Me divirto em criar miragens e canções que flutuam como bolhas de sabão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Mas ninguém sabe, o refugo da minha arte tem nome: é saudade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;Serena, nem percebo quando este véu tão calmo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;se desfaz em guizos de espuma branca por sobre a areia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;Mais um, agora violeta que eu trago ainda firme, preso á testa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;E finalmente o Medo.Sei que agora são as Palavras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;que se vão.E com elas a memória, os Diários, os relicários da música.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;São como a água escorrendo, evaporando, cristalizando suas gotas, contas a rolar pelo tablado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;Um véu de mel e prazeres que se devem fruir cálidos e lentos. Um véu sóbrio e zeloso,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;tecido ponto á ponto á mão e sem ornamentos. Um véu rescendido á pactos e constrangimentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;Eu deixo que vele,e cante esmorecendo enquanto se despede da minha pele&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;pelo corpo inteiro. O alaúde nesse momento é só lamento e gravidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;Chegamos á um ponto de não-retorno,agora é tarde, é findo o tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;Quando cair aos meus pés uma platéia ansiosa poderá colher minhas lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255); font-weight: bold;"&gt;Meu corpo transparece por fim sob o véu branco.Não há indecência nisto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255); font-weight: bold;"&gt;Sem meus véus,jóias e armaduras sou algo assim bem menor,pequena mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255); font-weight: bold;"&gt;Só uma criança, marcando o ritmo com o bater dos pés desnudos. A música já&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255); font-weight: bold;"&gt;parou e tilintam apenas os risos. Estou pronta á mergulhar na escuridão,talvez para sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255); font-weight: bold;"&gt;O ultimo véu que cai se desfaz como uma estrela,em um surto de luz e som &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 255); font-weight: bold;"&gt;vidro quebrando no chão displicente...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 255); font-weight: bold;"&gt;E mais Nada...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-4283957896512145640?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/4283957896512145640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=4283957896512145640' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4283957896512145640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/4283957896512145640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2009/09/rumo-casa-de-irkala-os-sete-veus.html' title='Rumo á Casa de Irkala - os sete véus.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sr3ZnNjpo-I/AAAAAAAAALg/3zR3SXWEUmc/s72-c/v%C3%A9us.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-3815484526001523103</id><published>2009-09-26T01:50:00.000-07:00</published><updated>2009-09-27T23:47:41.607-07:00</updated><title type='text'>A Lista da Bota.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sr3WClf0AtI/AAAAAAAAALY/X2nbARrs1CM/s1600-h/1244853348_antesdepartirposter01_thumb.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 116px; height: 170px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sr3WClf0AtI/AAAAAAAAALY/X2nbARrs1CM/s320/1244853348_antesdepartirposter01_thumb.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385696069318607570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 204, 204);"&gt;  "Antes de partir" vale á pena ser recomendado. Um filme que você vê sorrindo, já sabe o final de antemão e mesmo assim, causa estranhamento e reflexão. Estrelado por Morgan Freeman e Jack Nicholson e dirigido por Rob Reiner (de"Questão de Honra" e "Harry &amp;amp; Sally", por exemplo) como poderia ser ruim? Reza a lenda que Jack Nicholson sofreu uma delicada cirurgia há poucos meses de começar as gravações o que traz um tempero todo especial ao seu personagem turrão excêntrico e carismático, Edward Cole, dono de uma rede de hospitais. O seu lema é "dois pacientes por quarto, administro hospitais e não spas" e justamente por isto não poderá requisitar um quarto só para si quando é internado por uma crise que logo será diagnosticada como sintomática do câncer terminal. Divide então o quarto com Carter Chambers - o personagem de Morgan Freeman - homem casado que trabalha há quarenta e seis anos como mecânico, internado neste hospital para submeter-se a um tratamento experimental contra o câncer. Ambos descobrirão que tem poucos meses de vida.Enquanto dividem o quarto e vencidos os primeiros estranhamentos, ambos começam a compartilhar divertimentos e experiências. E Chambers começa a escrever a "Lista da Bota", um exercício de pensamento prospectivo que seu professor de filosofia lhe pediu no primeiro ano, que consistia em elaborar uma lista do que cada aluno gostaria de realizar antes de "bater as botas". A expressão para isto em inglês é "chutar o balde" daí o título original ser, em uma tradução literal, "A Lista do Balde". Nesta lista, Chamber anota pedidos como "ajudar alguém desinteressadamente" ou "rir até chorar". À esta lista, "Mr. Cole" acresce  os seus próprios como "pular de para-quedas" e "fazer uma tatuagem". Assim "Mr. Cole" convence "Mr. Chambers" a viajar pelo mundo e realizar seus últimos pedidos.O comportamento "desesperado-alucinado" do personagem de Nicholson faz um interessante contraste com a postura professoral do personagem de Freeman e a bandeira do diretor, que parece ser "Abaixo o sentimentalismo água-com-açúcar" deixa o resultado final ainda mais absurdo, tanto que ainda não consegui ler uma resenha que conseguisse resolver o enigma deste filme: é drama ou comédia? Penso que é drama, mas tratado com uma leveza eao mesmo tempo, uma profundidade, que escapam ao "dramalhão lacrimoso".&lt;br /&gt;  Mas esta não é uma resenha- ou pelo menos eu penso assim. Pensando melhor, deixo esta categorização para outros. Mas este filme rendeu o tema de minha crônica? O que é a morte? Um súbito apagar de luzes e uma retirada estratégica do palco, para que entrem as palmas ou o silêncio da platéia constrangida?Um renascer para outra existência? Alguém, não me recordo, disse que o homem é o único animal que sabe que vai morrer. Parece interessante, mas simplesmente não é verdade. Há os elefantes e existem pesquisas a este respeito também com gatos (até onde eu sei). Talvez a única diferença é que nós temos mais opções quando estamos de posse da notícia com antecedência, e muito diferentes dos animais, que no geral se isolam para morrer á sós, nós optamos de modo geral a morrer exatamente como vivemos, dentre os valores que nos orientaram por toda a nossa vida e deixamos aos nossos descendentes ou ascendentes a difícil tarefa de cumprir nossos últimos pedidos além da morte. Porque salvo imenso engano, a morte causa mais angústia á nossa espécie do que á qualquer outra. Há quem afirme que o nosso pavor da morte é a nascente de nosso anseio de liberdade e paixão pela vida. Porém a mesma morte - algo que parece tão individual e íntimo - tem um forte conteúdo social. Porque seremos enterrados,cremados ou submersos, teremos orações, prantos ou risos de acordo com a cultura vigente na sociedade em que estamos inseridos e desejaremos que nossa passagem seja feita de acordo com aquilo que nós e nosso meio social acredita. Se suas vísceras serão espalhadas aos urubus ou se você será enterrado de pé com uma florzinha em cima é uma questão que você, a família e o Estado têm de entrar em um acordo antes. E para aqueles que não têm pacto com o Estado nem com a Família, o Estado já encontrou solução: a vala comum, onde descansam os deserdados,esquecidos e "desaparecidos" de toda á sorte.Os sem-cemitério, marginalizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mas voltando ao assunto...todas essas são escolhas da vida. A morte é uma desconhecida que não possibilita escolhas. E chegamos por fim ao "xis" da questão. A Lista da Bota. O que escreveríamos, cada um de nós, se submetidos á este exercício? Um detalhe interessante é que o personaem de Freeman, por tido uma vida pobre mas rica em significado e compreensão espiritual, fez dos seus últimos pedidos uma lista de prazeres simples. O personagem de Nicholsos, mais rico mas que navega numa solidão sem fim, sem família e amigos por exemplo, tem desejos finais excêntricos, divertidos e...superficiais. Quando Freeman vaja pelo mundo com Nicholson percebe seus limites,barreiras morais e sensíveis que o impedem de "se divertir até o fim", mas o contrário também é verdadeiro. "Mr.Cole" logo percebe as dificuldades em realizar itens da lista elaboradas por "Mr Carter" e a mudança que ele tem de fazer para realizá-las é ainda mais radical. Nossos últimos desejos de vida, na verdade, refletem como vemos a vida em si.Outra reflexão interessante se dá quando ambos os personagens se encontram no Egito  - o Antigo Egito foi,disparado, a sociedade que mais investiu na idéia de vida além da morte - e um deles comenta que este povo acreditava que, após a morte, cada alma seria julgada por suas ações e encaminhada para lugares melhores ou piores segundo estas. Se pensarmos bem, nada de tão diferente do que a maioria das pessoas acredita hoje. O diferencial são as perguntas chaves para o acesso ao "melhor dos mundos": "-Quantas alegrias você viveu?" E na seqüência "-Quantas alegrias proporcionou?"&lt;br /&gt;  Quanto á crenças do Antigo Egito, também sabemos que não era assim tão simples. Mas esse é um bom resumo do que são chamadas de 52 confissões negativas, coisas como: "Não roubei", "Não matei", "Não propaguei mentiras" e por aí seguem...&lt;br /&gt;  Pensei em muitas respostas para estas perguntas, e até esbocei a minha própria lista da bota, com apenas sete itens:&lt;br /&gt;1- Na minha aposentadoria vou me dedicar á uma Associação de Defesa dos Direitos dos Animais.Pois dedicarei os melhores anos da minha vida á Juventude e á luta por uma Educação mais Inclusiva e de qualidade, assim, contruindo minha quota de contribuição com a humanidade. Logo, chegará a vez de ajudar animais desinteressadamente, eles que me ajudaram tanto. Só espero que dê tempo.&lt;br /&gt;2- Não tenho fantasias com para-quedismo, e até que gostaria de voar de asa-delta mas no fundo, tenho mais desejo em fazer mergulho subaquático (nunca entendi esta expressão, existe outro tipo de mergulho?).Ver as paisagens submarinas pessoalmente, este outro mundo tão próximo e tão estranho seria algo assim... sem palavras para descrever.E tenho até um itinerário certo: Fernando de Noronha. Junto aos golfinhos. Mas para isso,antes é preciso vencer o medo e parar de fumar.E eu nunca sei se quero parar de fumar...hehehe.&lt;br /&gt;3- Conhecer dois países ao menos na Europa: Londres e Espanha, dois na África:Nigéria e Egito e Sri-Nagar na Índia. O Líbano, é claro. Se possível, todo o Oriente Médio. E o meu primeiro romance será um Diário de Viagens. Tem o título provisório de "Os melhores dançarinos do mundo".&lt;br /&gt;4- Ver publicado o meu penúltimo romance, que têm o título provisório "A Vida É Uma Festa"! É um título bastante polêmico, eu sei. Mas nele quero trabalhar a vivência com minha mãe, que me ensinou muito sobre alegria de viver. Em tempos tão cinzas, penso que seria um livro de Memórias que acabaria servindo como Auto-ajuda.&lt;br /&gt;5-Quero chorar de emoção na formatura dos meus filhos. Nota: eu não tenho filhos. Mas terei. Nascidos do meu corpo ou do meu coração, como se diz.&lt;br /&gt;6-Quero ter dado minha contribuição para um país mais justo e uma educação mais inclusiva, humanizante, e conscientizadora. Quero ter encontrado minha família espiritual e que, com ela, tenhamos realizado uma coisa inteiramente nova. E que esta contribuição vire livro também, mas não escrito por mim nem com meu nome citado, mas no nome de alguma organização coletiva e pioneira em métodos educativos que eu creio, está para surgir.&lt;br /&gt;7 - Deixar para minha família e amigos a certeza de que fiz o melhor possível...e que valeu á pena! Só ainda não pensei como será isto, mas vai se dar de alguma forma, tenho certeza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Naturalmente penso que ainda é cedo para dizer quantos momentos de alegria vivi e quantos proporcionei. Mas sem falsa modéstia acho que se a prova fosse amanhã eu conseguiria passar assim,assim, na média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem quiser que conte outra...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-3815484526001523103?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/3815484526001523103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=3815484526001523103' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3815484526001523103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/3815484526001523103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2009/09/lista-da-bota.html' title='A Lista da Bota.'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sr3WClf0AtI/AAAAAAAAALY/X2nbARrs1CM/s72-c/1244853348_antesdepartirposter01_thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-8269807692580583731</id><published>2009-09-26T01:43:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T01:49:59.291-07:00</updated><title type='text'>Curtinhas Setembrinas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sr3Uq0p-HZI/AAAAAAAAALQ/DEhBbnjfEUo/s1600-h/OgAAAEp3Qm5AbzBcOuTu7sDm5SzjVtjfCH8YBYhIxSlr47WYzvZqMkG4pG8UYMMoCHaD6l5W0_eHRZ8MAYsvb6A41x0Am1T1UOAiDzY6HRUGgKGTGIWkawphkJ4_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sr3Uq0p-HZI/AAAAAAAAALQ/DEhBbnjfEUo/s320/OgAAAEp3Qm5AbzBcOuTu7sDm5SzjVtjfCH8YBYhIxSlr47WYzvZqMkG4pG8UYMMoCHaD6l5W0_eHRZ8MAYsvb6A41x0Am1T1UOAiDzY6HRUGgKGTGIWkawphkJ4_.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385694561559256466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Veleidades.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Tenho pena de quem teme o que pensa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;E clama pela liberdade dos quadris&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Perigoso mesmo é o que não se pode dizer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;E não se diz...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrita na água:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Prometo honrar,amar e obedecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Vingança &amp;amp; Vitória e o que mais vier&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 204, 204);"&gt;Para todo o sempre,mas só se Deus quiser!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51); font-weight: bold;"&gt;Prisão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;"Há mais de um poder&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;que nos encerra ou cala&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;uns no escuro, postos á ferros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;outros vestem gaiolas douradas..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 204); font-weight: bold;"&gt;Ao menino que hoje passa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;Sim, é puro, cálido e luzídio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;E tem ainda a beleza, o encanto,o sorriso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;Quanto mais eu o vejo,mais admiro. Mas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;Só celebramos a inocência em seu funeral - e com alívio!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 102); font-weight: bold;"&gt;Terrorismo Poético&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;O velho professor passou matéria no quadro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;E deu aula e tarefa, prometeu nota e deu prazo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Anseio: uma surpresa,um alento,ou talvez um gesto de carinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);"&gt;Surpresa: um &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;beija-flor&lt;/span&gt; morto em seu escaninho...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-8269807692580583731?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/8269807692580583731/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=8269807692580583731' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8269807692580583731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/8269807692580583731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2009/09/veleidades.html' title='Curtinhas Setembrinas'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/Sr3Uq0p-HZI/AAAAAAAAALQ/DEhBbnjfEUo/s72-c/OgAAAEp3Qm5AbzBcOuTu7sDm5SzjVtjfCH8YBYhIxSlr47WYzvZqMkG4pG8UYMMoCHaD6l5W0_eHRZ8MAYsvb6A41x0Am1T1UOAiDzY6HRUGgKGTGIWkawphkJ4_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-364292195269265484</id><published>2009-08-10T22:50:00.001-07:00</published><updated>2009-08-10T22:57:11.944-07:00</updated><title type='text'>(In)solitudes!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SoEIL5RCa3I/AAAAAAAAALI/4jr9KrxdCNY/s1600-h/curinga.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 226px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SoEIL5RCa3I/AAAAAAAAALI/4jr9KrxdCNY/s320/curinga.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368581231246207858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliviar dor de cabeça dando cabeçadas na parede&lt;br /&gt;Colocar sal na limonada só para ficar com mais sede&lt;br /&gt;Transar no capô do carro, á beira da estrada&lt;br /&gt;Tomar sorvete quente depois da sopa gelada&lt;br /&gt;Amarrar o cadarço do tênis escondendo o nó&lt;br /&gt;Esperar com ansiedade o momento de ficar só&lt;br /&gt;Para dançar axé na sala - isso beirando aos sessenta-&lt;br /&gt;"Adoro ônibus" até vai,o preço é que ninguém agüenta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tocar violão no escuro&lt;br /&gt;Querer saber o que é que tem do outro lado do muro&lt;br /&gt;Pedir para comer a rapa do arroz e do angu&lt;br /&gt;Ou misturar com açúcar.Limão com peixe cru...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ladrão que deixa bilhete de aviso e presta assessoria&lt;br /&gt;Maçã com salsicha e azeite, acompanha feijoada fria&lt;br /&gt;"Rapaz jovem e bem sucedido procura...para relacionamento sério"&lt;br /&gt;Termina a noite bebendo sozinho, por sobre a lápide no cemitério.&lt;br /&gt;Coçar a barriga do gato só para ser arranhado&lt;br /&gt;Ver numa foto por satélite algum rosto desenhado&lt;br /&gt;Ler de um só fôlego Urupês, de Monteiro Lobato.&lt;br /&gt;Criar o plano perfeito de ser flagrado no ato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dobrar todo o dinheiro na carteira&lt;br /&gt;Ficar feliz só porque é segunda feira&lt;br /&gt;Sonhar com uma passagem só de ida para Kandy&lt;br /&gt;Dizer que amou a Alanis interpretada por Sandy&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passar lua-de-mel em Puta-Que-O-Pariu ou Burkina Fasso&lt;br /&gt;Obras de arte esquecida no vidro dos carros empoeirados.&lt;br /&gt;Ouvir o álbum "Animals" com filme mudo e preto e branco&lt;br /&gt;Usar shampoo hidratante de Castanha de Tamanu Taitiano.&lt;br /&gt;Implicar com o presidente só porque ele é corinthiano&lt;br /&gt;Ser devorado pelo crocodilo que estava preso no encanamento&lt;br /&gt;Chamar estudante preso em manifestação de "elemento"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amarrar-se na árvore em protesto, usando uma mochila&lt;br /&gt;Dar o nome de "Cashemira" á uma chinchila&lt;br /&gt;Usar hidratante labial sabor "mojitos"&lt;br /&gt;Amar sobretudo a precisão, e á seguir os expletivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomar café com mel, e uma "estrela" de anis&lt;br /&gt;Largar "status",familia, mendigar -fazer o que sempre quiz!&lt;br /&gt;Um dia deixar de fumar assim de bobeira, sem querer&lt;br /&gt;Dizer, como o poeta: "amor só é bom se doer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a imaginação humana não há limites, nem imperativos!&lt;br /&gt;Nesta lista cabem mais itens do que nos manuais explicativos&lt;br /&gt;Nem Freud explica para que servem -sejam "de bolso" ou de academia&lt;br /&gt;E se todo mundo decidisse que Deus só esta vivo onde houver alegria?&lt;br /&gt;Se sabe que a flor mais querida mora sempre no precipício&lt;br /&gt;É por isso que eu digo: "cada  louco com seu hospício."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2781660849648615611-364292195269265484?l=velutluna2007.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://velutluna2007.blogspot.com/feeds/364292195269265484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2781660849648615611&amp;postID=364292195269265484' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/364292195269265484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2781660849648615611/posts/default/364292195269265484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://velutluna2007.blogspot.com/2009/08/insolitudes.html' title='(In)solitudes!'/><author><name>Velut Luna</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17705823004964477879</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://4.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/S9NLCzFjrUI/AAAAAAAAANA/ibnRASqiiCQ/S220/ginga012007.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SoEIL5RCa3I/AAAAAAAAALI/4jr9KrxdCNY/s72-c/curinga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2781660849648615611.post-8403885572008811239</id><published>2009-08-10T22:34:00.000-07:00</published><updated>2009-08-10T22:47:59.638-07:00</updated><title type='text'>A Noite</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SoEF_aB4VpI/AAAAAAAAALA/r_f0oCiwihA/s1600-h/the_black_horse2.jpg.rZd.24656.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_11aky3uUKQ8/SoEF_aB4VpI/AAAAAAAAALA/r_f0oCiwihA/s320/the_black_horse2.jpg.rZd.24656.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368578817679447698" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Então é simples assim...&lt;br /&gt;É exatamente como dizem que acontece nos momentos que antecedem á morte. Quadro á quadro, pequenas coisas esquecidas ganham imensa relevância numa avalanche que soterra os grandes acontecimentos históricos vivenciados por qualquer personagem que se vista como pessoa, animal ou planta e, ainda, os mais traumáticos acontecimentos de uma história pessoal. Não são vistos na câmera lenta da mágoa, do rancor ou da sutil tentativa da consciência em esclarecer coisas como a dor, a morte, a doença a humilhação. Neste dia será apenas mais uma imagem que faz elo numa cadeia de imagens que se sucedem em ordem de importância relativa. Se uma pessoa, por exemplo,parece ter congelado sua vida no dia em que abortou os filhos que esperava e assumiu para si o título de "A Estéril", ou aquele outro, que perdeu tudo na bolsa de valores, resolveu vestir o estereótipo de "O Fracassado", bem, talvez nesse dia descubra que foi muito mais "A- Menininha- Abandonada- No- Corredor- Do- Supermercado-Chorando" ou ainda, "O Cara que Sorriu para O Rapaz de Cadeira de Rodas" do que qualquer outro momento. A exemplo do conto taoísta fica em nós uma suave réplica: "Talvez".É uma exigência da Morte que entremos nus em seu quarto de imensa escuridão. É isso que leio hoje nos olhos da Noite.&lt;br /&gt;"Sinto dor porque estou me despindo, pensei que seria mais leve, não entendo".&lt;br /&gt;Eu vejo um pouco mais, entro nos olhos dela,  e com a convicção fria de um rio penetro violenta em seu mar de lembranças.&lt;br /&gt;A Noite, ainda potrilha, arfando a escuridão e sendo engolida pelos gritos de sua primeira manada, confusa e sentindo refluir o sangue de seus cinco corações, caindo desacordada em algum ponto da Floresta Escura, sabendo no íntimo que sua mãe estava perdida para sempre e seria engolida pelo arfar da memória para ser revista apenas aqui. Quase uma cópia dela mesma, só que mais com mais músculos e trazendo em si o cheiro e o gosto de leite-luz que a nutriu por quase um ano. Parecia ouvir seu ultimo grito, sua ordem, e toda a sua força se transmitiu para ela naquele momento. Essa voz e imperativo, ela recordaria mil vezes mais, mas não sua face. Esta, só agora se revelaria. Seu ultimo pedido: "Sobreviva!" Teve a impressão de ouvir isso naquele dia em que teve a certeza de que não iria revê-la nunca. Sua mãe galopou rumo ao sol, deixando para trás uma casca vazia. E como sempre foi assim, em todas as gerações de sua espécie, nesse dia guardou silêncio e não aceitou montaria. A Noite que rescende á mãe não quer mais conhecer o dia. Mas sabe que isso também passa e retorna ao ponto de partida. Corta a cena. Voltou a imagem da potrilha. E apareceu o Velho. Quase invisível na cegueira agora vermelha daquela Noite em que toda a paisagem parecia encoberta por uma película vibrante, pulsante e sangüínea. Encontrou conforto no sorriso e nos olhos dele, que brilhavam na escuridão vermelha, destacando-se de seu rosto e seu corpo que só seriam delineados pelo dia.  Por quantos anos permaneceria com o Velho, aprendendo a antecipar seus desejos, cuidando dele, protegendo-o, guardando - o de todo o mal daquele mundo demasiado humano e sem sentido em que ele estava imerso. Não sabia. A imagem muda, muda a película. Essa Noite foi tragada pelo tempo e rapidamente esquecida.&lt;br /&gt;A Noite, se defronta consigo mesma nas águas do lago e entende que lhe deram um nome. Foi surpreendente ver-se a si mesma alta, forte, altiva e algo assim mais esguia que sua mãe. Sempre pensava em si mesma como algo exatamente igual a ela, só que menor. Mas nesse dia percebeu que já tinha sua mesma altura, que o som ao qual seus sentidos obedeceriam era Noi-te e que, o som do assobio era a necessidade do Velho de seu imenso Amor e sobretudo da Força bombeada por seus cascos ao seu peito e daí até o mais fino fio de sua crina. Retribuía a este chamado  com um novo brilho na aura clara dela mesma, emprestando para ele á força de gerações de éguas selvagens e obscuras. Embora não soubesse que ele não  conseguiria ver, sentia que envolvia a ele, o Velho, como que com uma capa de mel morno  apenas no relance do olhar que refletia em seu sorriso sempre tão claro. Era tão bom conhecer essa Força e essa Doçura em seu peito, mas no entanto só hoje percebeu que daquele dia guardou apenas um sentimento assim, muito próximo mesmo á mágoa. Mágoa, essa palavra que rima tão perfeitamente com "Agua", é seguramente um sentimento aquoso, que só sabe mesmo aquiescer multiforme, transbordar e partir. Assim era saber seu Nome e perceber a si mesma como um retrato flutuando nas águas de um lago de águas frescas que sorvia em goles rápidos e sôfregos. A Noite beberá á si mesma ainda muitas vezes para aprender sua cor, o comprimento de suas crinas, ensaiar seus olhares e se orgulhar do que vê tanto quanto lamentar a passagem do Tempo. E tecer, é claro, comparações. Assim como o dela o pelo do Velho era escuro,negro mesmo, e brilhavam como obsidianas seus olhos sempre imersos em uma água tão branca, tão branca como a que pretendia encontrar em algum lugar distante naquelas andanças que só faziam eles dois sempre tão sós. Seus olhos, negros em leito branco eram totalmente diferentes dos delas maiores e inteiros em sua negritude única e imponente. E se primeiro ela pensava nas pupilas dele como assim mais confortáveis naquele manancial de brancura,  hoje  percebia que em compensação sua alma, assim como seus olhos, não tinham o peso de qualquer contradição. Porque o ser humano é um ser sempre ferido pelos seus próprios contrastes, que lhes rasgam como as facas (que lhe feriram neste dia fatídico e triste), e terminam por aniquilar seus sonhos para sempre. E o que é realmente incrível é que esses seres  tão tristemente cindidos recriam novos sonhos todos as vezes que nasce a Grande Mãe Branca de sua Imensa Escuridão. Levou realmente muito tempo para a Noite entender como era triste aquele olhar e que, por mais que o conhecesse,  muita coisa nele ainda era inexplicável. Por exemplo...A Noite nunca entendeu porque ele sempre se esquivava de seus carinhos, quando ela efusivamente o chamava  - "Papai!"  E ouvia a voz dele, em resposta.&lt;br /&gt;-"Não, Noite! Manotaço, não!"&lt;br /&gt;Somente muito mais tarde saberia o quanto os seres humanos, que pareciam ter o Universo em suas mãos, eram  frágeis. E fizeram-se, pela força de sua própria maldade, ainda mais perenes que as ervas que esmagava, sem pensar, sob os cascos que naquele momento perdido para sempre vestiam o aço frio das ferraduras, rompendo a magia de toda a paisagem que tocava. Mas como poderia ela saber?&lt;br /&gt;Não compreendia bem sua língua e de mais á mais, ele ria e não gostava ao mesmo tempo, numa contradição tão obvia que a deixava confusa. Como faria  para não corresponder ao seu riso e obedecer aquele "Não" que cheirava á "Medo"? Será que o Velho não sabia o quanto lhe excitava aquele "Não" assim tão manhoso, tão diligente e cheio de si, tão traiçoeiro? Difícil conter a si mesma. E o sangue. E o galopar sedento de mais e mais imagens, ás vezes tão duras, tão sórdidas e incompreensíves até para ela mesma, expectadora passiva desse filme último. Mas sempre tão carregadas desses sentimentos primeiros. Testemunhou sua alegria em ver dividir consigo o chimarrão. O Velho, domador de anos, nunca tinha visto égua chupar cuia, mas aquela até isso fazia. Cobriu-a de mimos pelo feito. Bateu foto e tudo. Bater foto era, em sua memória, como ganhar um jato de luz-estelar. Olhava as estrelas, lembrava de fotos. Sentia orgulho de si mesma e isso era bom. Também era bom correr com o Velho e, juntos, saltar as cercas. Ele ria e gargalhava, com um hálito quente e alcoólico. E quando ele afrouxava as rédeas e podia ouvi-lo ressonar, seguia o rumo devagarinho, ia a trote compassado para que ele não caísse nem acordasse e com carinho o devolvia á Velha. Nunca perdeu o caminho de casa e, por isso mesmo, ganhava mais aveia no outro dia. O que mais podia querer? Amor. Total dedicação de parte á parte.  Mas nesse quadro imenso, pairando extático na parede da memória, a Noite era ainda só Incompreensão.&lt;br /&gt;Em cascata vão caindo sob seus olhos cada recorte de sua história enquanto a Noite se esvai em sangue. Suas memórias se aceleram enquanto eu sei que ela agora tem menos tempo (bem menos). Eu fixo em parte alguns trechos, porque diferente dela mesma, posso dar sentido a alguns acontecimentos. A morte do Velho e de sua família, por exemplo. Para ela restou um sabor metálico na boca, porque quando ela ouviu o estrondo e viu o peito da Velha explodindo correu, correu como nunca para longe dali, com o velho montado na garupa. Ouviu um último estouro, sentiu o cheiro da pólvora, apertou nos dentes os freios em disparada, acalentou uma emoção tão grande quanto seu peito generoso, tudo nela resplandecia  esperança e receio: Salvar o Velho. Sentiu-o cair. "Ora vamos! Só mais um pouco!" Arrastou seu peso por caminhos que só ela conhecia, sentia-o arrastado apenas pelo estribo, por uma perna e ouvia o som de sua pele sulcando um rastro de lama. Era mais pesado assim, sentia que preferia que ele estivesse equilibrado como sempre em sua garupa,  mas faltava tão pouco para chegarem á cidade..."Agüenta firme! Vou nos tirar deste lugar horrível que cheira á morte!" Enquanto atravessavam a Floresta, sentia arrepios horríveis nas costelas e ouvia as canções daqueles que, embora não estivessem vivos, não galoparam em direção ao Sol como devia de ser. Todos os seus sentidos lutavam para rebelar-se mas ela manteve-se firme em seu propósito. Determinação de aço em salvar o Velho, repetia a si mesma que não interessavam os obstáculos e dores, não retornaria ao Sítio. E quando finalmente chegou á cidade e seus cascos ressoaram por sobre o ladrilho como uma Marcha Triunfal. A Noite espumava sede e sangue de sua boca rasgada pelo mau-jeito da rédea. Ela viu que outros  humanos se aproximavam. Via as faces de espanto e explodiu em gargalhada clara, de satisfação e orgulho, e para dar mais ênfase ao gesto, ergueu-se nas patas dianteiras. "Conseguimos!" Depois silêncio .Mudo. Nada. Sentiu que havia algo errado. "Por que ninguém está feliz?"Foi quando puxaram com violência pelos arreios, quase rasgando sua boca, abrindo a ferida feita pelo esforço de arrastar seu corpo até ali. Arrancaram-lhe cela e estribo. Só então pode ver: O que arrastara até ali era um corpo, sua cabeça havia explodido e o que existia acima do pescoço era uma massa informe de carne e lama. O choque daquela visão e certeza eram grandes demais até para seus tantos "corações". Não suportou. O peso da raiva quase a fez sufocar. Corcoveou todas as vezes necessárias para tirar de cima de si aquele peso. Relinchou um grito de dor e desespero inumanos, que nasciam das vísceras e congelaram o coração dos mais valentes ali presentes. Ódio. Ódio puro. Explodiu em coices e corcoveios, para extravasar a dor e a agonia da certeza de que nunca mais veria o Velho. Sua raiva era insanidade. Sem tino e sem direção, culpava a si mesma, ao céu, á Floresta, aos homens em torno e ao homens no sítio. Aos homens em si. Espumava pelos cantos da boca agora também de raiva, bravia e sem tino, acabou com três homens que tentavam lhe conter em fúria, esmagando-os sob a força de coices e manotaços. "Não encostem a mão em mim!" "Não ousem!" Então saiu em disparada, e correu, correu á mais não poder. Nunca mais portaria os estribos, as esporas (nunca necessárias, puro ornamento),arreios e os carinhos luminosos e humanos do Velho. Não se deixaria cegar novamente. Foi embora, partiu para sempre daquele convívio que era, em si mesmo, uma teia de maldade em que só agora percebia que vivera enredada por muito tempo. Não, nunca mais. Mais tarde, lembrou todos os bons momentos que vivera e os fez em pedaços, corcoveando e escoiceando cega pela madrugada, como se fossem até os momentos bons uma cocheira podre que não mais pudesse lhe comportar em tamanho e dignidade.&lt;br /&gt;O que sei da morte do Velho, eu que me orgulho de ser humana? Bem, quase nada, nesse estado-nação em que a expropriação e a grilagem são comuns. Chamavam-no o Negro Poceiro, mas a verdade é que ninguém sabia de quem eram aquelas terras em que sua familiazinha habitava desde sempre. Parece que antigamente pertenciam a uma Sinhá que, sem filhos, deixou a propriedade a um escravo, avô deste Negro que foi assassinado com toda a sua família há uns dez anos atrás. Mas quem afirmou isso foi o Tabelião certa vez, no boteco em que vivia bêbado. Depois, frente á frente com o delegado de polícia, desdisse tudo, desconheceu os papéis que lhe mostraram e confessou que como todos os outros, nada sabia. Assim sendo e visto  que ninguém nunca apurou os fatos, a família do prefeito meio que foi se instalando, botou cerca, lavrou certificado de propriedade e acabou mesmo nisso. As coisinhas do Velho, sua casinha e poucos pertences de domador itinerante e pedreiro de ocasião, estas continuam lá, intactas sendo corroídas apenas pelo Tempo, por sobre o Morro ainda inculto. São engraçados os seres humanos, que podem assumir tamanha variedade de cores quanto os cavalos. Mas se vires um garanhão na cor negra, terás certeza que estás diante de um cavalo de caráter nobre,  que há de exigir grande habilidade para ser domado, mas, também, coragem,velocidade e força incomuns. Mas o que você pensa quando vê o Homem Negro? É isso. Esse foi o grande motivo do crime.  E nada mais existe a saber.&lt;br /&gt;Tem quem ouça o Velho martelando sobre o ferro quente, numa acusação teimosa e muda, coisa de fantasma que não teve  justiça na terra, entende?&lt;br /&gt;O fato é que Noite também virou uma lenda.&lt;br /&gt;A Noite agora é xucra . E por isso,muitos acrescentavam que era  vingativa e perigosa. Diziam que, embora tivesse se juntado a uma tropilha selvagem e reaprendido o instinto que a faria sobreviver sem a companhia humana tinha comportamento diferente daqueles que nunca a conheceram. Escoiceava a esmo e bufava mal sentia no faro o cheiro de homem laceador. Que ás vezes, traiçoeira,se deixava montar só para em seguida atirar-se de costas no lago com o cavalheiro ainda encima, esmagando-o com todo o seu peso. Ou que, então, corria com o valente pela noite adentro, até que este desaparecia para nunca mais voltar. Alguns, com mais imaginação diziam que ela entregava os viventes ao Diabo, com quem tinha um pacto. De sete em sete anos se deixava a montar e carregava com este ou aquele para o Inferno e em troca, este lhe garantia que nunca mais vestiria o arreio de novo. E assim, a Noite carregou consigo a  culpa por todos os desaparecidos nesta terra.&lt;br /&gt;Só hoje ressurgiu.&lt;br /&gt;Nada em suas memórias, pelo que vejo hoje, atestam a veracidade destas estórias. Parece mesmo é que seus dias foram feitos de uma sede de fuga, ansiosa por deixar para trás este único e triste momento. Encontrou na tropilha nova alguma paz, um novo alento e também,uma alegria mais pura e inocente. Mas até isso,esses dias de sol em que pastava os mais tenros trevos e celebrava as alvoradas mais lindas, eram apenas intervalos. Pois logo em seguida, os fazendeiros começaram a organizar comitivas para assassinar seus filhos, netos e amigos. Cascos e patas explodiam em corridas desesperadas, sons de tiro, muito sangue pela estrada de suas andanças. E lá se erguia ela, Matriarca de Novas Manhãs, para ressurgir de novo há muitos quilômetros de onde tinha sido vista pela última vez. Pensando sempre que aquela vez seria a ultima que fugiria. Obedecendo áquela última ordem materna, sobrevivia. Reagrupava. E se afastava para uma nova fronteira, cada dia mais triste, encurralando a si mesma contra um abismo de solidão.&lt;br /&gt;E haviam outros inimigos é claro. As cidades que cresciam no entorno das florestas e á sufocavam, as campinas cada vez mais cheias de cercas – farpadas,elétricas, altas demais – a Fome que perseguia seu bando, obrigando-os a separarem-se e tornarem-se presas ainda mais fáceis. Uma suçuarana aparece. Com fome, tenta a sorte. Ela se machuca gravemente, mas termina matando a caçadora com um coice certeiro. Foi necessário mas não houve prazer nenhum nisso. Guardou consigo a certeza de que, não fosse o fim das florestas, aquela sua irmã não teria tentado algo tão temerário.&lt;br /&gt;Seus olhos e seus pêlos foram ficando cada dia mais negros com o passar do tempo num luto cada vez mais fechado por todos os que ficaram para atrás, agonizantes e apodrecendo ao sol pelos campos ou laçados e arrastados para cocheiras imundas. O que lhes aguardava era uma vida mesquinha de servilidade egoísta, disso tinha certeza.Teve um vislumbre do que aconteceria caso fosse recapturada certa vez, quando margeando a estrada, viu um cavalo muito pequeno e magro, quase vergado pelo peso de um imenso carroção. O homem que era Seu lhe batia com o chicote sem dó nem piedade. Ele, embora fosse umas cinquenta vezes mais forte que o agressor era domado, castrado e não reagia.Em meio à mágoa de seu destino, lançou um olhar tão triste que ela sentiu o sangue parar e refluir em lágrimas quentes para seus olhos. Então é isso que acontece quando laçam você? Não! Mil vezes não. Galopou para o sol e teceu com seus cascos uma nova canção de amor á tropilha. Solidão. Liberdade.&lt;br /&gt;E, é claro,Anseio.&lt;br /&gt;Um inexplicável Anseio pelo Desconhecido.&lt;br /&gt;Cálida e translúcida é a luz que emana destas imagens últimas que se deixam levar como pedacinhos de papel jogados ao vento.&lt;br /&gt;Um pequeno quadradinho irregular no mosaico imenso, tem em suas arestas cortantes de cor vibrante e  alegre, rebordado de paixão cíclica e ao mesmo tempo, inexplicável, aplacou esse desejo grave até este tempo. O cio ela já conhecia, mas e o amor entre iguais? Era Ruano, um cavalo amarronzado de alta linhagem e olhos quase vermelhos com quem ela podia dividir, sem medo, seus carinhos assim, pouco gentis e suaves. Ele correspondia com o mesmo ardor. Corriam leves pelo prazer de sentir o vento assobiar por entre as crinas pelo entardecer de algum novembro. E para refrescarem-se, cavalgavam pela margem de açudes e jogavam-se sem medo pelo prazer inconseqüente de sentir a água escorrer do pelo, trazendo um novo sabor á sua maneira violenta e nobre de amar. Atracavam-se quase num teste de resistência, sôfrego e desesperado. Cansados deitavam-se juntos, sob ás estrelas em silêncio, com 
